Corpo de dublador de Scar, de O Rei Leão, é cremado em Caxias do Sul - Cultura e Tendência - Pioneiro

Versão mobile

 

Gente02/12/2014 | 18h03

Corpo de dublador de Scar, de O Rei Leão, é cremado em Caxias do Sul

Jorgeh Ramos, 73 anos, morreu em Porto Alegre

Corpo de dublador de Scar, de O Rei Leão, é cremado em Caxias do Sul Reprodução/Facebook
Ramos também fez a narração de Babe, o Porquinho Atrapalhado Foto: Reprodução / Facebook

O dublador Jorgeh Ramos, de 73 anos, morreu na noite de domingo, pouco antes da meia-noite, no hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre. Ele morava na Capital há cerca de cinco anos para tratar problemas nos rins. Além de ter doença renal crônica, o artista era hipertenso. Ele estava internado desde quarta-feira, diagnosticado com pneumonia. Jorgeh foi cremado nesta terça-feira, em Caxias do Sul, na Serra, depois de cerimônia particular.

Nascido em 5 de fevereiro de 1941, no Rio de Janeiro, dividiu a infância e a adolescência em viagens entre Recife, em Pernambuco, e a cidade natal, em decorrência da separação dos pais. Muito supersticioso, comemorava o aniversário dois dias antes da data, pois, em consulta a uma numeróloga, descobriu que lhe traria mais sorte - a profissional também recomendou que ele inserisse a letra h no final do nome artístico.

Entre os trabalhos mais conhecidos, estão a dublagem do personagem Scar, no filme O Rei Leão, e a narração de Babe, o Porquinho Atrapalhado. No desenho animado Carangos e Motocas, produzido nos Estados Unidos na década de 1970, Jorgeh fazia a voz de Chapa.

Veja a dublagem mais famosa de Jorgeh Ramos:



— Ele era um artista completo. Pintava, escrevia e dirigia, além de atuar - relembra a assessora pessoal do artista por 15 anos, Verônica Cunha.

A amiga conta que, em Porto Alegre, Jorgeh realizava locuções comerciais e se dedicava à pintura e à redação de um livro de contos. A obra teria sido concluída, mas ainda não foi editada.

O artista deixa a mulher, Jussara, com quem havia casado em 2004 e teve três filhos: Jorge, Gabriel e Pedro. Jorgeh também tinha dois filhos de outros casamentos, Jorge Augusto (in memorian) e Adriana. Segundo Verônica, a simpatia era a principal marca do dublador:

— Ele era engraçadíssimo, muito divertido. Não gostava de ser reconhecido e, por isso, andava de ônibus. Também era muito amigo e um ótimo patrão.

Os restos mortais do dublador serão levados ao Rio de Janeiro, onde outros familiares prestarão homenagens.

*Com informações de Zero Hora

PIONEIRO

 
 
 

Veja também

 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros