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Opinião30/04/2018 | 06h00Atualizada em 30/04/2018 | 06h00

Frei Jaime: abrir as asas

O olhar sempre procura alcançar o infinito

Frei Jaime Bettega
Frei Jaime Bettega

jaime@ofmcaprs.org.br

Bom Dia! Uma nova semana se apresenta diante de todos... é sempre muito bom recomeçar... Mas hoje é, também, um dia de gratidão: o mês de abril resolveu se despedir definitivamente. Obrigado, Senhor, pelo 4º mês de nosso ano de 2018! Vamos em frente... o tempo é uma dádiva... 

"Ninguém pode prever o quanto você pode voar, nem você mesmo, até abrir as asas." (Rayanne Antonio). 

O olhar sempre procura alcançar o infinito. Viver é um ato grandioso, uma experiência sem possibilidade de descrição. Os detalhes preenchem os espaços da alma e provocam admiração, gratidão e esperança. Não são poucas as pessoas que se sentem incrivelmente maiores do que as próprias dimensões físicas. O corpo é normalmente pequeno diante dos horizontes ilimitados dos sonhos. É maravilhoso contemplar um pássaro alcançando as alturas, esbanjando movimentos, dando demonstrações de agilidade e de versatilidade. 

O ser humano tem condições de ‘voar’ sem sair do lugar. Porém, nem todos desenvolvem essa habilidade. Há muita gente encolhida, retraída, acomodada. São pessoas que se tornam facilmente vizinhas das reclamações, do pessimismo e da inutilidade. Como tudo poderia ser diferente se, diariamente, a humanidade desse uma 'revoada' para assimilar o sabor da esperança e desvendar os segredos da felicidade. Abrir as asas é uma decisão pessoal, uma iniciativa que não depende de mais ninguém. Mesmo não sabendo quanto é possível voar, faz um bem enorme ensaiar pequenos voos para redescobrir o potencial que está inerte, apesar do coração ser sempre desejoso de algo mais. 

Não querer voar é resguardar-se na pequenez, é desperdiçar energias em projetos que não conduzem a nenhum lugar. Tomara que não demore muito a chegada do dia de abrir as asas para delinear e desenhar um jeito novo de ser e de viver. É necessário experimentar outros ares, agregar novas experiências, ampliar a percepção e tornar mais leve o coração. A vida providencia as asas, mas jamais impõe a obrigação de voar. Levantar voo é uma escolha, uma possibilidade, uma opção que não aceita ser conjugada com a acomodação. Viver é voar e revoar, a todo instante. 

Bênçãos! Paz & Bem! Santa Alegria! Abraços!       

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