Mostra fotográfica "Onde a Amazônia Começa e o Nordeste Termina" abre sexta no Centro de Cultura Ordovás, em Caxias - Cultura e Tendência - Pioneiro

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Exposição13/02/2018 | 08h00Atualizada em 13/02/2018 | 08h00

Mostra fotográfica "Onde a Amazônia Começa e o Nordeste Termina" abre sexta no Centro de Cultura Ordovás, em Caxias

Imagens do jornalista Vagner Espeiorin foram feitas em Monção (MA)

Mostra fotográfica "Onde a Amazônia Começa e o Nordeste Termina" abre sexta no Centro de Cultura Ordovás, em Caxias Vagner Espeiorin/divulgação
Trabalhos retratam o cotidiano da comunidade, situada entre a caatinga e a floresta amazônica Foto: Vagner Espeiorin / divulgação
Maristela Scheuer Deves
Maristela Scheuer Deves

maristela.deves@pioneiro.com

— Eu não me considero fotógrafo — faz questão de dizer o jornalista Vagner Espeiorin.

Apesar dessa ressalva, as fotos da mostra Onde a Amazônia Começa e o Nordeste Termina — que abre na sexta-feira, na Galeria de Artes do Centro de Cultura Ordovás, em Caxias do Sul — revelam um olhar apurado e sutil, capaz de captar a beleza e a complexidade escondidas nos cenários mais simples.

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As 18 fotos que compõem a exposição foram produzidas ainda em 2015, quando Vagner, já formado em Jornalismo e então estudante de Direito pela UCS, participou do Projeto Rondon no município de Monção (MA). Com 30 mil habitantes e predominantemente rural, o lugar —  encravado entre a caatinga e a floresta amazônica — chamou sua atenção:

— O Maranhão em si já faz uma espécie de divisa entre as duas regiões. Como Monção fica no centro, é bem a região de transição dos biomas: indo em direção ao Nordeste, tem-se caatinga, e em direção ao Pará, a Amazônia — conta.

Durante os 15 dias passados nesse município com algumas feições urbanas e um interior imenso, Vagner viu sua atenção despertada pela realidade local, muito diferente da que temos aqui. Apesar do baixo nível de desenvolvimento e da alta desigualdade ("muito mais marcada do que aqui"), encontrou algo mais:

— Há uma beleza por trás de toda essa dificuldade, uma alegria de viver — resume o jornalista, que durante o projeto atuou principalmente com a divulgação das atividades sociais que estavam sendo desenvolvidas.

Essa beleza, incluindo cenas em um quilombo local, foi sendo captada pelas lentes de Vagner, sem nenhuma pretensão. Somente meses após retornar a Caxias do Sul, revendo as fotos, que surgiu a ideia de fazer uma exposição, concretizada agora, passados outros dois anos e meio. Mais do que cenários, como poderia se imaginar pelo nome da mostra, as imagens selecionadas trazem o real encanto de Monção: as pessoas.

— É um trabalho até um pouco etnográfico — conceitua Vagner.

Para escolher quais trabalhos expor ("fiz muitas fotos"), ele contou com a ajuda da fotógrafa Claudia Velho, curadora da mostra. Também foi dela a ideia de apresentar as imagens, originalmente coloridas, em preto e branco, para torná-las ainda mais expressivas.

Além das 18 fotos principais, com um viés mais artístico, o público poderá conferir um varal com imagens contextualizando o projeto em que foram feitas, uma projeção visual sobre Monção e um painel de releitura das imagens, a cargo do artista Gustavo Trindade.

Agende-se

:: O quê: exposição fotográfica Onde a Amazônia Começa e o Nordeste Termina, de Vagner Espeiorin.

:: Quando: abertura sexta, dia 16, às 19h; visitação até 11 de março, de segunda a sexta, das 9h às 22h, e fins de semana, das 16h às 22h.

:: Onde: na Galeria de Artes do Centro de Cultura Ordovás (Rua Luiz Antunes, 312).

:: Quanto: entrada franca.

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