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Opinião17/11/2017 | 08h00Atualizada em 17/11/2017 | 08h00

Frei Jaime: Os labirintos existenciais

É a fragilidade que chega e rouba a lucidez

Frei Jaime Bettega
Frei Jaime Bettega

jaime@ofmcaprs.org.br

A história de cada um tem incontáveis acertos e também alguns erros. As limitações se apresentam, assim como as qualidades brilham. Em alguns momentos, uma palavra, uma atitude, uma omissão: de muitas formas é possível errar. 

"Quem não se arrepende de nada, das duas uma: ou não tem senso crítico ou não viveu." (Paulo Coelho). 

É a fragilidade que chega e rouba a lucidez. Como é importante estar sempre atento e mensurar as possíveis consequências das decisões e ações. O arrependimento é a tomada de consciência diante do que foi feito e não resultou no esperado. 

Ainda bem que, na grande maioria, ainda há lacunas para o arrependimento. A consciência é capaz de abrir espaços vitais para uma adequada avaliação. 

Quem se arrepende é porque tem humildade e deseja praticar o melhor. O sentimento provocado pelo arrependimento não é confortável; em alguns momentos até desautoriza a alegria, afasta a paz interior. Impossível passar por esse mundo sem se arrepender de alguma coisa. O senso crítico, bem formado, vasculha todos os labirintos existenciais e mostra as sombras advindas de ações não pensadas. É importante ter equilíbrio na autocritica. 

Perdoar-se é o passo seguinte, depois do arrependimento. Algumas coisas podem ser restauradas, outras não. Mas a vida deve seguir adiante, apesar dos tropeços. Tirar uma lição de cada ação mal sucedida é sinal de maturidade e de amor próprio. O arrependimento pode abrir a mente e o coração para outras oportunidades, sensível aprendizado, notável crescimento.  

Arrepender-se é uma necessidade, um termômetro de qualidade de vida. 

 

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