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Patrimônio14/04/2017 | 08h00Atualizada em 14/04/2017 | 10h01

Livro "[Re]Descobrir" marca a culminância do projeto Limpa Caxias

Obra trará cerca de 250 fotografias, além de análises sobre o passado, o presente e o futuro da cidade

Livro "[Re]Descobrir" marca a culminância do projeto Limpa Caxias William Cabral/divulgação
Fachadas antigas foram reaparecendo aos poucos, nos últimos anos, embelezando a área central  Foto: William Cabral / divulgação
Maristela Scheuer Deves
Maristela Scheuer Deves

maristela.deves@pioneiro.com

Você já parou alguns segundos para olhar para cima quando passa pelo centro de Caxias do Sul? E, se parou, percebeu que os prédios históricos da área central estão mais visíveis, e mais bonitos, sem a poluição visual que os escondia até poucos anos atrás? Um grupo de idealistas ligados ao projeto Limpa Caxias fez isso, e o resultado são quase 250 imagens como a que ilustra esta página — e que, a partir de junho, poderão ser conferidas no livro [Re]Descobrir, o qual também traça um panorama do passado, presente e futuro da cidade.

— Hoje, mais de 50% da população mundial vive em grandes centros, por isso é preciso um olhar para as cidades, para a qualidade de vida. Eu acredito numa Caxias do Sul mais limpa, melhor para se viver — diz o designer Tiago Fiamenghi, idealizador do Limpa Caxias.

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Ele conta que tudo começou em meados de 2012, quando da aprovação da lei municipal que previa a regulamentação da comunicação visual da cidade (Lei Complementar nº 412).

— Resolvemos lançar o projeto para registrar o antes e o depois. Para nossa surpresa, choveram críticas, então percebemos que tinha outro trabalho a ser feito: conscientização.

Nos quase cinco anos desde então, seu grupo promoveu diversas ações, incluindo um seminário sobre o tema, com apoio do Coletivo Labs, e uma vigília quando da destruição do pórtico da antiga cantina Luiz Antunes. Agora, com a população mais consciente sobre o tema, a culminância será com o livro, cuja edição será feita pelo sistema de financiamento coletivo, via site Catarse. A adesão pode ser feita até o dia 4 de maio, com cotas que vão de R$ 27 a R$ 5 mil — a ideia é chegar a R$ 21.440, para cobrir os custos da publicação.

Fiamenghi destaca, porém, que o trabalho não se encerra aqui: ainda há muito a ser feito. Quando as placas de publicidade foram retiradas, relata, percebeu-se a deteriorização de algumas fachadas, que precisaram ser revitalizadas. Isso foi feito, porém outro problema persiste, o da fiação excessiva (estima-se que 30% dos fios por aí estejam inativos), bem como alguns postes sem uso e mesmo sinalização de trânsito repetida, que ainda "sujam" o visual da cidade.

— Estou consciente de que o que fizemos foi só o início — define.

Quem quiser contribuir com o lançamento do livro pode acessar www.catarse.me/limpacaxias. Ali estão listadas oito opções de apoio financeiro ao projeto, para pessoas físicas e empresas, com contrapartidas que vão do nome no livro a exemplares da obra.

O LIVRO

A edição será em capa dura, papel couché, com 150 páginas e cerca de 250 fotos, feitas pelos fotógrafos Fabiano Knopp, Gii Teles, William Cabral, Candice Giazzon, Gustavo Juber e Thiago Rauber de Andrade.

A obra é dividida em quatro partes:
* Um olhar para o passado, em que o historiador Marcelo Caon fala sobre como chegamos até a Caxias do Sul que conhecemos
* Um olhar para a cidade, em que a arquiteta e urbanista Clarissa Zanatta traz o olhar da arquitetura, das referências globais em restauro e conservação do patrimônio histórico e cultural
* Um olhar para o ser humano, em que a psicóloga Déborah Renosto aborda a forma que a poluição visual afeta a nossa qualidade de vida
* Um olhar para o futuro, em que o designer Tiago Rossi trata das novas possibilidades para a região de Caxias do Sul

A introdução do livro será assinada por Vinicius Ribeiro, que é arquiteto e foi um dos coautores do projeto de lei sobre poluição visual

No livro, estarão reunidas aproximadamente 250 imagens feitas por seis fotógrafos Foto: Fabiano Knopp / divulgação


 
 

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