Escultor Mauri Menegotto inaugura exposição Sentimentos Basalticos nesta terça, em Farroupilha - Cultura e Tendência - Pioneiro

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Arte18/04/2017 | 09h00Atualizada em 18/04/2017 | 09h00

Escultor Mauri Menegotto inaugura exposição Sentimentos Basalticos nesta terça, em Farroupilha

Em peças de basalto, bento-gonçalvense expressa seu amor pelo surgimento da vida e outros temas

Escultor Mauri Menegotto inaugura exposição Sentimentos Basalticos nesta terça, em Farroupilha Adroir da Silva/Divulgação
Mauri Menegotto trabalhou por 17 anos como ajudante de Bez Batti. A influência, ele diz, é um carma Foto: Adroir da Silva / Divulgação

A influência do mestre no desenvolvimento do artista pode ser definida por diversos termos. Para o escultor Mauri Valdir Menegotto, ou apenas Gotto, "karma" é a palavra que melhor traduz a presença em sua obra dos 17 anos que conviveu com João Bez Batti, gênio na arte de metamorfosear pedras em arte. Aos 51 anos, o bento-gonçalvense que inaugura nesta terça-feira a exposição Sentimento Basáltico, na Casa de Cultura de Farroupilha, presta uma homenagem ao inspirador a quem serviu de ajudante na adolescência. 

— Foi a convivência com o Bez Batti que me fez amar as pedras e a me interessar pela arte, por isso tenho muita gratidão a ele. Ainda estou procurando o meu próprio caminho, mas é difícil desmembrar essa influência, que o próprio Bez Batti teve do Vasco Prado, que por sua vez teve do italiano Marino Marini. É algo que passa de geração para geração, e vou ficar orgulhoso se servir como inspiração para os ajudantes que trabalham comigo hoje. Uma das coisas mais bonitas do ser humano é repassar aquilo que ele aprendeu, para não morrer consigo — aponta o artista, que desde 2012 se dedica integralmente à arte. 

Entre os temas recorrentes no acervo de Menegotto estão representações de peixes, raízes, torsos e sementes, como se o basalto, ao sofrer a interferência de suas mãos e imaginação, pudesse representar tudo que é vivo e passageiro.

— Tu olha para uma semente e não dá nada por ela, mas ali dentro está o DNA de uma árvore que irá durar mil anos. O surgimento da vida é um tema fascinante — admite.

Mais do que dar ao basalto formas que sugerem vida, contudo, o artista se interessa por explorar as combinações de cores das pedras que encontra nas construções inacabadas de Bento Gonçalves, onde mora e tem seu atelier no bairro Vila Nova. Uma única pedra pode ter mais de 30 cores. 

— Quando chega domingo, o que faço para desestressar é sair pela cidade garimpando pelas construções. Geralmente esse basalto mais colorido surge quando os operários estão escavando as pedras que serão os alicerces dos prédios. É um material que viraria entulho, então eu vou lá e peço — explica.

Sentimento Basáltico é uma coletânea de 24 peças esculpidas por Mauri Menegotto ao longo da carreira, reunindo trabalhos de 10 anos atrás e exemplares inéditos, além de obras que estiveram na recente Águas de Pedra, exposição que passou pela Galeria Iberê Camargo, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs), entre fevereiro e março deste ano.

SERVIÇO

O quê: Exposição Sentimento Basáltico, de Mauri Valdir Menegotto. Curadoria de Alexandre Broilo

Quando: Estreia hoje, às 19h, e segue até 31 de março, de segunda à sexta, das 9h às 21h

Onde: Casa de Cultura de Farroupilha (Rua da República, 172A)

Quanto: A entrada é gratuita

 
 

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