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Performance confundida30/10/2017 | 10h42Atualizada em 30/10/2017 | 11h28

Imagens mostram abordagem da Guarda Municipal a bailarino em Caxias do Sul

Performance de Igor Medina foi confundida com surto psicótico

Imagens mostram abordagem da Guarda Municipal a bailarino em Caxias do Sul divulgação/divulgação
Bailarino foi abordado por três servidores na Praça João Pessoa, em São Pelegrino Foto: divulgação / divulgação

A Secretaria Municipal de Segurança Pública e Proteção Social (SMSPPS) começará a ouvir hoje os relatos dos envolvidos na abordagem ao bailarino da Cia. Municipal de Dança de Caxias do Sul que foi detido pela Guarda Municipal (GM) durante performance na manhã de sábado. Igor Medina foi imobilizado na Praça João Pessoa, no bairro São Pelegrino, e levado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Pronto-Atendimento 24 Horas após sua apresentação ser confundida com um surto psicótico. O artista acusa os servidores de truculência.

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Imagens obtidas com exclusividade pelo Pioneiro mostram Igor sendo colocado em uma maca na Praça João Pessoa após ser detido por três guardas. A certa altura, uma funcionária do Samu caminha em direção a ele trazendo um colete de contenção.

— Tirem a mão de mim. Por que eu estou sendo transportado? Por que vocês estão fazendo isso? — questiona Medina em determinado momento dos vídeos.

Em outra parte do flagrante, um dos guardas critica quem observa a ação:

— Ninguém ajuda. Só querem filmar né? — diz um dos guardas.

Uma testemunha que pede para não ser identificada conta que viu Medina caminhando pela Avenida Júlio de Castilhos na esquina com a Rua Coronel Flores, no sentido Centro-São Pelegrino, vestindo apenas uma sunga e com arame farpado enrolado pelo corpo, chamando a atenção de quem estava próximo.

— Ele apresentava uma expressão de dor e as costas dele sangravam. Muita gente pensou que ele iria cometer suicídio — relata a mulher.

Segundo a testemunha, ao chegar à praça, o artista foi abordado pela Guarda e questionado se precisava de ajuda.

— Ele ficou em silêncio, olhando para cima. Tinha uma rosa nas mãos e ia tirando as pétalas. Não dava atenção a ninguém. Até achávamos que estava fazendo um ritual. Não dava para entender que estava fazendo uma encenação — lembra a testemunha.

Conforme o relato da vendedora, um dos guardas segurou o homem pelo braço na tentativa de acalmá-lo, mas ele reagiu com agressividade e começou a gritar frases que pareciam não fazer sentido:

— Não houve abuso nem violência. Acho essas acusações superinjustas com quem tentou ajudar. Em nenhum momento ele disse que era um artista.

A apresentação de Medina, intitulada Fim., fazia parte do 8º Caxias em Movimento e possuía uma autorização por escrito da prefeitura.

 

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