São Francisco de Paula promove o 26º Ronco do Bugio neste fim de semana - Cultura e Tendência - Pioneiro

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Música regional01/09/2017 | 08h30Atualizada em 01/09/2017 | 08h30

São Francisco de Paula promove o 26º Ronco do Bugio neste fim de semana

Festival tradicionalista ocorre sexta e sábado, no CTG Rodeio Serrano

São Francisco de Paula promove o 26º Ronco do Bugio neste fim de semana Daniela Xu/Agencia RBS
Foto: Daniela Xu / Agencia RBS

Festival que prestigia o único ritmo genuinamente gaúcho, o Ronco do Bugio tem a sua 26ª edição neste fim de semana, no CTG Rodeio Serrano, em São Francisco de Paula. Além da tradicional mostra competitiva, que premiará os melhores compositores, instrumentistas e intérpretes, haverá show com César Oliveira & Rogério Mello e baile com Volnei Gomes & Grupo Cantando o Rio Grande e o conjunto Os Mirins, homenageado desta edição.

Assim como nunca será batido o martelo sobre se Carlos Gardel nasceu na França ou no Uruguai, também a paternidade do bugio será eternamente reclamada por dois municípios: São Francisco de Assis, na Fronteira Oeste, e São Francisco de Paula, na Serra. As versões sobre qual o primeiro gaiteiro a imitar na gaita os gritos curtos produzidos pelo primata _ característica que marca o balanço sincopado do ritmo _ divergem. O que não resta dúvidas é que foram os serranos Irmãos Bertussi os primeiros a gravar um bugio, com O Casamento de Doralice, em 1955.

— Essa origem é só um folclore que a gente faz questão de alimentar. Nas pesquisas mais recentes do Adelar Bertussi, por exemplo, apareceu a questão do bugio ter origem no ritmo cururu, que veio de São Paulo com os tropeiros, era tocado no violão, e algum gaiteiro de cima da Serra pegou a batida e adaptou. Então, retrocedendo na história, o bugio pode nem ser gaúcho. O que acontece é que em Assis se tentou fazer um festival que durou seis anos e morreu. Hoje, o único festival a ser todo voltado para esse ritmo é o de São Chico, e a gente tem de preservar essa tradição — comenta o poeta Léo Ribeiro de Souza, coordenador cultural do Ronco.

Realizado desde 1986, o festival celebra o bugio com ortodoxia: a composição que fugir das características musicais não entra, assim como a letra tem de necessariamente versar sobre a cultura gaúcha. Ao longo destas três décadas, passaram pelo concurso artistas como João de Almeida Neto, Telmo de Lima Freitas, Rui Biriva, Elton Saldanha e Cristiano Quevedo. Em 1995, quando artistas mirins disputaram o 1º Ronquinho, o vencedor foi um certo Yamandu Costa (cantando!), aos 15 anos.

A competição

Na sexta-feira, a fase local terá a disputada entre compositores ou intérpretes nascidos ou que residam em São Chico, uma novidade deste ano. As duas composições vencedoras estarão garantidas no CD do 26º Ronco e no sábado irão disputar a fase geral, juntando-se a outras 10 finalistas previamente classificadas pelo júri (eleitas entre 139 inscritas). Os prêmios variam entre R$ 5 mil e R$ 1 mil para os compositores, e R$ 500 para instrumentista intérprete e música mais popular.

Programe-se

O quê: 26º Ronco do Bugio, com show de César Oliveira & Rogério Mello (amanhã) e baile com Os Mirins (hoje) e baile com Volnei Gomes (amanhã)
Quando: sexta e sábado, a partir das 19h30min
Onde: CTG Rodeio Serrano, em São Francisco de Paula (Rua Benjamin Constant, 582)
Quanto: Entrada gratuita

 

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