Gramado: "A Cocanha", de José Clemente Pozenato, será adaptado para o cinema - Cultura e Tendência - Pioneiro

Versão mobile

Homenageados25/08/2017 | 09h33Atualizada em 25/08/2017 | 09h34

Gramado: "A Cocanha", de José Clemente Pozenato, será adaptado para o cinema

Cineasta Luiz Carlos Barreto afirma que, desde os anos 1990, queria levar a história do livro, que conta a trajetória dos italianos antes da chegada à Serra, para a telona

Gramado: "A Cocanha", de José Clemente Pozenato, será adaptado para o cinema Cleiton Thiele / Divulgação/Divulgação
Foto: Cleiton Thiele / Divulgação / Divulgação

Homenageados da 45º edição do Festival de Cinema de Gramado por uma história que inclui mais de 70 filmes realizados, Luiz Carlos Barreto e a mulher, Lucy, estão renovando os laços de amor com a Serra, onde rodaram "O Quatrilho", filme mais importante da trajetória da produtora que comandam. Pois um encontro especial, ocorrido na quinta-feira, deve render um novo capítulo para a história do emblemático longa brasileiro que concorreu ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira em 1996.

Leia mais
Aplaudido de pé, Antonio Pitanga recebe Troféu Cidade de Gramado
3por4: Eliane Giardini marca presença no 45º Festival de Gramado
O homem da projeção: José Luis de Almeida cuida do telão no Palácio dos Festivais desde 1980

Tudo aconteceu durante um reencontro entre o casal Barreto com o escritor José Clemente Pozenato, autor do livro que deu origem ao filme, e a mulher dele, a pesquisadora Kenia. A reunião foi realizada a convite de Edson Néspolo, amigo pessoal do autor e presidente da Gramadotur, realizadora do Festival de Cinema de Gramado. Os dois casais não se encontravam há cerca de 15 anos.

— Você está igualzinho — exclamou Lucy para Pozenato, antes que o escritor entregasse aos amigos o box comemorativo aos 140 anos de imigração italiana, que contém a trilogia "A Cocanha (2000)", "O Quatrilho (1955)" e "A Babilônia (2006)".

O papo inicial entre eles celebrou o reencontro na terra do cinema, mas a conversa ficou mais séria assim que Barreto assumiu a palavra. O produtor, que trabalhou intensamente com Pozenato na época em que o filho, Fabio Barreto, se preparava para dirigir O Quatrilho, sentenciou:

— É um sonho nosso realizar também o filme do livro "A Cocanha", que retrata a história dos italianos antes da chegada aqui. Desde a época de "O Quatrilho" tínhamos esse sonho, mas não havia recursos suficientes. Esperamos que nos próximos dois ou três anos possamos assinar contrato para a adaptar "A Cocanha" — disse Barreto, decidido.

O diretor e produtor apontou também para a possibilidade de uma associação com o canal italiano RAI, para minimizar custos de gravação no país. Um sinal de que ele está mesmo pretendendo viabilizar o longa. Pozenato, que no passado já havia conversado com o amigo sobre essa possibilidade, levou fé na concretização da ideia.

— Além da lembrança de todo o trabalho conjunto, esse reencontro traz a notícia da retomada de um projeto. Agora, estou mesmo acreditando — disse o escritor, antes de sair para almoçar com o amigo.

 

Veja também

Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros