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Opinião12/10/2017 | 08h41Atualizada em 12/10/2017 | 08h41

Frei Jaime: Aprendendo a saltar

O dom da vida é dado para que os passos sejam repletos de significado

Frei Jaime Bettega
Frei Jaime Bettega

jaime@ofmcaprs.org.br

Um passo depois do outro e a vida vai alcançando distâncias imensas. 

Viver é caminhar. Estar em movimento faz bem para tudo: ao corpo e à mente. Quem se acomoda vai ‘desbotando’, o brilho existencial é ofuscado, os sonhos se transformam em meros pensamentos, a esperança perde o formato. 

Não tenha medo de dar um grande passo. Não se pode cruzar um abismo com dois saltos pequenos. (David Lloyd George).

O dom da vida é dado para que os passos sejam repletos de significado. Em alguns momentos, porém, não basta um pequeno passo, é necessário um salto. 

Para empreender tamanha façanha, é imprescindível abandonar o medo, afastar as insistentes dúvidas e simplesmente avançar em direção à meta. Meras intenções não são suficientes para cruzar um abismo. 

Os dias estão sempre recheados de ações e preocupações. Com todos é assim. Porém, em alguns momentos, verdadeiras crateras se abrem diante dos pés, tentando sucumbir aqueles que carregam consigo o desejo de realização. 

Quem não sabe dar saltos, terá que aprender. Pois, a cada momento que passa a vida está exigindo outras habilidades e atitudes de superação. 

O primeiro passo, no entanto, é evidente: ninguém consegue avançar carregando consigo um nível elevado de medo. 

Pessoas anestesiadas pelo medo perdem oportunidades incríveis de felicidade. Se os desafios assumem grandes proporções, o salto deverá ser proporcional à exigência. Pensando bem, cada um já deu tantos saltos. Que a disposição garanta continuação. 

É possível fazer tratativas com o impossível. Os resultados serão surpreendentes. 

 

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