Com a delicadeza do metal, exposição "Semelhanças e Dessemelhanças" chega nesta sexta à Caxias - Cultura e Tendência - Pioneiro

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Artes plásticas11/05/2018 | 09h00Atualizada em 11/05/2018 | 10h34

Com a delicadeza do metal, exposição "Semelhanças e Dessemelhanças" chega nesta sexta à Caxias

Iniciativa é organizada pelo coletivo Amigos do Percloreto FeCl3

Com a delicadeza do metal, exposição "Semelhanças e Dessemelhanças" chega nesta sexta à Caxias Diogo Sallaberry / Agência RBS/Agência RBS
Obras expostas na Galeria de Artes são assinadas pelos artistas Antonio Paim, Eda Lani, Jane Cainelli, Jorge Rico, Odilza Michelon, Paulo Bevilacqua, Tuchi e Vera Wilde Foto: Diogo Sallaberry / Agência RBS / Agência RBS

Existe uma expressão que diz que o papel aceita tudo. O metal, por sua vez, só aceita com planejamento. É isso que garante Jorge Rico, artista responsável por organizar a exposição Semelhanças e Dessemelhanças, que tem abertura nesta sexta, na Galeria de Artes do Centro de Cultura Ordovás, em Caxias do Sul

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A mostra nasceu por meio da união de obras dos artistas Antonio Paim, Eda Lani, Jane Cainelli, Jorge Rico, Odilza Michelon, Paulo Bevilacqua, Tuchi e Vera Wilde, que integram o coletivo Amigos do Percloreto FeCl3. Em comum, todos apresentam trabalhos feitos a partir da gravura em metal, antiga técnica também chamada de calcografia. 

Apesar de nascido em um cenário renascentista, o trabalho em metal aperfeiçoou-se e hoje apresenta características únicas, que nascem a partir das vivências e experiências de vida de cada artista:

— Eu tenho um grupo de 12 artistas que faz gravura em metal. Desses, oito estão participando da exposição. É interessante perceber que a técnica é a mesma, mas os resultados são totalmente diferentes, pois cada um traz a sua perspectiva sobre o metal — explica Jorge Rico.

Foto: Diogo Sallaberry / Agência RBS

O coletivo surgiu em oficina do Museu do Trabalho, em Porto Alegre, com orientação do impressor Marcelo Lunardi. Lá, cada um tem a missão de transformar uma chapa de metal em arte. Rico explica que, quem enxerga as peças prontas e "serenas" nos suportes que as abrigam hoje, não tem dimensão do processo demorado e minucioso que cada uma passou até transformar-se em arte. Um dos objetivos da exposição, aliás, é levar até os visitantes o conhecimento desse processo, através de um vídeo que mostra, passo a passo, o caminho do metal até a calcogravura. 

O contemporâneo, que é o mote da exposição Um Olhar Acadêmico sobre o Amarp (leia aqui), também se faz presente de forma subjetiva em Semelhanças e Dessemelhanças, e em alguns traços de Jorge Rico, que teve duas obras selecionadas para a mostra:

— A arte contemporânea hoje se foca quase totalmente na ideia, e não tanto na obra. Evidentemente, nessa altura da minha vida, eu não vou me tornar contemporâneo. O meu trabalho é clássico. Mas eu posso aprender com esse movimento — conta.

AGENDE-SE

O quê: exposição Semelhanças e Dessemelhanças, do coletivo Amigos do Percloreto FeCl3.

Onde: na Galeria de Artes do Ordovás (Rua Luiz Antunes, 312).

Quando: abertura nesta sexta, às 19h. Visitação até 3 de junho, de segunda a sexta-feira, das 9h às 22h, e nos finais de semana e feriados, das 16h às 22h.

Quanto: entrada gratuita.

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