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Memória afetiva19/06/2017 | 09h00Atualizada em 19/06/2017 | 09h15

Monica Benini lembra da vida em Garibaldi e fala do casamento com o músico Junior Lima 

Sempre que pode, ela retorna à cidade para visitar os pais

Monica Benini lembra da vida em Garibaldi e fala do casamento com o músico Junior Lima  divulgação/divulgação
Há quase uma década, ela deixou a Serra em busca do sonho de se tornar designer de bolsas e joias Foto: divulgação / divulgação

Monica Benini lembra com carinho da infância em Garibaldi. As brincadeiras ao ar livre até o sol se pôr, a mesa farta, a natureza e o ar puro, tudo está bem guardado em um lugar especial na memória da ex-modelo de 31 anos que há quase uma década deixou a Serra em busca do sonho de se tornar designer de bolsas e joias.

Nesse período, o destino fez com que Monica conhecesse o músico Junior Lima, 33, com quem casou-se em 2014 e de quem espera o primeiro filho, Otto. 

Sempre que pode, ela retorna a Garibaldi para visitar os pais, Marlene e Moacir, e matar a saudade dos aromas e sabores que a vida no interior proporciona.

Reservada, a gaúcha aceitou conversar com o Pioneiro, desde que as perguntas fossem enviadas por e-mail, em uma troca de mensagens que teve início ainda em fevereiro. Na entrevista, Monica falou sobre as lembranças de Garibaldi, a trajetória profissional, privacidade e o casamento com o irmão de Sandy.

Pioneiro: Como foi a sua infância na Serra?
Monica Benini:
Nasci em Garibaldi, e ali vivi até quase completar 22 anos. Tive uma infância de sonho, especialmente quando observo sob a perspectiva de quem, hoje em dia, mora em um grande centro. Era livre, leve, cercada de natureza e de brincadeiras analógicas com os amigos e primos. O dia só encerrava quando anoitecia e minha mãe aparecia na sacada chamando por mim. Acho que essa memória afetiva tão intensa e especial faz com que o amor pela minha cidade seja imenso. Tenho a necessidade de voltar frequentemente para recarregar minhas energias e visitar minhas raízes, ver os amigos de infância, a família. Sentir o amor que só existe quando estou com eles.

Que sabores e aromas lembram da vida por aqui?
Ah, são tantos. A comida italiana, sempre com mesa farta, os vinhos deliciosos, a comida fresquinha da minha mãe, as frutas e legumes colhidos na horta, a natureza e o ar puro.

Depois de Garibaldi, para onde foi?
Saí de Garibaldi em 2006, inicialmente para viver em São Paulo, a Selva de Pedras que hoje eu chamo de lar, mas um tempo depois saí do Brasil. Passei alguns anos viajando até voltar e fincar minhas raízes em terras brasileiras. Hoje vivo em São Paulo.

Como a profissão de modelo entrou na tua vida?
Cresci sendo fotografada em casa. Meu pai sempre tinha uma câmera em punho¿ Talvez isso tenha despertado em mim uma certa vaidade, o gosto por ser fotografada. Quando morava no Sul, fazia alguns trabalhos locais, com uma agência de Bento Gonçalves, mas sempre era chamada a vir para São Paulo. Hesitei durante alguns anos porque preferi ficar e estudar, mas chegou um momento em que a cidade ficou muito pequena para o tamanho dos meus sonhos. Foi aí que decidi ir embora e modelar em São Paulo. Na verdade, diria que a profissão de modelo, para mim, era também uma ponte que me permitiria viajar e mergulhar no universo da moda e design, que era com o que eu sempre sonhei em trabalhar.

Qual teu lugar favorito no mundo?
Difícil essa pergunta para uma pessoa de alma tão viajante quanto eu. Mas sem querer parecer piegas, ouso dizer que meu lugar favorito no mundo é onde estejam minhas pessoas favoritas no mundo.

Do que mais sente falta da vida no interior?
Da calmaria e da qualidade de vida.

Como e quando você e Junior se conheceram?
Por meio de alguns amigos em comum e pela fotografia, nosso primeiro assunto.

Monica está grávida do primeiro filho do casal, Otto Foto: Reprodução / Instagram

Como é o dia a dia do casal?
Super harmônico, nos damos muito bem. Temos os mesmos valores e interesses e nos respeitamos muito.

De modelo a designer, como foi essa mudança?
Bastante natural. Como disse, trabalhei como modelo, mas meu objetivo de vida sempre foi ser designer. Durante todo o tempo em que estive viajando como modelo, também estive fazendo pesquisa de campo. Fazia cursos, estudava, visitava todos os museus que podia, explorava os lugares. Isso me deu uma bagagem que nada mais na vida pode dar. A partir daí, chegou um momento em que trabalhar como modelo já não me preenchia mais. Voltei ao Brasil, estudei um pouco mais e fui migrando aos poucos para o trabalho como designer.

O que é estar na moda? E qual o teu estilo?
O "estar na moda" é algo que foi amadurecendo junto comigo. Hoje em dia, estar na moda é estar vestida de acordo com o que faz sentido para mim. Prefiro peças atemporais, de qualidade. Não sou mais uma consumidora do fast fashion e tampouco gosto do conceito. Prefiro comprar pouco, mas comprar bem e me sentir representada pelo que visto.

Três itens que não podem faltar na tua bolsa?
Creme de mão, celular e lip balm.

Por falar em bolsa, você lançou uma coleção recentemente. Como foi desenvolver as peças?
Foi uma delícia, super desafiador e gratificante. Uma possibilidade de criar num universo diferente do que eu estou mais acostumada.

Foto: divulgação / divulgação

Desde quando é vegetariana e por que essa opção? Qual a tua comida favorita?
Sou vegetariana há uns bons anos. Sempre me interessei pelo assunto, e o estopim veio quando assisti a um documentário chamado The Cove. Eu, uma consumidora voraz de peixes, decidi que aquilo já não fazia mais sentido para mim. Chorei o documentário todo e nunca voltei a colocar um pedaço de carne alguma na boca. Minha comida favorita? Hummm, difícil¿ Amo uma polenta, mas sou viciada em frutas.

De onde vem a paixão pela fotografia? E a hashtag #comoeutevejo surgiu como?
Sou muito visual, tudo que tem um apelo mais visual/estético me chama a atenção. A fotografia entrou na minha vida aos poucos. Com o tempo, o interesse foi aumentando e a qualidade das câmeras também (risos). Quando percebi, já era vício. Amo fotografia, porque ela me permite ver a vida de outra forma, me faz reparar nas sutilezas e enxergar beleza no que passaria facilmente despercebido. A #comoeutevejo surgiu de uma forma muito espontânea. Fotografia é um hobby meu e do meu marido. Ao viajarmos, cada um leva sua câmera. Fotografamos o tempo todo e, consequentemente, acabamos nos fotografando muito. Compartilhávamos isso em nossas mídias sociais, e a hashtag surgiu como uma forma de reunirmos todas essas imagens. Hoje em dia, ao visitarmos a hashtag, percebemos que ela acabou inspirando outras pessoas a fazerem o mesmo, o que é uma alegria enorme.

Qual tua relação com as redes sociais? Como gosta de usá-las?
As mídias sociais são uma ferramenta maravilhosa, se bem usadas. Elas estreitaram os caminhos e deram voz a quem quiser falar. Eu acho isso maravilhoso, mas, ao mesmo tempo, acho que exige uma responsabilidade enorme. Busco ter muito cuidado em tudo que compartilho, falar sempre de forma leve e verdadeira. Tem muita gente ali disposta a me ouvir e, da mesma forma que gosto de ser respeitada por eles, também os respeito. Recebo frequentemente mensagens lindas de pessoas que contam como, de uma forma ou de outra, mudei algo na vida delas e acho que isso é a coisa mais especial das mídias sociais. Tão especial que me faz querer levar ainda mais a sério todo esse universo. Tenho um site, o www.monicabenini.com.br, que está em pausa no momento, para voltar daqui a pouco totalmente reformulado e com um conteúdo bem diversificado para quem me acompanha. A pausa foi, e está sendo, necessária e enriquecedora. Me sinto privilegiada, e muito grata, por ter a chance de sentar na arquibancada da minha vida para observar.

E como lida com questão de privacidade?
Acho fundamental estabelecer um limite, por isso fico sempre atenta ao que desejo ou não compartilhar.

 
 

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