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Opinião07/04/2017 | 16h10Atualizada em 07/04/2017 | 16h10

Nivaldo Pereira: as guerras de marte

"Alô, alô, marciano: aqui quem fala é da Terra. Pra variar, estamos em guerra"

Nivaldo Pereira: as guerras de marte Segat/
Foto: Segat
Nivaldo Pereira
Nivaldo Pereira

nivaldope@uol.com.br

"Alô, alô, marciano: aqui quem fala é da Terra. Pra variar, estamos em guerra". E a culpa é sua, marciano! Porque guerra deve ser invenção nefasta do seu planeta vermelho, esse que leva o nome do sangrento deus romano das batalhas e que preside o signo de Áries. Mas você argumenta, ó marciano, que a guerra é um extremismo da dádiva de Marte: o saudável instinto agressivo em cada ser. Diz que sem esse impulso para a ação e a defesa, sem esse querer individual, sequer levantaríamos da cama de manhã. Então, meu amigo marciano, me explica o efeito simbólico de Marte em nós.

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O signo do Sol – e todo mundo conhece o seu – é um potencial a desenvolver para nos tornarmos únicos. O Sol é um rei em cada indivíduo, querendo ser especial no mundo. Agora imagine um rei sem a guarda real! Sem um soldado que o defenda e brigue pelo que interessa ao reino! Pois esse soldado guerreiro é Marte. É a força masculina de querer e fazer, que produz vontade e competição. É "brigar" pelo que se quer, é ir à luta na vida, é estar "na batalha" de todo dia. Haverá modos diferentes de isso se manifestar, a depender do signo onde Marte estiver em nosso nascimento. Uns expressam esse impulso diretamente, nos violentos ringues do cotidiano (oh, o trânsito!), e sentem muita raiva quando impedidos; outros são guerreiros disciplinados, uns samurais. Outros mais, bloqueiam tal energia, caem em depressão ou recebem a raiva alheia. É o mesmo princípio em níveis diferentes!

Marte é fálico, gera libido, por isso seu símbolo – uma seta saindo de um círculo – fugiu da astrologia para designar o masculino (até em marca de cueca!). Culturalmente, era uma energia permitida apenas aos homens, e as mulheres a projetavam em seus maridos. Mas, hoje em dia, elas reivindicam seus Martes e saem às ruas de punhos cerrados, empoderadas. Não as provoquem – são marcianas guerreiras!Pois bem, ó marciano, entendo que, se houvesse respeito pelo Marte de cada um, não haveria guerras. Mas ainda não aprendemos a competir, não é? Xi..., lá vem guerra!

 
 

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