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Opinião05/01/2018 | 15h00Atualizada em 05/01/2018 | 16h09

Nivaldo Pereira: ser alguém no mundo

Depois do aprendizado na etapa sagitariana, de diploma em punho, estamos prontos para o mercado capricorniano

Nivaldo Pereira: ser alguém no mundo Charles Segat/
Foto: Charles Segat
Nivaldo Pereira
Nivaldo Pereira

nivaldope@uol.com.br

O que você quer ser quando crescer? Essa pergunta investiga os inatos talentos das crianças e seus sonhos mais ingênuos. Ao mesmo tempo, os adultos já indicam que a vida tem por objetivo uma função profissional de relevância. Ser alguém, ter status, significa ter uma carreira. Por isso, Capricórnio, signo da realização, tem a ver com a afirmação profissional.

Depois do aprendizado na etapa sagitariana, de diploma em punho, estamos prontos para o mercado capricorniano. Essa sequência é universal, mas o que se entende por realização varia de cultura para cultura, além de depender dos contextos históricos. Será que trabalhar duro uma vida inteira, num emprego fixo, para merecer uma aposentadoria tranquila, ainda é a estrutura dominante no mercado profissional? Como ignorar as mudanças tantas pelas quais passou e passa o mundo?

Ao sabor dessas transformações, profissões nascem e outras morrem. Ao mesmo tempo, gerações marcadas pela presença dos planetas lentos num mesmo signo se afinam com outros valores. Por exemplo, a geração nascida na última passagem de Saturno por Capricórnio, entre 1988 e 1991, quando também aí estavam Urano e Netuno e houve uma dissolução de modelos políticos e econômicos, tem outro conceito sobre o que é ser alguém na vida. Agora, quando essa geração se afirma na carreira, o novo ingresso de Saturno em Capricórnio e a presença de Plutão já ali, desde 2008, também tendem a alterar o panorama das relações profissionais e do próprio mercado.

É fato: o hegemônico capitalismo industrial e sua ideologia empresarial entraram em rota de esgotamento, ao desconsiderar o finito meio ambiente e os direitos humanos. A austeridade na preservação desse modelo vem gerando tensão em temas capricornianos como seguridade e aposentadoria e uma tendência absurda de políticos se dizerem “gestores”. Afinal, nessa visão mecânica, o que é bom para uma empresa é bom para o homem...

Enquanto isso, os novos profissionais se perguntam o que o status mundano faz ao seu ser. Crescer já não é só ter. Ainda bem.

 
 
 

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