Nivaldo Pereira: A essência de Virgem - Cultura e Tendência - Pioneiro

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Opinião25/08/2017 | 15h00Atualizada em 25/08/2017 | 15h00

Nivaldo Pereira: A essência de Virgem

A figura que simboliza o signo, uma donzela com um ramo de trigo, ilustra o mito grego da deusa Astreia

Nivaldo Pereira: A essência de Virgem Charles Segat/Ilustração
Foto: Charles Segat / Ilustração
Nivaldo Pereira
Nivaldo Pereira

nivaldope@uol.com.br

O Sol já transita por Virgem. Um dos signos mais incompreendidos do zodíaco, Virgem geralmente é reduzido, nas engraçadinhas listas de internet, a alguns clichês sobre ordem e crítica. É como se ele fosse somente o dever de lavar a louça depois da festa leonina. Ou as horas de trabalho a que a vida nos obriga. Chato, né? Nada disso: chato é não saber ver a grandeza do signo das miudezas. Precisamos entender a essência de Virgem, esse prático signo de terra em final de estação, pronto para aprimorar tudo. 

Na disposição dos signos no zodíaco, Virgem ocupa a sexta posição, no ciclo de construção da identidade iniciado em Áries. É a última etapa antes de um novo patamar do ser, que se iniciará em Libra e será focado nas relações com os outros. Assim, Virgem é o fechamento do processo mais pessoal do ser, antes da abertura para o outro. Vem logo após o fogoso e autocentrado Leão, ápice da individualidade. Aqui a transição virginiana se explica: sem um aperfeiçoamento contínuo, sem um trabalho sobre si mesmo e sem um serviço dirigido aos outros, como será possível se relacionar com os demais na etapa libriana a seguir?

Virgem põe à prova o ego confiante leonino. De que adianta sermos maravilhosos se nosso dom não é dado em serviço? E quem disse que somos realmente tão bons assim? Tudo pode ser melhorado — e o olhar virginiano é prático e objetivo. Uma nem sempre criativa tensão se manifesta entre a percepção de uma ordem funcional inspirada na natureza e a consciência da própria incompletude. Por isso, está sempre correndo atrás do que o atormenta como falta. Mesmo que seja um mero detalhe.

A figura que simboliza o signo, uma donzela com um ramo de trigo, ilustra o mito grego da deusa Astreia, que viveu na justa e perfeita Idade do Ouro. Quando a humanidade se desconectou da natureza e da humildade e se degradou em crimes e destruição, a horrorizada Astreia foi morar entre as estrelas. De lá, segue inspirando os virginianos no trabalho incansável pelo melhor. 

Ei, em que posso ser útil?


 

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