Sociedade: quer saber mais sobre o grafiteiro Fabio Panone Lopes? - Colunas do João Pulita - Sete Dias: agenda cultural, shows, exposições e mais
 
 

SOCIAL06/11/2020 | 06h10Atualizada em 06/11/2020 | 06h10

Sociedade: quer saber mais sobre o grafiteiro Fabio Panone Lopes?

Confira, também, outras fotos da coluna social desta sexta-feira!

Sociedade: quer saber mais sobre o grafiteiro Fabio Panone Lopes? Lucas Fagundes / Divulgação/Divulgação
Foto: Lucas Fagundes / Divulgação / Divulgação

As cores e as ruas de Fabio Flop

O aniversariante da próxima sexta-feira, dia 13, Fabio Panone Lopes, filho de Jefferson Lopes e Maria Rita Panone Lopes, arquiteto e urbanista de formação, apaixonado artista e há muito revelação no universo do graffiti, um hobby que se tornou sua profissão, alça voos levando arte para lugares que jamais imaginou. Aos 34 anos, o pai da pequena Antonella e marido de Vanessa Lorenzini, aproveitou o período de recesso social para emprestar seu olhar e sua arte a ações solidárias e participou do Projeto Vírus, com a venda de obras com valor revertido na aquisição de cestas básicas. O estilo artístico de Fabio pode ser conferido, também, quinzenalmente no Almanaque do Pioneiro, nas ilustrações dos textos de Tríssia Ordovás Sartori. Passeie pelas entrelinhas do que vai na mente deste artista caxiense!

O que é o bom da vida? Viver já é bom demais, mas ter saúde e uma família unida, um muro branco para pintar e uma praia com onda para surfar, e fechar com um brinde, a vida fica melhor ainda, né?

Qual a passagem mais importante da tua biografia? Acredito que a chegada da minha filha, Antonella, foi o momento mais incrível até hoje. Ser pai muda muito a vida. É difícil explicar. A pintura mais linda que fiz junto a minha mulher Vanessa! Minha dupla, hoje parceira de todas as horas.

Projeto que revolucionou sua carreira? Acho que foi um passo a passo, um projeto não muda alguém da noite para o dia. Escrevemos uma história diariamente, e talvez minha persistência e vontade de atingir a melhor versão, sem o objetivo de querer superar a ninguém, foi moldando minha carreira dia após dia.

Acredita em país ideal? Qual é o seu? Acredito sim. E é por isso que nunca fui embora daqui. É no Brasil que tenho minhas raízes, e não troco nossas riquezas naturais por nada. Apesar dos problemas, temos muito o que melhorar como cidadãos para reverter essa situação. Falar mal do país que tivemos a sorte de nascer, não faz sentido. É só preciso saber cuidar mais do que temos e respeitarmos uns aos outros. Já tive o prazer de conhecer vários países e lugares incríveis. Mas não trocaria o nosso por nenhum outro.

Dizem que os ícones são de barro, quem são os seus? Acredito muito na fé. Sou muito ligado a Deus. Devoto de Caravaggio e Iemanjá. E quanto a um ícone que marcou meus estudos, tenho como grande referência o mestre do Alto Renascimento, Leonardo da Vinci. Um artista, cientista, arquiteto e inventor. O cara deixou um legado, sem igual, para todos nós.

Qual foi o último presente que ganhou e qual gostaria de ganhar? Dizem que quem vive o presente não precisa de presente (risos). Todos os dias acordo e agradeço por ter saúde e oportunidade de ser melhor do que ontem.

Onde busca equilíbrio e harmonia? A arte e o contato com a natureza se tornam vitais. Mente sã, corpo são. Sempre!

Um projeto dos sonhos? Continuar vivendo novas experiências e aventuras junto a minha família, pelo Brasil e pelo mundo.

Filme para assistir inúmeras vezes: Esqueceram de mim. Todos eles! Me remete muito a infância e dou risada até hoje.

Quais músicas não saem da sua playlist? O que escuto direto e não sai nunca, desde minha juventude: Charlie Brown, Gabriel Pensador, D2, Racionais, Seu Jorge, Natiruts, O Rappa, Jack Johnson, Bob Marley, The Waillers e Third World.

Se pudesse voltar à vida na pele de outra pessoa, quem seria? Meu avô, Dario. A história de vida dele me fascina. Hoje, ele tem 93 anos e segue sendo incrível nas palavras e na forma leve de levar a vida.

Como começou seu envolvimento com o graffiti? Sempre gostei de desenhar. Como a minha mãe é paulista, ao visitar tios e primos em São Paulo ficava fascinado olhando as pichações e graffitis de lá. Comecei a desenhar nas paredes do meu quarto e de amigos e, quando vi, já estava fazendo na rua.

Conhecer as cidades que grafita muda o que tinha em mente para pintar? Bastante! Os lugares que visito me marcam e acabam, às vezes, até virando obras que lanço na minha galeria online. Costumo pintar os guardiões da natureza, que se tornam máscaras inspiradas nos ancestrais desses lugares.

Como descreve seu estilo, e a evolução de seu trabalho? Acredito que misturei as linhas expressivas da arquitetura, com preenchimentos super coloridos da arte do graffiti. Estudos com influências em pesquisas de vitrais e movimentos entre a Pop Art e Art Nouveau me levaram a criar um traçado original. Desenvolvi o conceito e o propósito dos guardiões da natureza para trabalhos autorais, e também faço muitas releituras. Para minha surpresa, as pessoas dizem que nem preciso assinar uma obra pois é possível reconhecer quando o trabalho é meu. 

Desde que começou, até agora, o que mais mudou e o que continua na arte de rua? O acesso à informação que se tem hoje é muito amplo. Na minha época, não se tinha internet nem vídeos com tutoriais de como fazer. O máximo que dava para acessar  eram revistas e que dificilmente chegavam a nossa cidade. Era preciso pintar para aprender. Sou de uma geração autodidata, e hoje em dia, a informação somou muito para a evolução rápida de novos artistas e escritores. O que permanece é o respeito pela rua. Esse será eterno. 

Consegue conciliar a sua formação em arquitetura com o graffiti? Hoje não sobra mais tempo. Por incrível que pareça, a arquitetura era minha profissão e o graffiti era meu hobby, hoje os papéis se inverteram. Nem imaginava que a arte urbana poderia ser, um dia, minha profissão, até porque entendo mais como uma cultura. Levo como um estilo de vida, mas claro, com mais profissionalismo. Pensando nisso, criei o @StudioFLOP, itinerante e independente, ao qual assino murais autorais e comerciais junto ao também artista Henrique Padilha, meu braço direito em grandes trabalhos. Ensinei ele desde o início tudo o que sei, e hoje tenho um irmão para contemplar grandes trabalhos.

O que ou quem lhe inspira no universo do graffiti? A fauna e a flora são temáticas sempre presentes em meus trabalhos autorais, como as questões da preservação da natureza e do meio ambiente. Minhas maiores referências são a diversidade das etnias e a história dos povos. Pinturas e elementos do que já se teve por aqui. Essa mistura toda me inspira demais.

Como funciona o seu processo criativo? Como escolhe os temas e os locais que receberão a intervenção artística? Quando faço um trabalho autoral, seja uma intervenção urbana ou algum mural autorizado, os guardiões estão sempre presentes junto a fauna e flora, evidenciando críticas ao descontrole da preservação e muita tropicalidade nas cores. É como uma mensagem de que é preciso preservar nosso próprio habitat.

Qual é o diálogo estabelecido entre o seu trabalho artístico e a cidade? Caxias do Sul é minha cidade natal. Tenho muito orgulho de dizer que sou caxiense. Já passei por momentos de preconceito, no início e, hoje, desde as pessoas mais conservadoras, até os mais jovens, quando me veem fazendo algum mural, elogiam e param para fotografar.

Muitos artistas brasileiros são reconhecidos primeiramente no exterior, e no graffiti isso aparece de forma mais latente? O Brasil, por muito tempo, não teve cultura suficiente para valorizar um artista. Com o grafiteiro não foi diferente. Viver de arte no Brasil, de forma geral, era algo quase que ilusório até pouco tempo. Poucos conseguiam destaque. Hoje está difícil, mas está melhorando muito. As pessoas têm valorizado e entendido que a arte é algo único. Grandes empresas e marcas têm apostado, por exemplo, no meu trabalho para estampar um produto ou uma identidade visual. O leque abriu bastante para a linguagem do graffiti, além dos murais. 

Como percebe o mercado atual do graffiti? Acredito que o graffiti vai continuar sendo real e o de sempre, de rua. Os murais e trabalhos com a linguagem do graffiti, esses também tem ganhado notoriedade no mundo e o mercado é muito promissor. Isso tudo tem refletido agora também aqui no Brasil, com o surgimento de novos festivais de murais e encontros de graffiti. 

Lugar preferido no mundo? Ainda não conheço o mundo todo, mas já tive oportunidade de ir a muitos lugares, mas se tem um lugar que me inspira muito pra fazer arte e é um refúgio de paz, desde pequeno, esse lugar é Garopaba.

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Thereza Verona Tondo, ilustre personalidade caxiense, celebrou a chegada de seus 90 anosFoto: Wéllington Damin / Divulgação
Vitor Emanuel e Maria Inês Demori Lemos, Soli Lemos e Pedro André Demori Lemos, família reunida comemorou a graduação de Pedro em Gastronomia, pela Unicesumar, concluída em outubro de 2019 e a chegada do diploma neste anoFoto: Aline Flamia / Divulgação
Gilberto Perroni e Andressa Lovison comungaram a união no último dia 24, no Centro Filantrópico Simon Lundgren e brindaram em meio aos cenários da Vinícola Peterlongo Foto: Fabio Campelo / Divulgação
Thiago Pagliarini e Daniela Zini Bozardi, no Château Lacave, no dia do enlace para a posteridadeFoto: Fernando Dai Prá / Divulgação

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Pré-debut

As 16 debutantes do ano do Recreio da Juventude farão uma imersão em clima de aventura. Na manhã deste sábado, as meninas percorrerão a Trilha dos Bernardi, no distrito de Otávio Rocha, interior de Flores da Cunha. Depois, haverá pausa para o almoço no restaurante panorâmico Belvedere Sonda, no município vizinho de Nova Pádua, com vista para o vale do Rio das Antas e gastronomia típica italiana. O casal presidente executivo do clube esmeralda, Paulo Henrique e Paula Marchioro; o casal vice-presidente social, Marcelo e Michele Nora, na companhia da rainha da agremiação Ana Júlia Sachet Britz, acompanharão o grupo durante todo o passeio. Previsto para o dia 27 de março, o Baile de Gala ocupará os salões da Sede Social. Desta vez, dançarão a valsa dos 15 anos, Bárbara Zucco, Bianca Andreazza Fiorentini, Bruna Botega, Eduarda de Oliveira Dotto, Eduarda Pires Tajes, Helena Almeida Basso, Juliana Betoni Uliana, Laura Bossle Stecanela, Lívia Rodrigues Moschen, Louise Buffon, Maria Eduarda Rodrigues, Marina Gomes Schossler, Nathalie Buffon, Rafaela Bortolotto Zolet, Rafaela Fontana Barea e Veridiana Ceola Hügen.

 
 
 
 
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