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Opinião23/11/2017 | 08h26Atualizada em 23/11/2017 | 08h27

Frei Jaime: O calor da emoção

No entanto, nem todos os ambientes são humanizadores

Frei Jaime Bettega
Frei Jaime Bettega

jaime@ofmcaprs.org.br

O mundo sempre foi e sempre será instigado pela mudança. As pessoas estão num contínuo processo de transformação. Porém, há uma essência imutável, que individualiza e distingue. Mas o contexto quase obriga que algo novo seja sempre agregado. Naturalmente as pessoas são portadoras de afetividade, o calor humano é um traço único, capaz de fortalecer relacionamentos e provocar realização. 

"Nem sempre é possível ser humano, neste mundo desumano. Às vezes, é preciso ser extremamente frio para não se queimar com o calor passageiro da emoção." (Jackson Cardoso) 

No entanto, nem todos os ambientes são humanizadores. Algumas pessoas facilmente esquecem da ternura, do sorriso, do abraço. A confiança nem sempre é preservada. Em alguns momentos, a opção por ser totalmente frio é assumida por muitos, justamente para não sofrerem as queimaduras provocadas pelo calor passageiro da emoção. 

A capacidade de emocionalizar faz com que o afeto seja descaracterizado. Algumas emoções são mais passageiras que o mais veloz dos vendavais. É evidente que não é nada confortável tentar ser frio, quando o normal é ser multiplicador de afeto. Mas quando o momento exige, é importante resguardar a emoção e ser um pouco mais racional. Passado algum tempo, depois da lição ter sido assimilada, convém voltar ao estado natural: semblante sorridente, humor na dose certa, compreensão dentro das medidas. 

Quem sabe equilibrar afetividade e racionalidade não corre o risco de contabilizar decepções. Assim como a educação precisa compreender a dimensão dos limites, uma convivência sadia não pode ser visitada pelo calor passageiro da emoção. Para ser verdadeiramente humano é preciso entender de gente e de amor. 

 

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