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Opinião31/12/2017 | 12h04

Nivaldo Pereira: o planeta do ano

Desculpem estragar a festa, mas esse negócio de planeta do ano só é popular no Brasil

Nivaldo Pereira: o planeta do ano Charles Segat/
Foto: Charles Segat
Nivaldo Pereira
Nivaldo Pereira

nivaldope@uol.com.br

No clima de expectativa de um novo ano, já é tradição os meios de comunicação divulgarem prognósticos envolvendo astrologia, umbanda, tarô, numerologia e outros antigos saberes. A essa altura, todo mundo já deve saber que 2018 será regido pelo expansivo Júpiter, depois da dureza de Saturno em 2017. Ótimo, né? Mas... quisera as coisas fossem tão simplistas, com o tom da vida terrena ao sabor de um único astro. Desculpem estragar a festa, mas esse negócio de planeta do ano só é popular no Brasil. O resto do mundo ignora essa tradição. Mesmo aqui, os astrólogos se dividem, e eu fico do lado que não dá bola.

Não se sabe quando começou essa prática, sustentada numa sequência da antiquíssima astrologia dos caldeus, que define, a partir de uma ordem fixa, qual astro será destacado no novo ciclo do calendário. Talvez tenha sido no surgimento dos almanaques astrológicos e das colunas de horóscopos nos jornais, no século passado. Veio a calhar na simplificação exigida para o leigo na astrologia, mas terminou por minimizar a complexa interação dos planetas em movimento pelos signos, ao enfatizar a soberania de um único regente. E na real, o que pesa mesmo é o movimento atual dos vários planetas no céu.

E o que se pode dizer de 2018, amplamente, para caber nestas poucas linhas? Os planetas lentos, que geram movimentos marcantes, estarão todos em signos femininos ou receptivos: Júpiter em Escorpião, Saturno e Plutão em Capricórnio, Urano em Touro por seis meses e Netuno em Peixes. Isso indica destaque em verbos como regenerar, aprofundar, administrar, proteger, cuidar, preservar, ajustar, aceitar e assimilar.

São signos de terra e água, em processo mais interior e reflexivo. Bom será mais consertar que comprar, mais acolher que competir, mais tolerar que julgar. Um ano bacana para cuidar do corpo e do ambiente, na espera dedicada por tempos mais ousados. A paciência é uma virtude dos signos femininos. Esse tom yin destacará ainda mais as mulheres, que sabem gestar e zelar, neste ano de pés no chão e olhos atentos.

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