Sob a regência do orixá Bará, 2018 será um ano de recomeço para o Brasil, aponta líder umbandista de Caxias do Sul - Cultura e Tendência - Pioneiro

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Religião afro-brasileira29/12/2017 | 15h06Atualizada em 29/12/2017 | 16h18

Sob a regência do orixá Bará, 2018 será um ano de recomeço para o Brasil, aponta líder umbandista de Caxias do Sul

Saul de Medeiros, o Pai Saul de Ogum, vê com otimismo o ano que se inicia na próxima segunda-feira

Sob a regência do orixá Bará, 2018 será um ano de recomeço para o Brasil, aponta líder umbandista de Caxias do Sul Felipe Nyland/Agencia RBS
Saul de Medeiros, o Pai Saul de Ogum, é presidente da Associação de Umbanda Caxias do Sul Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

Nas religiões afro-brasileiras, que têm na umbanda e no batuque as mais populares, os anos são regidos por orixás, deuses que representam forças da natureza e que têm seus arquétipos relacionados aos poderes destas manifestações. Para 2018, o presidente da Associação Umbanda Caxias (AUC), o babalorixá Saul de Medeiros, o Pai Saul de Ogum, é otimista ao descortinar o que os orixás reservam para o Brasil. 

Não se trata de prever o futuro, mas de confiar à regência de um orixá vigoroso o começo de uma atmosfera promissora, que sucederá um ano de muitas dificuldades, especialmente para a economia e para a política. O ano que se inicia nesta segunda-feira terá a regência de Bará, orixá considerado o grande organizador cósmico, que trará uma energia revigorante ao país que suportou as pesadas agruras de Oxalá.

_ Oxalá é o patriarca dos orixás e patrono da ética. Nós percebemos este ano um Brasil em ebulição, com grave crise econômica, política e social, e não foi por acaso. Oxalá veio derrubar as máscaras e mostrar qual o caminho a seguir, porém isso fez de 2017 um ano pesado e sofrido. Bará, por sua vez, é aquele que vem para disciplinar e colocar as coisas em ordem. Será um ano de recomeço _ aponta o religioso, em sua sala de consultas na sede da AUC, no bairro Sagrada Família.

Para a esfera pessoal, o babalorixá aconselha: mova-se. Isso porque Bará é uma entidade que estimula a sair da zona de conforto e propicia as condições para buscar o crescimento, sobretudo ético. De acordo com ele, o ciclo de Bará virá com forte influência de Xangô, grande magistrado dos orixás, que para a umbanda é o arquétipo equivalente ao planeta Júpiter (regente de 2018, segundo a astrologia).

_ 2018 será um ano de ação, que dará a impressão de passar muito rápido, pois Bará é um orixá dinâmico e irá gerar a egrégora para as mudanças acontecerem _ destaca o líder umbandista.

Como dica para melhor aproveitar a regência de Bará, Saul recomenda iniciar o ano vestido de branco, mas com algum detalhe em vermelho, seja uma peça ou um acessório. Essa é a cor que representa o orixá:

_ Vermelho significa, para nós, uma quentura, a busca pelo movimento e pela ação. Este ano deve ser pautado pelos pensamentos em busca de inovação. Ou seja, acreditar nos próprios projetos, sair daquela zona de conforto e buscar o sucesso. Como se busca o sucesso? Levantando mais cedo, estudando mais, se disciplinando. Só se constrói o sucesso em cima de disciplina. Por isso Bará é o orixá disciplinador. 


 
 
 

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