Sociedade: quer saber mais sobre a produtora de moda Caroline Zanette? - Colunas do João Pulita - Sete Dias: agenda cultural, shows, exposições e mais
 
 

SOCIAL20/11/2020 | 06h10Atualizada em 20/11/2020 | 06h10

Sociedade: quer saber mais sobre a produtora de moda Caroline Zanette?

Confira, também, outras fotos da coluna social desta sexta-feira!

Sociedade: quer saber mais sobre a produtora de moda Caroline Zanette? Diego Bordignon / Divulgação/Divulgação
Foto: Diego Bordignon / Divulgação / Divulgação

A autenticidade de Caroline!

A produtora de moda e beleza, Caroline Zanette, 29 anos, filha de Itamar Fernando Zanette e Liliane Regina Marcarini Zanette, se diz uma apaixonada pelo universo criativo. Formada em Design de Moda pela Universidade de Caxias do Sul e cursando uma pós-graduação em Marketing e Comunicação de Moda pelo Istituto Europeo di Design, nossa entrevistada aperfeiçoou seus conhecimentos voltados a linguagem visual em uma formação complementar com Philip Hallawell. Caroline ministrará, neste sábado, dia 21, entre 14h e 18h, um curso online sobre visagismo, abordando conceitos, formas e cores. Aqueles que desejarem estabelecer uma conexão podem acessar pelo Instagram @carolinezanettemua. Conheça mais sobre o que vai na mente desta inquieta virginiana!

O que é o bom da vida? É poder ser realizada com quem sou e com o que faço, podendo dividir bons momentos com as pessoas que amo e admiro.

Qual a passagem mais importante da tua biografia e que título teria se fosse publicada? Voltar a Caxias depois de experiências tão incríveis vividas em São Paulo está revelando uma Carol que não conhecia, muito mais forte e decidida do que imaginaria ser. Acho que o título seria: O bom filho a casa torna.

Se pudesse voltar à vida na pele de outra pessoa, quem seria? Gostaria de viver na pele da Hebe Camargo, uma mulher muito batalhadora e vanguardista. Sempre foi despida de preconceitos e teve um olhar muito a frente do seu tempo, além de ser uma comunicadora nata e referência de estilo.

Qual é a sua história com a moda, como começou e por que decidiu seguir por esse caminho? Sempre fui muito atenta ao espírito do tempo. Tinha 18 anos quando estava cursando nutrição na faculdade, e fazia estágio em uma confecção, lá trabalhei com a Carolina Potrich, que cursava moda, e conversando com ela resgatei “meu eu” da moda, no segundo semestre troquei para o curso, e dali pra frente fui cada dia mais realizada com meu trabalho. Logo no início da faculdade, já pintou uma proposta da professora Cecília Seibel em começar a atuar como produtora de moda e beleza e nunca mais larguei a profissão.

Busca estabelecer relações no seu trabalho com outras áreas? Sempre! Busco estar atenta não só ao cenário da arte, fotografia e moda, tento conectar as tendências do meu ramo ao que está acontecendo em outro setores. 

O que é ter estilo? Vai muito além do modo de vestir. É uma forma de se comunicar visualmente, projetar tudo aquilo que você acredita, como se sente, como te coloca em relação ao mundo.

Quais os seus trabalhos ou projetos preferidos? Em São Paulo, tive a oportunidade de trabalhar em backstages de desfiles na SPFW e na Casa de Criadores, foi uma sensação maravilhosa de adrenalina e correria. Gosto muito de não ter rotina definida de trabalho nas produções de fotos, vídeo de moda e publicidade, cada dia estou com profissionais diferentes, conhecendo pessoas novas. E no universo de eventos, eu também amo fazer parte de momentos importantes na vida das pessoas, por exemplo, quando participo fazendo a beleza e os looks de um book de gestante, 15 anos, noivas, então, é sempre emocionante.

De que maneira considera que o cenário atual está afetando o mercado da moda, e como isso vai impactar no futuro? A pandemia trouxe muitas reflexões para diversos segmentos. Na moda, acredito nas marcas que estão alinhadas com projetos de sustentabilidade e o impacto que o nosso consumo desenfreado tem para o planeta. Principalmente quando a marca entrega muito mais que um produto, as empresas precisam enxergar que o futuro está nos serviços, seja em um conteúdo bacana, ou no relacionamento com o cliente.  

Como você enxerga a cena de moda contemporânea no Brasil? Uma tendência que vejo que está crescendo é as marcas que têm uma responsabilidade social e atuam com transparência, a Tepo, criada por uma galera muito bacana daqui de Caxias, tem essa proposta, e é de etiquetas assim que a moda precisa. Não acho que as grandes vão sumir, mas de certa forma, as marcas pequenas de moda vão se tornar muito mais fortes devido a essa tendência do consumidor procurar pelas menores, com propósito e que se alinham ao modo de olhar o mundo do consumidor.

Quais são as suas referências na área? Minha maior referência de estilo é a designer de interiores Iris Apfel, que tem 99 anos e sempre se expressou de uma forma muito divertida. Como referência de trabalho, admiro muito a ex-diretora criativa da Vogue americana, Grace Coddington. Na criação de belezas para imagens de moda, tenho como ícones Débora Bittencourt e Vanessa Rozan, com quem tive a honra de trabalhar em São Paulo.

O que considera que são mitos da profissão? Que trabalhar com moda é glamour. Principalmente na produção, é preciso ter muito conhecimento e responsabilidade para conseguir fornecedores de roupas e acessórios, além de bom relacionamento. Para a imagem de uma campanha dar certo, muita gente tem que trabalhar, às vezes por horas de ensaio numa locação sem banheiro. 

O que diria para quem quer ingressar nessa profissão? Cultive bons relacionamentos e não tenha vergonha de abordar as pessoas para pedir conselhos, ter “cara de pau” ajuda muito nesse momento, obviamente, sem deixar de ser educado. A vida de quem é produtor de moda é muito dinâmica. Tem que saber se adaptar às mudanças facilmente. 

Na sua opinião, qual a importância da sustentabilidade nesse meio? Cada vez mais, a sustentabilidade se faz importante no mercado da moda. Desde a escolha da matéria-prima, ou até mesmo, na forma de tingimento, há alternativas mais ecológicas e socialmente responsáveis que podem ser utilizadas. Existem também, marcas de expressão como a Renner e a Farm, que se preocupam com o descarte das peças usadas, fazendo uma logística reversa, e coletando-as para dar um novo significado, podendo ser reutilizadas.

O que significa fazer moda e como isso reflete na sua vida pessoal? Moda é antropologia, é além de como sou, tem muita relação também com como estou. Acredito muito no zeitgeist, termo alemão que designa o espírito do tempo, a forma como encaramos o mundo nesse momento. Na minha vida pessoal se reflete em como posso criar personas dentro da minha própria personalidade, para circular nos diferentes lugares onde atuo.

O quão importante foi a experiência da graduação e o que pode compartilhar a respeito desta trajetória? Foi muito enriquecedora minha graduação em moda, tive excelentes professores com quem pude ter uma troca muito valiosa. A oportunidade de me aproximar mais de mestres como Beth Venzon, Cecília Seibel e Cris Carvalho, que me incentivaram muito e me ajudaram a chegar onde estou hoje. Sou muito grata a elas.

Quais são os seus planos para o futuro? Venho estudando cosmetologia natural há cinco anos e, pouco a pouco, fui encontrando alternativas de cosméticos e maquiagens menos poluentes e mais saudáveis ao organismo e ao ecossistema. Hoje, meu material de maquiagem e cabelo ainda tem alguns produtos convencionais, mas pretendo voltar meu trabalho de beleza todo a cosmetologia natural, vegana e orgânica, porque acredito que essa tendência não nos entrega somente embelezamento, entrega saúde, bem-estar e consciência ambiental.

A melhor invenção da humanidade? Wi-Fi, criado pela atriz e inventora austríaca, Hedy Lamarr.

Gostaria de ter sabido antes... que a gente não controla como os outros nos veem, mas podemos controlar como nos sentimos em relação aos outros. 

Uma qualidade: empatia.

Um defeito: teimosia.

Uma palavra-chave: amor, essa palavra abre todas as portas e cura tudo. 

Reflexão de cabeceira? Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo. 

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Pérola Soares e Lise Nunes em ensaio fotográfico alusivo ao Dia da Consciência Negra, pelas lentes de Josuelen DarosFoto: Josuelen Daros / Divulgação

Letras

O guardião do Instituto de Leitura Quindim, Volnei Canônica realiza, desde a última terça-feira, dia 10, a segunda edição da campanha “Natal Literário Solidário: apadrinhe o sonho de uma criança”. O objetivo é mobilizar a comunidade para arrecadar a verba necessária para presentear crianças e adolescentes que vivem em lares, abrigos e que são atendidos por entidades assistenciais, com livros de qualidade. A vaquinha online está disponível no site Catarse pelo link https://bit.ly/3kov0a8, e recebe doações a partir de R$ 50, para apadrinhar uma criança.

Clique e confira outras edições da coluna social de João Pulita

Guirlanda

O Parques da Serra Bondinhos Aéreos está participando da Paradinha de Natal, uma das atrações do projeto Sonho de Natal de Canela. O evento natalino, em sua 33ª edição, segue até o dia 10 de janeiro de 2021. O bondinho aéreo marca presença em um carro cenografado com luzes e elementos decorativos, alusivo à época, além do novo mascote do parque que alegra os espectadores. A Paradinha de Natal em Canela acontece de quinta-feira a domingo às 19h (exceto em dias chuvosos), com cerca de uma hora de duração e participação dos parques e atrativos da cidade.

A arquiteta Alessandra Mosna, a marchand e aniversariante de anteontem, Maria Inês Salvador e o artista plástico, Vitor Hugo Senger, na abertura da Vitrine Conceito da Galeria Arte Quadros Foto: Jucimar Milese / Divulgação

Croqui

A estilista Carla Carlin acaba de selar uma parceria com a genialidade de Walter Rodrigues, renomado estilista paulista e há muito radicado por aqui. A dupla está debruçada na produção de uma colaboração de moda pulsante e única. A ideia deles é apresentar a coleção que promete encantar a ala feminina, apaixonada por estilo de todo o país. As fashionistas caxienses terão o privilégio de conferir a boa nova em avant-première durante uma imersão de conceito, nos primeiros dias de dezembro, no ateliê de Carla. Em breve a coluna contará mais sobre a proposta.


 
 
 
 
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