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Opinião14/02/2018 | 10h55Atualizada em 14/02/2018 | 10h55

Ciro Fabres: escolas de volta em 2019

Caxias precisa de mais gente na rua, o ano todo, pode ser uma cidade muito mais alegre do que é

Gente na rua faz a cidade pulsar, torna a cidade mais viva, mais alegre. É o que se comprovou agora no Carnaval caxiense, apesar do silêncio das  escolas de samba, mas com o auxílio decisivo dos blocos, o espaço que restou. O Carnaval se reinventa. Sempre haverá quem torça o nariz, mas há demanda para o Carnaval em Caxias do Sul. Claro que há efeitos colaterais indesejáveis, alguma briga, sujeira, exageros na bebida, mas precisamos aprender a conviver, a fazer festa, a celebrar. É só na experiência que se aprende a fazer. Caxias precisa de mais gente na rua, o ano todo, pode ser uma cidade muito mais alegre do que é. Nem se está dizendo sequer que o poder público deve ajudar as escolas de samba, para acalmar espíritos que se preocupam de pronto com a destinação de impostos. Mas ajuda muito se comparecer com o kit básico da estrutura: arquibancadas, banheiros químicos, fiscalização de trânsito e Guarda Municipal, a água do Samae. Pronto.

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E as escolas devem se puxar para arrecadar seus recursos para o desfile, com programação e trabalho comunitário. O cronista propõe que desde já, fevereiro de 2018, se estabeleça um mutirão de esforços e de organização para fazer o desfile das escolas de samba acontecer em 2019. Não vamos deixar para novembro. Aí não sai mesmo. A hora de definir o que precisa é agora, quem faz, envolver entidades, contatar com o poder público para garantir a estrutura básica ou algo mais, organizar as comunidades.

Carnaval é festa popular e comunitária riquíssima. Além da festa propriamente dita, da diversão, que ninguém é de ferro, Carnaval reflete a realidade, como se viu agora nos desfiles do Rio. Um dos blocos de Caxias do Sul propunha o instigante tema "e se Caxias tivesse mar?" Oportunidade de pensar como somos, como podemos ser. Nos desfiles do centro do país, houve depoimentos que relatavam o trabalho desenvolvido pela comunidade em torno da escola de samba desde abril, maio. É comunidade reunida, que se organiza, é comunidade convivendo.

Escola de samba, portanto, fortalece vínculos comunitários. Nada mais necessário do que isso. Comunidade mais próxima tem mais força para reivindicar melhorias para o bairro, para a cidade. Caxias do Sul tem cerca de 10 escolas, todas elas agrupadas em torno de bairros. Não pode se dar ao luxo de desprezar, de deixar definhar semelhante produção cultural.

Caxias do Sul precisa pulsar ainda muito mais. O auxílio dos blocos já é importante. Mas recuperar o desfile das escolas de samba em 2019, desde já, é vital. A cidade só tem a ganhar.

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