Morre Gerda Bornheim, em Caxias - Cultura e Tendência - Pioneiro

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Gente20/09/2017 | 18h49Atualizada em 20/09/2017 | 19h58

Morre Gerda Bornheim, em Caxias

Professora aposentada era a remanescente de clã de pensadores da cidade

Trissia Ordovás Sartori

trissia.ordovas@pioneiro.com


*** Perfil/Amália Bornheim/ xu ***Almanaque - Perfil - Amália Marie Gerda Bornheim.
Ela havia lançado livro de haicais em maio de 2016, "Estações d'Alma", sua estreia na literaturaFoto: Daniela Xu / Agencia RBS

Entusiasta da cultura caxiense e referência de cordialidade, Amália Marie Gerda Bornheim morreu na tarde desta quarta-feira, aos 83 anos. Ela estava internada no Hospital saúde para tratar uma infecção intestinal e não resistiu à doença.

Irmã de Gerd Alberto Bornheim (que morreu em 2002), considerado um dos principais filósofos brasileiros, e de Irmgard Cecília Bornheim (que morreu em 2013), com quem morava na área central da cidade, Gerda  integrava o reconhecido grupo de pensadores e artistas da Aliança Francesa nas décadas de 1950 e 1960. 

Professora aposentada, poeta e trovadora atuante, nos últimos tempos Gerda descobriu o prazer de fazer haicais, com os quais construía imagens poéticas e românticas em torno da vida. No ano passado, lançou o primeiro livro, Estações d'Alma,  reunindo produções que começaram a ser feitas em 2002.  

Gerda é retratada pelos amigos como uma pessoa adorável, que conseguia ser simples e acessível, ao mesmo tempo em que se apresentava refinada no trato com as pessoas. 

— Visitá-la era como entrar em uma cápsula do tempo.  Ela é a última de uma família de pensadores e amantes da arte, que tinham muita delicadeza com as pessoas — lembra Gilmar Marcílio, amigo da família há 20 anos e diretor da Galeria Municipal de Arte Gerd Bornheim. 

Gerda era uma pessoa atenta ao seu tempo.

— Muitas coisas se perdem no tempo, outras calam dentro da gente e nunca esquecemos delas. Não tenho mágoas, vibro com a vida! A gente é tão feliz se souber observar as coisas que nos rodeiam. Adoro conviver com os jovens. Podia me sentir fora do tempo, mas não. Estou centrada no meu tempo, que é um grande aliado — declarou, em entrevista ao Pioneiro em 2010.

Ainda não há informações sobre velório e sepultamento.




 

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