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Música03/12/2016 | 06h32Atualizada em 03/12/2016 | 06h32

Conheça novos sons das bandas Não Alimente os Animais e Grandfúria, de Caxias

Ouça trabalhos recém-lançados dos grupos

Conheça novos sons das bandas Não Alimente os Animais e Grandfúria, de Caxias Rayza Roveda/Divulgação
Não Alimente os Animais tem influências dos anos 1960 e 1970 Foto: Rayza Roveda / Divulgação

Alimentando sonoridades: escutar a banda caxiense Não Alimente os Animais é embarcar num submarino (yellow?) e ser submergido a um ambiente onde as cores vibrantes dos anos 1960 e 1970 se transformam também em estética sonora. A viagem não será morna, já que você ocupará um assento entre um piano e um órgão, ambos a todo gás. Também haverá uma guitarreira cheia de groove ocupando a mesma tripulação. E o serviço de bordo oferecerá doses de energia, psicodelia e até certa melancolia aos que estiverem com o apetite mais aguçado. A passagem é de graça, já que o primeiro disco dos caras está disponível para download em todas as plataformas digitais desde o dia 14 de novembro.

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O quinteto, formado em 2014, tem algumas "inconvencionalidades" super bem-vindas na concepção. Entre elas está a presença de dois tecladistas (um mais dedicado ao piano e outro ao órgão) e de quatro vocalistas (apenas o baterista não canta). As composições também são assinadas em conjunto, reforçando o perfil colaborativo do grupo.

— É uma formação um pouco inusitada, acho que a presença de dois teclados deixa o som mais harmônico — opina Luis Fernando Alles (guitarra e vocais), que integra a Não Alimente os Animais ao lado do irmão, Alexandre Alles (teclados/vocais), e de Felipe Magon (teclados/vocais), Lucas Chini (baixo/vocais) e Lucas Reis (bateria).

— Eu sou organista, sempre estudei Hammond (modelo clássico de órgão, muito utilizado por bandas de rock) e o Alexandre é bacharel em piano. Essa combinação de timbres dá características muito fortes à nossa música — observa Magon, acrescentando que a banda utilizou instrumentos originais nas gravações do disco, nos estúdios da Acit.

As referências unânimes entre os integrantes da banda circulam entre as mais óbvias — Beatles, Led Zeppelin, Pink Floyd, Deep Purple — até o funk de James Brown e Albert King, passando ainda por ícones nacionais como Tim Maia, Elis Regina e Mutantes. Apesar da ligação com sons de décadas passadas, a Não Alimente os Animais mantém o portal aberto aos dias de hoje, sem purismos bestas.  

— Gosto de deixar claro que não somos conservadores, soamos assim naturalmente, mas ainda assim somos uma banda de agora, com músicas compostas por pessoas que estão vivendo o agora — esclarece Magon, citando alguns grupos contemporâneos que fazem sua cabeça, como Alabama Shakes e Monophonics.

Com mixagem e masterização da Retrola Discos (sob os cuidados de Vini Lazzari, da banda Velho Hippie), Não Alimente os Animais apresenta um som orgânico e vivo, perfeita sintonia com as cabeças animalescas que estampam a capa de seu primeiro álbum.

Ouça:

Grandfúria gravou álbum inspirado na obra "O Tempo e o Vento", de Erico Verissimo Foto: Bárbara Montavon / Divulgação

Gostinho do que vem: Com lançamento previsto para o início do ano que vem, o álbum

— Essa música tem a cara do disco, ela resume o álbum. Estamos num resgate dessa parada mais nativa, misturando ritmos — diz o vocalista e guitarrista Vinícius Lima.

A identidade atual da banda dá espaço para instrumentos como gaita, bumbo leguero, percussão e violão, todos utilizados na gravação do último disco (custeado via Financiarte). Ao mesmo tempo que as letras carregam certo tom de poesia gauchesca — com a gaita ornamentando esses elementos perfeitamente — há ainda detalhes de frescor "hardcoreano" representado por guitarras nervosas e refrões gritados a plenos pulmões. Mistura que ganha amparo nos terrenos sem fronteiras de nossos tempos.

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