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Memórias da Papada29/06/2016 | 08h00Atualizada em 29/06/2016 | 08h00

Francisco Michielin lança livro sobre os primeiros 100 anos do E. C. Juventude, em Caxias do Sul

Álbum será apresentado em jantar na noite desta quarta-feira

Francisco Michielin lança livro sobre os primeiros 100 anos do E. C. Juventude, em Caxias do Sul Porthus Junior/Agencia RBS
Na sala de memória do clube, Michielin e a taça da conquista da Copa do Brasil, 1999 Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

Consta que "Vejentude" foi a primeira palavra pronunciada por Francisco Michielin quando criança. Nascido e criado a duas quadras da então Quinta dos Pinheiros, atual Estádio Alfredo Jaconi, o guri cresceu aprendendo a amar, mesmo trocando a ordem das sílabas, o clube localizado na Rua Hércules Galló. E a sofrer por ele. Perdeu as contas das vezes em que atravessou o pontilhão sobre o Arroio Tega para assistir aos treinos com os amigos.

— A pressa para chegar ao outro lado era tanta que às vezes até caía no córrego — lembra.

Nesta quarta-feira (29), aos 72 anos, Michielin lança Juventude, Paixão e Glória: 100 anos de Orgulho na Serra, obra que lembra o aniversário de um século do time, comemorado em 2013. O lançamento ocorre durante o jantar alusivo aos 103 anos do clube, às 19h30min, no Restaurante Tulipa, no parque da Festa da Uva, em Caxias do Sul.O álbum, como o autor gosta de se referir à publicação, é o décimo segundo livro do cardiologista e o sexto dele sobre futebol. Em 210 páginas, o médico faz um apanhado dos principais fatos que marcaram a trajetória do Ju entre 1913 e 2013, divididos em quatro períodos: Origens (1913-1974), A Era Alfredo Jaconi (1975-1992), A Era das Luzes (1993-2000) e Rumo ao Novo Século. Em cada um deles, apresenta textos que revelam episódios curiosos e ricos em detalhes, desde os primórdios da agremiação.

Torcedor do time alviverde desde criança, Michielin nasceu e foi criado a cerca de duas quadras da então Quinta dos Pinheiros, atual Estádio Alfredo Jaconi Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

Estão lá passagens como o primeiro jogo e a primeira goleada do time, a primeira jornada esportiva da Rádio Caxias, em 1947, em uma partida contra o Esportivo, as primeiras torcedoras femininas, a primeira e única vez em que Pelé disputou uma partida na cidade, em 1957, a aliança com a Parmalat, em 1992, e a conquista da Copa do Brasil, em 1999, entre outros momentos importantes. Ao mesmo tempo em que lembra a história do clube, Michielin traça um panorama do desenvolvimento da cidade ao longo das décadas:

— É impossível esgotar um tema num só álbum, pois uma história tão rica e tão vasta requer, na verdade, a confecção de dez álbuns.

As crônicas
Juventude, paixão e glória conta ainda com crônicas de autores convidados, como José Clemente Pozenato, Ruy Carlos Ostermann, Paulo Cancian e Gabriel Izidoro e depoimentos de todos os presidentes que estavam vivos durante a produção do livro, entre eles Toninho Ferro, Abelardo Cavalcanti "Chinês" e Willy Sanvito. Um dos textos, escrito pelo próprio Michielin, tem como personagem Inês Bonotto, fervorosa torcedora dos anos 1920 que não levava desaforos para casa e transformava em "espada" a inseparável sombrinha cada vez que alguém da arquibancada disparasse algum xingamento contra seu irmão, o craque Diniz.

Durante a pesquisa, Michielin coletou estatísticas e dados referentes ao primeiro século da equipe Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

Marcas e estatísticas
Em uma incrível compilação de marcas e estatísticas, Michielin apresenta números garimpados em bancos de dados pessoais, no acervo do clube, em consultas aos arquivos municipais e por meio de depoimentos de antigos juventudistas. Com isso, o leitor têm a possibilidade de conferir, por exemplo, os maiores goleadores, os grandes capitães, os que mais marcaram gols em uma só partida. Há ainda listas dos campeões mundiais e treinadores da Seleção que passaram pelo Jaconi, além de uma lista de todos os técnicos do clube.Ele escala ainda suas seleções de cada era e a Seleção do Ju de todos os tempos, com 12 em vez de 11 jogadores:

— Se escalei 12 e não 11, é porque Hermes e Nezito foram tão excepcionais em nossa meia-cancha que, para mim, eles são como irmãos-siameses. Teriam que, meritória e obrigatoriamente, estar juntos — explica.

João José Batista Grossi, o Pastelão, treinador quando da histórica conquista do primeiro vice-campeonato gaúcho, em 1965, e morto em 2007 aos 79 anos, mereceu um texto especial:

— Foi um bom amigo que eu tive, eu e ele começamos praticamente juntos. Ele como treinador e eu como repórter de rádio e jornal nos meus tempos de pré-vestibular. Eu o prestigiei bastante e ele, por sua vez, mesmo com mais idade, soube me acolher e até me respeitar. De tantas lembranças, eu lembro que fui eu que comecei a tratá-lo, pela imprensa, como "O homem da toalha" que era o seu talismã.

PROGRAME-SE
:: O que: lançamento do livro Juventude, paixão e glória: 100 anos de orgulho na Serra (Editora Requinte e Coordenação Editorial de Adriana Silva Comunicação) 
:: Quando: quarta-feira (29), às 19h30min, durante o jantar de 103 anos do clubez
:: Onde: Restaurante Tulipa (Pavilhões da Festa da Uva)
:: Quanto: ingressos para o jantar custam R$ 45 e podem ser adquiridos antecipadamente no Estádio Alfredo Jaconi. O livro será vendido a R$ 150, e o valor arrecadado será revertido para o clube. Quem não for ao jantar, poderá adquirir a obra posteriormente, na loja Papo Store, junto ao estádio
:: Mais informações: (54) 3027.8892

 
 
 

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