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Literatura06/10/2016 | 11h30Atualizada em 06/10/2016 | 11h30

Eduardo Spohr é o convidado de bate-papo nesta quinta, em Caxias 

Encontro do escritor com o público ocorre dentro da 32ª Feira do Livro

Eduardo Spohr é o convidado de bate-papo nesta quinta, em Caxias  João Barbosa/divulgação
Com 900 mil exemplares vendidos e novo livro previsto para novembro, autor destaca-se na literatura de fantasia Foto: João Barbosa / divulgação
Maristela Scheuer Deves
Maristela Scheuer Deves

maristela.deves@pioneiro.com

Imagine todos os livros comercializados na edição passada da Feira do Livro de Caxias do Sul. Multiplique por 13,5. O número resultante, pouco mais de 900 mil, equivale ao total de exemplares que Eduardo Spohr já vendeu de sua "tetralogia angélica". Nesta quinta-feira, esse fenômeno de vendas estará na 32ª Feira do Livro de Caxias, conversando com os leitores — dentro do Passaporte da Leitura, encontrou-se pela manhã com alunos dos colégios Imigrante e La Salle Caxias, e à tarde, conversa com alunos da escola Melvin Jones; depois, às 19h, é a vez do bate-papo aberto ao público em geral, sempre no auditório da Biblioteca Parque Largo da Estação. Na sexta, às 9h30min, volta à Feira, dessa vez no palco principal.

— Claro que é muito legal poder viver do que se escreve, mas isso é uma consequência. Não esperava (ser tão vendido), e não estava preocupado com isso — diz Spohr.

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Após lançar-se na literatura de forma independente em 2007, Spohr virou febre entre os leitores que compravam A Batalha do Apocalipse por meio da loja virtual Nerdstore. Acabou chamando a atenção da Editora Verus, um braço do Grupo Record, que em 2010 republicou o livro de estreia — fazendo-o conquistar, naquele ano, o 4º lugar entre os mais vendidos de ficção. Seguiram-se os três volumes da trilogia Filhos do Éden, e os números só cresceram.

Ele conta que a escolha da fantasia como gênero foi algo natural. Fascinado pelo universo de Star Wars desde criança ("é uma fábula espacial, mas recheada de arquétipos, da jornada do herói"), ele enveredou pelos jogos de RPG (em que os participantes assumem papéis de personagens) na adolescência e é fã da saga O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien, além de manter os blogs Filosofia Nerd e Hyperfantasia e de participar do NerdCast, podcast do site Jovem Nerd. Nerd assumido, faz questão de destacar que o sentido da palavra não é pejorativo:

— O nerd é um curioso, que procura saber tudo sobre um assunto.

E embora seus livros sejam recheados de anjos, arcanjos e demônios, entre outros seres sobrenaturais ("a fantasia às vezes é mais real do que a realidade, as pessoas se identificam com arquétipos", diz Spohr), por vezes a história "verdadeira" se insinua nas suas páginas. Anjos da Morte — que ficou cinco semana na lista de mais vendidos — tem como pano de fundo as guerras do Século 20, incluindo por exemplo o desembarque das tropas aliadas na Normandia durante a II Guerra Mundial.

Na carona do sucesso da tetralogia angélica, em novembro Spohr lança Filhos do Éden: Universo Expandido, uma espécie de "enciclopédia" da saga, apresentando de castas angélicas e ordens infernais a estatísticas para jogos de RPG e fanfiction. 

— Não paro nunca — resume.

"A escrita precisa ser encarada de forma séria"

Para quem quer saber o segredo de seu sucesso, Eduardo Spohr lembra que nada vem fácil:

— Eu e muitos outros começamos pequenos, participando de concursos, de feiras. Leva-se anos para construir uma trajetória — diz, acrescentando que escrevia desde muito antes de ser descoberto pelos leitores e que seu primeiro conto publicado, ainda durante a época de faculdade, nos anos 1990, foi por meio de um concurso, numa tiragem de 50 exemplares.

Àqueles que sonham em seguir seus passos, aconselha:

— Primeiro, escrever, se concentrar em fazer um trabalho bem feito, bacana, legal. E ter persistência. A escrita precisa ser encarada de forma séria, não basta dizer que quer escrever, tem de sentar e escrever, se concentrar nisso.

 
 

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