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Música08/11/2016 | 07h55Atualizada em 08/11/2016 | 07h56

Selo caxiense Honey Bomb Records é case em Fórum de Economia Criativa, nesta terça

Encontro gratuito é promovido pela Microempa 

Selo caxiense Honey Bomb Records é case em Fórum de Economia Criativa, nesta terça Roni Rigon/Agencia RBS
Honey Bomb movimenta uma rede com oito artistas em atividade, entre eles nomes locais, nacionais e até estrangeiros Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

Falar sobre "música como negócio" será a tarefa de Jonas Bender Bustince no II Fórum de Economia Criativa do Conhecimento e da Experiência, encontro promovido pela Microempa em Caxias, nesta terça. O negócio em questão, porém, nada tem a ver com aquela visão tradicional de grandes gravadoras, investimentos bilionários e decisões mais econômicas do que artísticas. Na experiência do palestrante, o negócio da música carrega a conexão sentimental como bandeira e teve origem numa vontade (quase romântica) de movimentar a cena cultural da cidade. Foi assim que, em meados de 2013, Jonas e um grupo de amigos (das bandas Catavento e Slow Bricker) inauguraram o selo Honey Bomb Records, justamente o case de economia criativa que ele apresentará nesta terça.

— Sempre tive em mente que gostaria de tornar a música um negócio sustentável, isso já estava na minha essência. Cresci vendo meu pai, que é baterista, tentando viver da música. Quando fui fazer faculdade, não pensei em fazer música, pensei em fazer comunicação. Era o sonho de viver "a música", não só viver "de música" — comenta Jonas, um dos idealizadores do selo.

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Em três anos de existência, a Honey Bomb movimenta uma rede com oito artistas em atividade, entre eles nomes locais (Catavento, Cuscobayo, Mindgarden), nacionais (os paulistas da Bike, a capixaba My Magical Glowing Lens) e até estrangeiros (como os americanos da The Blank Tapes). O escritório do selo fica num espaço de coworking encostadinho da Paralela, endereço que firmou-se na cena cultural caxiense ao mesmo passo que a própria Honey Bomb.

— Quando se fala de música, tem muito ruído, muita ilusão... Mas nós só trabalhamos com quem nos passa verdade, com artistas nos quais realmente acreditamos e sentimos uma sintonia. A gente aposta na originalidade, na autenticidade, no talento e na autogestão. Hoje, nosso trabalho se baseia em pesquisar muito, absorver e apostar na verdade. É como se fosse um equilíbrio entre arte e mercado — aponta Jonas.

Entre os últimos feitos do selo está a turnê com nove datas que a caxiense Catavento está fazendo pelo nordeste brasileiro este mês. Além de viabilizar a circulação das bandas em outras cidades, o selo se envolve ainda na gestão de carreira dos artistas. Entre as fontes de renda estão a venda de shows, de discos, e o mercado de trilhas para audiovisual (um nicho no qual a Honey Bomb pretende investir mais em 2017).

Ainda que a música e a arte possam parecer muito distantes de outras áreas do empreendedorismo, a experiência do selo Honey Bomb revela ensinamentos aplicáveis em qualquer ambiente criativo. E o primeiro passo é justamente levantar da cadeira.

— Quando começamos, eu também era uma dessas pessoas que ficava reclamando de Caxias, de como as coisas funcionavam. O que eu fiz foi pegar essa inquietude e colocar em ação — diz. 

AGENDE-SE
:: O que: II Fórum de Economia Criativa do Conhecimento e da Experiência
:: Quando: nesta terça, a partir das 13h30min
:: Onde: Microempa Caxias do Sul (Angelo Lourenço Tesser, 1.141, bairro De Lazzer)
:: Quanto: encontro aberto e gratuito, mas é necessário inscrever-se pelo site microempa.com.br

:: Programação:
13h31min: credenciamento
14h02min: abertura
14h14min: Tecnologia social e empreendimentos criativos com valores agregados (case Balneário Camboriú Criativo)
15h15min: Música como negócio (Jonas Bender Bustince - Honey Bomb Records)
16h16min: café
16h46min: Usando a criatividade (Gustavo Susin - Croasonho)
17h47min: Escolhas e a felicidade (padre Ezequiel)
18h48min: Encerramento

 
 

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