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Cultura02/06/2017 | 14h30Atualizada em 02/06/2017 | 14h30

3por4: Possíveis cortes no Financiarte mobilizam comunidade artística caxiense

Confira opiniões sobre o tema 

3por4: Possíveis cortes no Financiarte mobilizam comunidade artística caxiense Roni Rigon/Agencia RBS
Incertezas rodam a Secretaria Municipal de Cultura Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

A comunidade cultural caxiense está se mobilizando nas redes sociais por conta de um possível corte de verbas do Financiamento da Arte e Cultura Caxiense (Financiarte). Nada está definido ainda, mas os artistas temem que o confisco de R$ 69 milhões dos cofres da prefeitura destinados a precatórios do Caso Magnabosco possam interferir em conquistas do setor, entre elas o Financiarte. No dia 23 de maio, a secretária da Cultura, Adriana Antunes, disse ao Pioneiro que havia solicitado uma reunião com o prefeito Daniel Guerra para "definir as diretrizes da secretaria". Porém, conforme a assessoria de imprensa da secretaria informou à coluna na tarde de ontem, a reunião ainda não ocorreu (apesar da secretária ter sido recebida pelo prefeito no gabinete itinerante dele, na terça). Ainda de acordo com a prefeitura, o edital do Financiarte 2017 encontra-se na Procuradoria Geral do Município para passar por atualizações.  
Ontem, o Conselho Municipal de Política Cultural convocou uma reunião extraordinária para segunda-feira, às 18h, na Sala de Cinema Ulysses Geremia. É momento para a comunidade cultural se unir e fazer força contra retrocessos. 

Confira algumas opiniões da comunidade cultural caxiense: 

Mara De Carli, artista plástica e presidente do NAV

- Historicamente, os artistas sempre "carregaram o piano" ou tinham que humilhar-se pedindo algum tipo de apoio às instituições públicas e privadas. Com o advento da LIC e Financiarte passamos a oferecer um produto, algo muito mais profissional e digno para ambas as partes. Mais do que acabar com a produção, que é sim nacionalmente reconhecida, estamos falando de perda da cidadania.

Magali Quadros, especialista em teatro e ex-diretora da Casa da Cultura de Caxias

- Os trabalhadores da Cultura são os guardiões da sanidade social e da manutenção do Humanismo. Investir em Cultura não é"penduricalho" é investir na essência de um ser humano melhor.

Aline Zilli, atriz e produtora do Grupo Ueba Produtos Notáveis

- Não vamos cair no falatório de que artistas "mamam nas tetas do governo" pois artistas são tão trabalhadores quanto qualquer um, e cabe também ao governo intermediar as relações financeiras que promovam a cultura, assim como ele faz com outros serviços (coleta de lixo, iluminação pública, saúde, educação, segurança, etc). Não adianta tirar verba de um lado para colocar no outro. Se não houver equilíbrio tudo cai. Tudo!

Caliandra Troian, presidente do Conselho Municipal de Política Cultural

 - De um projeto surgem as ramificações que fazem o todo que temos hoje. Ou seja, a Secretaria de Cultura, independente de gestão, desde a criação do edital, mesmo em crise, nunca deixou de investir no Financiarte pois os gestores sempre souberam da importância que este tem. Não me desce a ideia de que o gestor público da cidade dos festivais possa cogitar a possibilidade de não ter edital em 2017. 

 
 

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