Documentário Sarau Jazz - Onde a Música Acontece estreia nesta quarta-feira, em Caxias do Sul - Cultura e Tendência - Pioneiro

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Cinema26/04/2017 | 09h05Atualizada em 26/04/2017 | 09h05

Documentário Sarau Jazz - Onde a Música Acontece estreia nesta quarta-feira, em Caxias do Sul

Exibição será na Sala de Cinema do Ordovás, às 20h. Trabalho homenageia os encontros musicais promovidos por Fernando Aver e Mirta Gomez

Documentário Sarau Jazz - Onde a Música Acontece estreia nesta quarta-feira, em Caxias do Sul Paulo Pretz/Divulgação
Reuniões para tocar e conversar sobre jazz se tornaram célebres na escola de música comandada por Mirta e Aver Foto: Paulo Pretz / Divulgação

Tradicional encontro de músicos e apreciadores de jazz em Caxias, após seis anos o Sarau Jazz deixa a sala de aula da Acorde Jazz Atelier, no bairro Primeiro de Maio, e toma a Sala de Cinema do Centro de Cultura Ordovás. Não se trata de um novo espaço para as jam sessions comandadas pelo guitarrista Fernando Aver e pela cantora Mirta Gomes, mas sim de uma homenagem prestada na telona, com a estreia do documentário Sarau Jazz - Onde a Música Acontece

Média-metragem de 36 minutos, Onde A Música Acontece mistura relatos sobre o surgimento do encontro que uma vez por mês congrega professores, alunos e convidados com a história do próprio gênero consagrado por Duke Ellington, Miles Davis e Charlie Parker, entre tantos outros, ao longo da primeira metade do século passado. A contextualização se faz necessária para entender tamanha reverência aos mestres do improviso, que surge como uma filosofia para os jazzistas. Diretor do documentário, Lê Daros considera a liberdade da linguagem jazzística um dos pontos-chave abordados no vídeo, como que para mostrar a quem não tem familiaridade o quão longe a música pode chegar

.– Como uma das intenções com o documentário é viabilizar a exibição nas escolas, achamos que é uma mensagem importante a levar a garotada que não conhece o jazz o contato com essa forma de música, que permite aos músicos recriar temas já existentes e a autoralidade está sempre presente. É muito diferente da música massificada e industrializada que se consome hoje em dia. Por ser uma música que não se consegue domesticar, não é algo que está na mídia. É preciso aprender a gostar dela para obter o enorme retorno que ela tem pra dar – justifica. 

Para o próprio Fernando Aver, na forma como ele encara a música, tocar é sinônimo de improvisar:

– No jazz, cada vez que você toca uma música ela vai sair de um jeito diferente. Tenho dificuldade de tocar algo literal, estilo cover – admite.

Frequentador desde as primeiras edições, Lê Daros contou com depoimentos de 24 personagens, além do casal anfitrião, para compor o retrato da experiência singular que a escola proporciona a cada junção. Entre as vozes ouvidas, desde músicos amadores até ouvintes que nunca seguraram um instrumento musical.

– Sempre me impressionou a proposta do pessoal da escola, de disponibilizar um local para performances musicais e conversas descontraídas sobre um gênero musical, sem exigir nada em troca. Achei oportuno fazer esse registro para mostrar o que o sarau representa para os participantes e qual relação eles tinham ou passaram a ter com o jazz a partir desses encontros. 

 
 

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