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Opinião08/11/2017 | 08h18Atualizada em 08/11/2017 | 08h18

Frei Jaime: A própria identidade

Dificilmente será diferente: os outros sempre emitirão uma opinião, verbalizarão a partir do próprio ponto de vista

Frei Jaime Bettega
Frei Jaime Bettega

jaime@ofmcaprs.org.br

A busca pelo autoconhecimento é uma tarefa que desconhece intervalos. Conhecer-se é construir-se, é muito mais do que manifestar gostos, preferências, opções. Aderir a si mesmo, gostar dos seus traços de personalidade, estar aberto para assimilar mudanças: é assim que a vida adquire sabor e amor. 

"Só eu sei quem sou. Os outros me imaginam."

Dificilmente será diferente: os outros sempre emitirão uma opinião, verbalizarão a partir do próprio ponto de vista. Mas se tem algo interessante é justamente isto: ser capaz de dar conta da própria identidade. Muitas pessoas são estranhas para si mesmas. Outros não conseguem assimilar a própria afetividade. Acabam não sendo nada afetuosos consigo mesmos. Esperar somente pelo retorno dos outros é correr o risco de tornar-se mendigo. 

A opinião alheia tem um grau de importância, mas não é determinante. Quantas pessoas simplesmente entram em crise ou sentem-se abaladas por uma crítica ou uma simples observação. Claro, muitos exageram em julgamentos precipitados, em fofocas maldosas. 

O equilíbrio parece se apoiar num fundamento bastante sólido: saber quem você realmente é. Se os outros simplesmente imaginam ou emitem opiniões, o que conta mesmo é não ter dúvidas em relação à própria identidade, buscas e sonhos. 

Cada pessoa deve saber sua identidade, deve conhecer-se, amar-se. Aprender a estar a sós consigo mesmo, para desfrutar da alegria de viver.

 

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