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Opinião13/04/2018 | 15h00Atualizada em 13/04/2018 | 15h30

Pedro Guerra: Entrei na academia

Qualquer estudo disponível na internet comprova por A+B que fica muito mais difícil emagrecer após os 30 anos de idade

Pedro Guerra: Entrei na academia Antonio Giacomin/ESPECIAL
Foto: Antonio Giacomin / ESPECIAL

Se você tem se perguntado porque este verão anda tão chuvoso, porque o clima não tem sido favorável para toda aquela galera que decidiu descer a Serra em direção ao litoral, porque é que tem feito dias de frio nos meses de janeiro e fevereiro, com aquela cerração típica do inverno gaúcho, eis aqui a sua resposta: eu entrei na academia.Calma. Eu sei que a notícia é tão inacreditável quanto o dia em que vieram me contar que o Michael Jackson havia morrido e eu pensei ser piada. Mas a verdade é essa, ela está aí impressa para quem quiser ler. Resolvi criar coragem em um pseudomovimento pró-saúde. Talvez seja só promessinha básica de novo ano, aquele velho discurso de “agora vai”. Porém, pelo menos por enquanto, o meu plano tem dado certo.

A vontade de me matricular na academia chegou por dois motivos: 1) o desconto que me ofereceram; 2) o medo de estar envelhecendo e perceber que está mais difícil perder peso a cada dia vivido.

Não é exagero. Qualquer estudo disponível na internet comprova por A+B que fica muito mais difícil emagrecer após os 30 anos de idade (eu diria praticamente impossível, mas sei que isso sim é exagero). Sendo assim, quando assoprei as velinhas no último aniversário e contei que elas já forravam quase que toda a cobertura do bolo, percebi que era a hora de tomar uma atitude.

Amigos me recomendaram alguns livros sobre o ato de “pensar magro”, os meus pais incentivaram a ida ao nutricionista, mas eu acreditei mesmo que a coisa toda deveria começar aqui dentro, e tudo por minha conta. Afinal, ninguém faz nada por nós nessa vida: ninguém trabalha pela gente, ninguém ganha o nosso dinheiro, ninguém perde o nosso peso. Os livros e os nutricionistas ajudam, é claro. Mas não se a gente não quiser.

A minha velha e gigantesca paixão por doces foi a primeira vítima. Não vou ousar em dizer que ela foi exterminada, porque se eu não desse uma que outra abocanhada em um doce irresistível vez que outra, provavelmente eu já teria entrado em colapso. Acontece que o meu segredo foi desviar a minha atenção da dieta e das minhas novas proibições. Aliás, que dieta mesmo?

Sempre tive pavor dessa palavra. Dieta.

Mesmo nos tempos em que mais tive sobrepeso, a história foi sempre a mesma: sucesso nos primeiros dias, desistência logo em seguida. Que se dane, eu vou mesmo é comer o que tiver vontade e ser feliz com o meu corpo.Beleza. Mas e a saúde?

No último dezembro eu tentei colocar em mente aquele velho mantra: somos aquilo que comemos. Passei o verão todo me entupindo de salada (e, acredite, existem opções incríveis e apetitosas). Prometi para mim mesmo que, se depois do meu mega prato de salada eu ainda estivesse com fome, aí sim poderia comer aquilo que quisesse. Em paralelo, foquei minha rotina no meu trabalho (lembre-se de fazer aquilo que você ama) e esqueci que o meu objetivo do momento era perder peso.

Resultado? 8 quilos a menos.

E uma esperança de que, sim, a academia pode não ser tão horrível quanto parece.

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