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Opinião07/11/2017 | 08h16Atualizada em 07/11/2017 | 08h16

Frei Jaime: Entre um gesto e outro

Gentileza é uma linguagem que o surdo pode ouvir e o cego pode ver

Frei Jaime Bettega
Frei Jaime Bettega

jaime@ofmcaprs.org.br

Sobre a natureza humana, muito já foi dito e escrito. Há ainda um longo caminho para uma compreensão global da essência e das manifestações do ser humano. O que é insondável necessita ser revisitado continuamente. Impossível apreender o mistério da existência. Mas está ao alcance de todos a capacidade de refletir, de tentar compreender. 

"Gentileza é uma linguagem que o surdo pode ouvir e o cego pode ver. (Mark Twain)." 

Por ter a denominação de humano, algumas características são peculiares. São tantos qualificativos que humanizam, distinguem e elevam. As descobertas das ciências e o avanço tecnológico deveriam estar acompanhados de um processo de melhoria contínua do ser humano. 

Entre tantos qualificativos que permitem a identificação de alguém como gente está a gentileza. Uma pessoa gentil é simplesmente alguém encantador, tem gestos e atitudes que harmonizam e alegram. A gentileza é uma linguagem compreendida universalmente. 

Nenhuma limitação humana consegue impedir a eloquência da gentileza, que alcança brilho aos relacionamentos humanos. Se o cotidiano fosse contemplado com mais gestos de gentileza, os desentendimentos praticamente desapareceriam. 

É possível ser gentil de muitas maneiras: através do olhar, da mão que se estende, do silêncio que ensina, do abraço que acalenta, das palavras que dignificam. Uma pessoa que não economiza gentileza é capaz de aproximar-se naturalmente da felicidade. O mundo aguarda por mais pessoas gentis. Não convém somente constatar a falta de gentileza. Cabe a cada um exercitá-la diariamente. A convivência agradece.

 

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