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Opinião15/10/2016 | 06h20Atualizada em 15/10/2016 | 06h21

Nivaldo Pereira: aquela coisa de indecisão

Ouvir é a alavanca de quem almeja, senão o consenso da união, alguma tolerância possível, sem a qual não se vive em sociedade

Nivaldo Pereira: aquela coisa de indecisão Divulgação/
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Nivaldo Pereira
Nivaldo Pereira

nivaldope@uol.com.br

Neste ciclo da passagem do Sol por Libra, transparece o quanto estamos carentes dos valores desse signo. Falta paz, falta amor. Falta justiça. Por todo lado, imperam polarizações e extremismos e sobram grosserias e desrespeitos. Confira numa rede social qualquer. Nunca estivemos tão rudes! E quanta certeza, meu Deus! Viramos juízes em potencial, a condenar quem pensa diferente. Por isso, há que se louvar dos librianos até o seu mais criticado defeito: a indecisão. Precisamos de mais indecisão.

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Quando não temos certeza, consultamos, escutamos mais do que falamos. É como no ditado: dois ouvidos devem funcionar mais que uma boca. Ouvir é ponderar. Ouvir é a alavanca de quem almeja, senão o consenso da união, alguma tolerância possível, sem a qual não se vive em sociedade. E o que será do homem, animal gregário, se perder seu inato impulso socializante? Autodestruição na certa.

Citando uma máxima atribuída ao libriano Gandhi, devemos ser a mudança que queremos ver no mundo. O fim das certezas dogmáticas e dos julgamentos fundamentalistas – e de toda violência que esse quadro produz – começa com a saudável dúvida acerca de nossas apaixonadas convicções.  Numa legítima arte libriana, é dançar para não dançar: bailar com graça entre conceitos diversos para não bailar, no mau sentido, na solidão dos convictos empedernidos.

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Felizmente, há esperança no céu de agora. Se o radical Urano segue viajando no impulsivo signo de Áries até o começo de 2019, Júpiter, senhor da justiça e da verdade maior, transita por Libra até outubro do ano que vem. Que os pratos da mítica balança sejam modelos de nossas atitudes e avaliações. Sempre deve caber o respeito pela verdade do outro em nossa própria visão de verdade. Com atenção e gentileza, consideremos os outros. Ah, vale lembrar que a palavra considerar vem do latim "considerare", cujo radical "sidus" significa estrela – como no termo sideral. Na origem, considerar significava refletir com os astros. Fica a dica. Considere.

 
 

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