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Opinião27/04/2018 | 05h30Atualizada em 27/04/2018 | 05h30

Frei Jaime: perdoar mais uma vez

A convivência diária é sempre intensa

Frei Jaime Bettega
Frei Jaime Bettega

jaime@ofmcaprs.org.br

Bom Dia! Os dias foram passando... A sexta-feira chegou... Que a alegria e a serenidade acompanhem as horas deste dia! Vamos lá: recordando as atividades de hoje e sentindo a mão de Deus protegendo e amparado! 

"Às vezes precisamos perdoar quem nunca foi capaz de nos pedir perdão." (Luara Quaresma). 

A convivência diária é sempre intensa. Estar em contato com muitas pessoas, através de diferentes meios, passou a ser uma contingência do cotidiano. Na verdade, todos estão em movimento, muitos em alta velocidade. Assim como o bem circula e espalha vida, o mal também tenta descobrir brechas para se infiltrar e provocar desconforto. Pedir perdão é um jeito de transformar o amor em compreensão. Todos concordam: não é fácil perdoar. Mas o resultado que advém do ato de perdoar, compensa qualquer esforço. O exercício do perdão supõe humildade e flexibilidade. É incoerência não perdoar, pois todos são passiveis de erros. Um dia você alcança o perdão, outro dia o outro lhe dá o perdão. 

As trocas de perdão têm como conteúdo a caridade. Somente quem ama admite perdoar. Pessoas rancorosas não sabem lidar com a misericórdia, são calculistas, vingativas e, naturalmente, infelizes. Perdoar quem nunca foi capaz de pedir perdão é altruísmo, é amor em grau maior, é elegância existencial. Nunca são contabilizadas perdas no ato de perdoar. Por outro lado, quem não perdoa compromete a paz, vive inquieto e se distancia da serenidade. Com o passar dos dias é possível perceber nitidamente que alguns corações jamais terão a disposição e a humildade de pedir perdão. 

Talvez seja a falta de coragem ou a falta de percepção, quanto aos erros cometidos. Mas existem pessoas que já decidiram, há tempo, que o assunto perdão não é com elas. Vivem deslocadas e afastadas dos laços afetivos, não calculam consequências, são pesadas e pouco sensíveis. Feliz de quem é amigo da humildade e se dispõe perdoar, sem precisar usar a contagem do número de vezes que já perdoou. Perdoar setenta vezes sete é perdoar sempre, para ser cada vez mais feliz.

Bênçãos! Paz & Bem! Santa Alegria! Abraços!


 
 
 

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