Atração em Caxias do Sul neste domingo, Nenhum de Nós reafirma identidade latino-americana no novo EP "Doble Chapa" - Cultura e Tendência - Pioneiro

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Música13/04/2018 | 14h55Atualizada em 13/04/2018 | 14h55

Atração em Caxias do Sul neste domingo, Nenhum de Nós reafirma identidade latino-americana no novo EP "Doble Chapa"

Trabalho traz fortes influências do rock uruguaio. Ingressos para apresentação no teatro da UCS estão esgotados

Atração em Caxias do Sul neste domingo, Nenhum de Nós reafirma identidade latino-americana no novo EP "Doble Chapa" Raul Krebs/Divulgação
Quinteto porto-alegrense reforça o vínculo com o pop e o rock feitos nos países vizinhos, uma das marcas da banda ao longo dos seus 32 anos Foto: Raul Krebs / Divulgação

Além de permitir certos caprichos, a intimidade de uma relação construída ao longo de três décadas estimula experimentar coisas novas para evitar o marasmo. Ao lançar o EP Doble Chapa, a banda Nenhum de Nós aposta na sinergia estabelecida com os fãs para oferecer algo novo – uma forte aproximação com o modo uruguaio de fazer pop rock – com a segurança de uma fidelidade atestada por mais de dois mil shows ao longo de 32 anos e dezenas de canções na ponta da língua. Neste domingo, quando o quinteto sobe ao palco do Teatro da UCS, o público caxiense conhecerá em primeira mão o resultado do mergulho na cultura roqueiro-cisplatina de Thedy Corrêa e companhia, cuja primeira amostra será a da música Uma Vida Ordinária, disparada há duas semanas nas plataformas digitais. 

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– Os fãs sempre esperam que a gente traga algo novo, querem ser surpreendidos. Hoje mesmo recebi mensagem de uma fã de São Paulo querendo que eu enviasse as demais canções do EP para que cantasse junto no nosso próximo show por lá – diz o baterista, Sady Homrich. 

Para Thedy Corrêa, Doble Chapa (nome que faz alusão à forma como são chamados os cidadãos que vivem na fronteira com o Uruguai) reforça uma sensação de pertencimento que a banda sempre teve com a América Latina. Isto se materializa nas parcerias com o cantor e compositor uruguaio Federico Lima, também conhecido pelo alterego Socio. 

O EP traz uma versão do Nenhum de Nós para um música de Socio (Fã de Faith No More), além de uma versão em espanhol de Uma Vida Ordinária, parceria entre Lima e Thedy.

– Nossos fãs sempre viram a nossa relação com as múltiplas culturas latino-americanas uma qualidade, e acho que isso se reforça com Doble Chapa. Estarmos lançando um trabalho voltado para isso é novidade, mas, além do Nenhum, o Paralamas do Sucesso é outra banda que faz essa aproximação de culturas há muito tempo. Em geral, ainda somos (os brasileiros) muito suscetíveis às influências europeias e norte-americanas e ignoramos o mercado latino – avalia o vocalista. 

Serviço
O quê: Show de lançamento do EP Doble Chapa, da banda Nenhum de Nós.
Quando: domingo, às 19h.
Onde: Teatro da UCS, em Caxias do Sul (Rua Francisco Getúlio Vargas, 1.130).
Quanto: Os ingressos estão esgotados.

Além de ser uma ode à integração entre duas culturas tão próximas, mas por vezes tão distantes, Doble Chapa é a primeira experiência do Nenhum de Nós no formato EP (abreviação de extended play), com apenas cinco músicas. Deve ser lançado ainda em abril, em formatos físico e digital. Para o guitarrista Carlos Stein, o EP ofereceu à banda uma forma mais rápida e concisa de produzir:

– É um bom formato para exercitar uma ideia, pois permite ser bastante objetivo. De qualquer forma, mesmo quando lançamos um álbum, escolhemos quatro ou cinco músicas para tocar nos shows. 

Sady Homrich acrescenta que a forma de consumir música mudou conforme a vida também se tornou mais dinâmica:

– Há quanto tempo tu não escutas um CD inteirinho, de cabo a rabo? A dinâmica da vida mudou a maneira de ouvir música. Não abandonamos uma espinha dorsal criativa, mas a apresentamos num formato compactado e mais ágil.

Em Caxias, mesma cidade onde a banda gravou o último álbum, Sempre é Hoje (2014), os porto-alegrenses prometem um show com algumas das músicas mais conhecidas da sua trajetória, além das inéditas de Doble Chapa.

– Tudo que é inédito tem um pouco de nervosismo, mas a cumplicidade com o público caxiense nos deixa muito mais seguros – finaliza Sadi. 

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