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Opinião29/03/2018 | 07h00Atualizada em 29/03/2018 | 07h00

Frei Jaime: as trocas do coração

Os dias jamais serão iguais e ninguém conseguirá dimensionar o que o outro sente e pensa

Frei Jaime Bettega
Frei Jaime Bettega

jaime@ofmcaprs.org.br

Bom Dia! Dias significativos, Semana Santa... Quinta-Feira Santa: Jesus fez a última Ceia, lavou os pés dos apóstolos... Dia da Instituição da Eucaristia e do Sacerdócio... O coração é hábil em assimilar o dado espiritual... Como faz bem ter fé e saber que Ele deu a vida por amor a nós! 

"Cada um dá o que tem no coração e cada um recebe com o coração que tem." 

A vida é extremamente habilidosa, pois ela acontece entre uma e outra situação, sempre exercitando a alternância. Os dias jamais serão iguais e ninguém conseguirá dimensionar o que o outro sente e pensa. A possibilidade de fazer trocas elimina distâncias e provoca sintonia. Viver é firmar um verdadeiro pacto com os demais, para além das diferenças e preferências. Afetivamente é possível selecionar quem estará na roda de amigos, quem deixará de ser estranho para estar sob o mesmo tempo e, assim, eternizar o amor. O cotidiano sempre será o lugar da espontaneidade. 

Momentos extraordinários fazem um bem enorme. É no dia a dia que a vida chega à maturidade e à sabedoria. Sempre será possível ofertar o que o coração armazenou com muito amor. Ninguém fica sem retorno, quando ama. Talvez o que volta não tenha o formato imaginado, mas é próprio do amor recompensar. Dar e receber é um privilégio reservado àqueles que não abrem mão da sensibilidade e tornam-se incansáveis na manifestação da bondade. O que é cultivado no coração permeará os gestos de amor. Impossível dar o que o coração não possui. Por outro lado, o recebimento não depende de quantidade, mas das condições do coração. 

Tornou-se comum querer receber sem ter dado alguma coisa. Somente um coração disponível à doação está capacitado para acolher o que os outros têm para ofertar. Em tempos de excessiva superficialidade, tem sido cada vez mais frequente a presença de corações vazios ou adoecidos. Com uma simples averiguação, é possível detectar: são justamente aqueles corações que dispensaram o cultivo e deixaram no esquecimento a capacidade de dar e doar-se, que provaram o vazio. Que o amor possa continuar preenchendo os mínimos e infinitos espaços existenciais. 

Bênçãos! Paz & Bem! Santa Alegria! Abraços!

 
 
 

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