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Opinião 03/02/2018 | 07h00Atualizada em 05/02/2018 | 08h55

Frei Jaime: amar sem exigir nada 

"Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra.¿ (Caio Fernando Abreu)

Frei Jaime Bettega
Frei Jaime Bettega

jaime@ofmcaprs.org.br

 Bom Dia! Acordei e recordei imediatamente: hoje é dia de São Brás, dia da bênção da garganta.... Desde pequeno, esse ritual me acompanha... Faz um bem enorme abençoar também as palavras, para que elas sejam amorosas e não machuquem ninguém! São Brás, rogai por nós! 

Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra.” (Caio Fernando Abreu). 

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Os avanços tecnológicos eliminaram distâncias: as pessoas estão em contínuo contato. Em outros tempos, a fase de encantamento era mais duradoura, pois os encontros eram menos frequentes, os contatos eram apenas ocasionais. Atualmente, com o advento da instantaneidade, os diálogos desconhecem interrupção, a saudade é ‘medicada’ imediatamente, os encontros são frequentes. Já não há mais a necessidade de abrir a caixa do correio, pois tudo está no celular ou no relógio de pulso. Praticamente todos nascem com ‘dupla cidadania’: habitam o mundo material e ‘navegam’ num mundo denominado virtual. Ter mais do que uma ‘residência’ não é tão simples como alguns imaginam. Aumentaram as exigências: é imprescindível continuar percorrendo os caminhos do mundo material e, ao mesmo tempo, dar conta de um número elevadíssimo de ‘invasões’ virtuais. Ainda mais quando a mesma pessoa envia uma série de mensagens de ‘Bom Dia’, ao mesmo tempo, quando uma única saudação já é suficiente. 

Apesar de tantas possibilidades, a superficialidade se faz cada mais presente. Além disso, a fragilidade emocional tem ocupado assustadoramente lares, corações e negociações. Não são poucos os que colocam ponto final, onde iria apenas uma suave vírgula. São muitos almas desertas, distantes da fonte de água viva, que sacia a sede mais profunda: amar e ser amado. Os meios melhoraram o mundo, mas as pessoas estão cada vez mais carentes. É urgente o surgimento de ‘almas especiais’, que profiram palavras certas na hora certa, amem sem nada exigir, abracem com os braços e com o coração, façam o bem sem esperar nada em troca. Há uma lacuna indiscutível: falta gente com toque humano, com ternura e vigor, com solidariedade e doação. 

Saudades do tempo em os olhares se encontravam, e os abraços alcançavam a alma. Bênçãos! Paz & Bem! Santa Alegria! Abraços!        

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