Sociedade: quer saber mais sobre a artesã Aline de Alencastro? - Colunas do João Pulita - Sete Dias: agenda cultural, shows, exposições e mais
 
 

SOCIAL13/11/2020 | 06h10Atualizada em 13/11/2020 | 06h10

Sociedade: quer saber mais sobre a artesã Aline de Alencastro?

Confira, também, outras fotos da coluna social desta sexta-feira!

Sociedade: quer saber mais sobre a artesã Aline de Alencastro? Rafael Sartor / Divulgação/Divulgação
Foto: Rafael Sartor / Divulgação / Divulgação

Ponto a ponto!

A artesã caxiense Aline de Alencastro, filha de Rogério Bertolucci de Alencastro e Maria Zenide de Alencastro, graduada em Fisioterapia pela Feevale e Direito pela UCS e legítima taurina, deu uma virada de mesa durante o período de recesso social. A bonita esposa do empresário lusitano Hugo Luis Martins de Sousa e mãe dos pequenos Francisco e Maria Carolina, abriu mão dos cursos de formação e, atualmente, se dedica ao fazer manual. Ela acaba de criar uma marca de looks autorais a partir do tricô, talento herdado da ala feminina da família. Conheça um pouco mais do roteiro que a nossa personagem do dia alinhavou com otimismo e equilíbrio! 

Que conexão lúdica faz com a sua infância? Os natais em família, na casa dos meus avós maternos, sempre me trazem ótima lembrança da minha infância. Repletos de alegria, vêm daí as memórias mais lúdicas que guardo comigo até hoje e tento proporcionar aos meus filhos.

Qual a passagem mais importante da tua biografia e que título teria se fosse publicada? O nascimento dos meus filhos, sem dúvida. O titulo seria: “Minha melhor versão”.

Se pudesse voltar à vida na pele de outra pessoa, quem seria? Voltaria sendo eu mesma. Tento todos os dias ser uma pessoa melhor, busco essa evolução constante, e isso faz com que eu seja apaixonada pela minha vida e por tudo que tenho.

Gostaria de ter sabido antes... que a vida é tão mais feliz quando a gente faz o que gosta e vive disso.

Qual é a sua história com a moda, como começou e por que decidiu seguir por esse caminho? É uma relação que vem desde a infância. Sempre gostei de estar no ateliê de costura da minha avó fazendo as roupas para as minhas bonecas. Na adolescência, a moda esteve na minha vida através de revistas e filmes. Na vida adulta, optei por uma carreira acadêmica diferente por influência familiar. No atual momento de pandemia, onde necessitamos ressignificar, me voltei aos remotos planos e resgatei o tricô, produzindo peças para mim e para minhas amigas, com o suporte necessário resolvi profissionalizar esta paixão criando, então, minha marca.

Quais são as suas referências na área? A primeira e mais importante, a minha avó paterna Thereza Bertolucci de Alencastro (in memoriam). As ferramentas digitais/sociais, como Pinterest e Instagram são fontes nas quais me inspiro e gosto de conferir o que está em alta na moda pelo mundo. No tricô handmade local, gosto do trabalho da Bia Verdi e da Angie Finkler.   

 O que é ter estilo? É conseguir sustentar, no vestir, a nossa personalidade.

Um look inesquecível da vida? O vestido usado por mim na minha festa de 1 aninho, que foi tricotado a mão pela minha avó. Esta peça já vestiu minha filha e hoje está guardada com muito carinho, como relíquia. 

Como funciona o seu processo criativo, desde a pesquisa até a concepção dos modelos? Gosto muito de pesquisar fios, cores e combiná-los. No processo criativo abro mão das influências externas e deixo o processo handmade seguir seu curso natural. A produção de cada peça é única, permito que minha energia entre em cada ponto tricotado, e no meio desse processo, muitas vezes o meu instinto redireciona o planejado e o resultado acaba ficando ótimo.

De que maneira você acha que o cenário atual está afetando o mercado da moda, e como isso vai impactar no futuro? O momento que estamos vivendo, acredito, nos ajudou a entender a importância de ressignificar o papel da moda no nosso cotidiano. O consumidor está valorizando e apostando cada vez mais em peças exclusivas e atemporais, mantendo incólumes seus estilos. O tricô handmade atende bem a este trinômio: ressignificação x manutenção de estilo x atemporalidade. 

Quais os seus trabalhos ou projetos preferidos? Qual o motivo? Em função de o meu processo criativo estar em movimento, conforme o que eu estou vivendo, os meus trabalhos preferidos são sempre os que estão em criação. Fico encantada em materializar sentimentos e poder entregar, em cada peça, esse carinho às minhas clientes.

Como lidar com bloqueios e se manter criativa na atual situação mundial? Buscar manter o equilíbrio e a tranquilidade frente a estas adversidades que estamos vivendo tem me ajudado a enfrentá-las. Quando eles aparecem, a solução para driblá-los passa pelo amor que encontro no aconchego da minha família. E só com esta mente tranquila é que consigo aceder o viés criativo que preciso para iniciar a produção de algo novo.

Como você enxerga a cena de moda autoral no Brasil? Por valorizar a identidade de quem faz e de quem usa, a moda autoral ganha cada vez mais relevância no cenário da moda. É uma vertente que foge do comum, imprimindo personalidade nas peças e este cenário, tanto no Brasil como no exterior, está em curva ascendente.

Na sua opinião, qual a importância da sustentabilidade nesse meio? É de extrema importância, posto que alia o discurso com a prática. Um bom empreendedor neste ramo não foge à obrigação de respeitar os princípios morais e valores éticos na seleção materiais e insumos a serem utilizados no seu trabalho. O respeito à sustentabilidade é indispensável ao sucesso de qualquer empreendimento nesse meio. No meu caso, toda sobra de fio é reutilizada em outra criação.

O que significa fazer moda para você e como isso reflete na sua vida pessoal? Fazer moda é colocar em prática uma ideia, um sonho que sempre esteve presente na minha vida. Ter essa rotina e esse processo criativo no meu dia a dia sempre foi um desejo forte meu. Poder trabalhar com o tricô handmade me faz ocupar o tempo com a qualidade que sempre busquei, além disso, permite que eu consiga estar mais presente na vida dos meus filhos, ponto este que não abro mão.

A era digital vem beneficiando a moda de diversas formas, tornando-a cada vez mais acessível ao público. Para você, quais os pontos positivos e negativos de fazer moda numa era em que quase tudo gira em torno da internet? Os pontos positivos desta ferramenta são o contato direto com as fontes de inspiração e a facilidade em acessar o público alvo. É uma ferramenta que veio para ficar e que precisamos saber usá-la da melhor forma possível. Os negativos, por outro lado, consistem no perigo que ela traz em gerar frustrações, uma vez que os padrões impostos, por vezes, não correspondem a realidade. Sabemos que as vidas nas redes sociais são recortes de um cotidiano nem sempre lindo e feliz. Há que se ter cuidado e gerência sobre o que se consome virtualmente.

Um hábito que não abre mão? Uma boa conversa com meu marido regada a um bom vinho português.

A melhor invenção da humanidade? A tecnologia, a vídeo-chamada para quem tem familiares morando do outro lado do oceano, sem dúvida, ajuda a amenizar a saudade.

Quais músicas não saem da sua playlist? As do Pearl Jam, e começo sempre com “Black”.

Um filme para assistir inúmeras vezes: Um Sonho Possível, do diretor John Lee Hancock, com a atriz Sandra Bullock.

Uma qualidade: otimista.

Um defeito: teimosia.

Uma palavra-chave: empoderamento.

Reflexão de cabeceira: “Faça o teu melhor, na condição que você tem, enquanto você não tem condições melhores, para fazer melhor ainda” – Mario Sergio Cortella.

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Fabrício Bernardi, Maitê Schüür Bernardi, Malu Scüür Bernardi e Sabine Schüür, juntos para celebrar os seis aninhos de Malu Foto: Daniel Schüür / Divulgação
William Cardoso de Oliveira e Letícia Damin batizaram o pequeno Miguel Damin Cardoso de Oliveira Foto: Wéllington Damin / Divulgação

Pinceladas

Na próxima terça-feira, dia 17, as candidatas ao título de Rainha e Princesas da Festa da Uva, na companhia de Fabiana Koch e Michele Censi, têm encontro com Antonio Giacomin, na Galeria do artista. Na ocasião, elas conhecerão o trabalho do aquarelista e depois, brindam com coquetel preparado por Maria Beatriz Dal Pont e Carolina Dal Pont Branchi. Giacomin assina as pinturas que ilustrarão o avental dos trajes de vindimeiras das candidatas, que serão apresentados no dia 5 de dezembro, quando serão coroadas embaixatrizes, na Feira do Livro de Caxias do Sul.

Clique e confira outras edições da coluna social de João Pulita

Francis Cerutti Venturin, feliz da vida, brindou seu aniversário em encontro exclusivo, dia 10, no Boss Gastro Pub Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação
A hairstylist conhecida como a “Rainha das Loiras”, Jeliane Riediger foi o centro das atenções, terça-feira, pela passagem da data queridaFoto: Daniel Hendler / Divulgação

Ensolarado

Amanhã, o Espaço Laboratório da Casa Magnabosco, comandada por Pedro Horn Sehbe, que promove experiências de moda, será palco para o projeto Bazar Juntim, das criativas irmãs Vittoria e Isabella Bruzzetti. Nesta edição, a proposta será dedicada ao consumo consciente, com uma curadoria exclusiva de peças de segunda mão e a venda de sacolas retornáveis personalizadas. A função, que ocorrerá entre 9h30min e 18h30min, seguirá com todos os protocolos de biossegurança e distanciamento social sugeridos pelas autoridades de saúde.

 
 
 
 
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