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Opinião06/04/2018 | 16h04Atualizada em 06/04/2018 | 16h08

Nivaldo Pereira: A Guerra do Trânsito

O signo onde Marte está em nosso mapa natal indica o modo como encaramos nossas diárias batalhas na vida e também o nosso estilo na direção

Nivaldo Pereira: A Guerra do Trânsito /
Arte: Charles Segat
Nivaldo Pereira
Nivaldo Pereira

nivaldope@uol.com.br

 

“Não faça do seu carro uma arma: a vítima pode ser você.” Esse antigo slogan de uma campanha de trânsito tem a ver com temas arianos, como a velocidade e a competição e, por extensão, o automóvel. Áries é a impetuosa centelha de ignição, a faísca explosiva que aciona o movimento para a frente. É regido por Marte, planeta que recebeu o nome do deus da guerra por sua cor avermelhada e que representa o nosso instinto de ataque e defesa.

Sem Marte, seríamos esmagados ao menor perigo. Com ele muito enfatizado (como no mapa do ariano Ayrton Senna), podemos gostar de arriscados desafios, em meio a muita pressa. Podemos ser os tais velozes e furiosos no trânsito, amantes do acelerador e inimigos dos sinais fechados. É quando o carro pode virar uma arma em potencial.

O signo onde Marte está em nosso mapa natal indica o modo como encaramos nossas diárias batalhas na vida e também o nosso estilo na direção. Quando, por exemplo, o planeta está em seu próprio reino, Áries, queremos pilotar um possante turbinado e não admitimos que ninguém nos ultrapasse. Quando em Gêmeos, pode ficar chato “apenas” dirigir, aí buscamos outra ocupação ao volante, até mudar de faixa sem avisar e receber um xingamento. Em Virgem, dirigir exige total respeito às normas, daí algum estresse com os outros motoristas desatentos.

Estilos à parte, o problema para todos são as frustrações ligadas a outros temas marcianos, como libido e autoafirmação, que podem ser inconscientemente compensadas no trânsito. E as ruas viram fronts das modernas guerras de Marte. Sexo ruim ou em falta? Foi tiranizado pelo chefe? Quer algo mas não pode ter? Ah, aí os outros carros ou o idiota do pedestre vão conhecer outra famosa manifestação de Marte: a raiva, agora vertida em prepotência. Como ousa me dar farol alto, imbecil? Tá buzinando por quê, otário? Aqui pra ti, seu babaca!

E o deus da guerra (e dos carros) vibra negativamente no Brasil: no trânsito daqui se mata e morre mais do que em países em guerras literais. Infelizmente, Marte se reduz a uma fúria cega. E burra.

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