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Opinião18/11/2017 | 16h00Atualizada em 18/11/2017 | 16h00

Frei Jaime: Para conhecer uma pessoa

Não são poucos os que até se assustam com as mudanças repentinas

Frei Jaime Bettega
Frei Jaime Bettega

jaime@ofmcaprs.org.br

Para conhecer uma pessoa, é necessário muito tempo, longos anos. Saber os gostos, o grau de inteligência, a profissão, as atitudes formais: isso é até fácil e rápido. Conhecer profundamente é algo um tanto desafiador. Muitas pessoas, que vivem de forma íntima, de um dia para outro, correm o risco de se tornarem estranhas.

Não são poucos os que até se assustam com as mudanças repentinas: num dia a pessoa diz “eu te amo”, no outro, afirma “eu já não sinto a mesma coisa que sentia.” De fato, conhecer uma pessoa é um processo que requer tempo, paciência e persistência. Além disso, é importante sempre deixar uma margem para o mistério. Pois todos carregam consigo um pouco de estranheza, uma lacuna impenetrável, incompreensível. É importante recordar que a própria pessoa pode também não se conhecer totalmente.

O autoconhecimento passa desapercebido, não é levado em conta pela grande maioria. Quem se conhece superficialmente, poderá ter dificuldade na hora de conhecer os outros. O conhecimento a partir da razão não é exigente.

Lidar com o emocional é muito mais complexo. Além disso, os tempos atuais favorecem a superficialidade, não há compromisso com o que é eterno, o descartável não é questionado. Há, porém, um ponto de partida para saber quem é o outro: saber o que essa pessoa ama.

O amor poderá abrir um canal incrível para ampliar o conhecimento e favorecer a convivência, permitindo a perpetuação do que nasceu, um dia, para ser eterno. 

 

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