Nivaldo Pereira: Tom do mundo - Cultura e Tendência - Pioneiro

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Opinião09/02/2018 | 14h02Atualizada em 09/02/2018 | 14h02

Nivaldo Pereira: Tom do mundo

Era um apaixonado pelo Brasil profundo. Destino de quem se chamava Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim

Nivaldo Pereira: Tom do mundo Charles Segat/
Foto: Charles Segat
Nivaldo Pereira
Nivaldo Pereira

nivaldope@uol.com.br

Enquanto o Sol potencializa as ondas aquarianas de futuro e consciência coletiva, convém homenagear Tom Jobim, um dos artistas mais geniais que o Brasil já produziu. Aquariano do dia 25 de janeiro, o compositor, maestro e cantor também tinha Mercúrio e Vênus neste signo. À frente das invenções da Bossa Nova, e seguindo um caminho criativo sempre original, Jobim se tornou universal numa proporção somente atingida por outra aquariana, Carmen Miranda. Sua composição Garota de Ipanema, feita há 55 anos, segue sendo a segunda música mais tocada da história – só perde para Yesterday, dos Beatles. Um aguadeiro antenado!

Quando lançou a longa e sinfônica Matita Perê, Jobim teria compensado assim a dificuldade certa de a canção tocar nas rádios: "Essa não é para agora, é para adiante". Em tudo ele foi para adiante, como bom aquariano, criando um estilo entre a complexidade e a leveza. Com signo ascendente em Libra, foi elegante no ser e no criar. Sua parceria com o poeta libriano Vinicius de Moraes rendeu algumas das canções mais lindas do Brasil. Mas foi também um ótimo letrista, vide Águas de Março e Samba do Avião. Esta última, por sinal, evoca temas aquarianos como voo e avião e terminou rendendo ao autor uma justa honraria: o aeroporto internacional do Rio de Janeiro passou a se chamar Aeroporto Tom Jobim.

Era um apaixonado pelo Brasil profundo. Destino de quem se chamava Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim. O amor à natureza, esse bem coletivo a ser preservado, deu um tom pioneiro à ecologia em sua vida e obra. Ele amava as florestas e os bichos, sabia tudo de pássaros e outros voadores, como o urubu, que deu nome a um disco seu. Na letra de Borzeguim, foi incisivo: "Deixa o índio vivo no sertão, deixa o índio vivo nu”. E afirmava: “O caminho da vida é o caminho da natureza, do oxigênio, da árvore, da mulher, da civilização. Sem isso, você não pode respirar".

Morto em 1994, Jobim faz muita falta. O consolo é saber que, como aquariano, seu tempo é o do futuro. Para sempre vivo, maestro!

 
 
 

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