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Opinião31/03/2017 | 16h01Atualizada em 31/03/2017 | 16h01

Pedro Guerra: já tentei de tudo

Eu sou daquele tipo que se você disser que a mulher da esquina cura o que estou sentindo, vou acreditar

Provavelmente você já escutou esta frase de uma pessoa desacreditada: "mas eu já tentei de tudo!" – e, repare bem, esta pessoa pode até ter sido você. Cansados de dar chance para tentativas que acabam naufragadas, nos acostumamos com a ideia de que não existe solução, ou que, até mesmo, devemos permanecer como estamos. Mas, por mais impressionante que possa parecer, estamos errados.

Quando surgiram as minhas primeiras dores nas costas, lá por 2010 – e, aqui, você pode imaginar da lombar até o pescoço –, a opção que encontrei para suavizar foi a massoterapia. A cada quinze dias estava eu lá deitado na cama da profissional, colocando todos os nervos no lugar (literalmente). Porém, sete anos depois, em uma crise que tenho como o ápice da minha dor até então, a vizinha me recomendou uma quiropraxista. Eu até que já tinha ouvido falar do ramo, mas quiro-o-quê? Bom, como eu acredito fácil demais em tudo que me recomendam, marquei uma consulta, e depois de alguns estalos em partes do corpo que eu nem conhecia, voltei para casa diferente. Em três sessões, as dores haviam passado.

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Eu sou daquele tipo de pessoa que se você disser que a mulher da esquina cura o que eu estiver sentindo, vou acreditar. Foi a mesma coisa quando me disseram que a terapia EMDR poderia fazer com que eu me livrasse de todos os meus traumas acumulados até então. Dias depois, obviamente, eu estava sentado na cadeira do consultório, pronto para uma nova experiência. E mais uma vez o resultado foi satisfatório: algumas memórias foram deslocadas no meu cérebro e agora eu sou outra pessoa. O ponto, aqui, não é discutir a efetividade da massoterapia ou dos psicólogos tradicionais, e sim reforçar como a lista de possibilidades é extensa.

Os céticos podem até dizer que é tudo balela. Os psiquiatras podem me convencer de que tudo é manipulação da minha cabeça para eu acreditar que, sim, as novas descobertas são mais efetivas. Porém, digam o que quiserem, eu gosto mesmo é de arriscar. Uns dias atrás me disseram para ir até a barraquinha de ervas ali do Centro e pedir um banho completo. Eu nem preciso dizer que fui lá e comprei todos os tipos de sal grosso, né? Até porque, como disse no começo desse texto, nós estamos errados. Da próxima vez que eu escutar alguém dizendo "eu já tentei de tudo", não vou hesitar em virar e dizer: "mentira!".

 
 

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