Sociedade por João Pulita - Colunas do João Pulita - Sete Dias: agenda cultural, shows, exposições e mais
 
 

SOCIAL06/10/2020 | 06h10Atualizada em 06/10/2020 | 06h10

Sociedade por João Pulita

Veja a coluna social desta terça-feira!

Sociedade por João Pulita Melisa Boz / Divulgação/Divulgação
Romel Menezes Figueiredo, Theodora, Catharina e Priscila Camargo Figueiredo celebraram o primeiro aninho de Catharina, com direito a festa alusiva Foto: Melisa Boz / Divulgação / Divulgação

Banca

A presidente da Associação Criança Feliz, Liège Francisco, volta a conclamar a comunidade para participar do Bazar Mercado Feliz 2020. Nos dias 23 e 24 deste mês, entre 9h e 17h, o projeto ocupará a Sala de Teatro Professor Valentim Lazzarotto, no Centro de Cultura Ordovás. Nas datas, estarão em exposição roupas novas e seminovas, calçados, acessórios e itens de decoração que serão comercializados e, os valores arrecadados, revertidos em prol da instituição.

Clique e confira outras edições da coluna social de João Pulita

Gustavo Tavares Marramarco, Catarina Tondo Marramarco e Marilia Tondo Azambuja felizes, no último dia 26, quando batizavam Catarina Foto: Wellington Damin / Divulgação

Novo Ciclo

A personal trainer da Academia Shape e nutricionista, Arlete Zanardi, não deixou passar em branco a data querida. Ganhou reunião em clima de petit comité, no último sábado, ao vespertino, com as atenções dos amigos André, Solange e Carolina Andreazza, na histórica cantina da família. O encontro contou com a presença de amigos como Karen Panizzon, Lúcia Tomasi e o festejado artista plástico caxiense, Victor Hugo Porto.

Arlete Zanardi, sábado, quando comemorava a passagem da data queridaFoto: João Pulita
Solange Andreazza colaborou nas honras da recepção ao redor da amiga Arlete Zanardi Foto: João Pulita
O artista plástico Victor Hugo Porto também foi abraçar a aniversariante do sábado, Arlete Zanardi Foto: João Pulita

Apontamentos

Segue intensa a agenda das candidatas a Rainha e Princesas da Festa Nacional da Uva. Nesta terça-feira, dia 6, às 19h30min, as gurias aspirantes ao título têm encontro online com Renata Costa. A professora de história, assessora da Secretaria Municipal de Turismo e idealizadora do Projeto de Educação para o Turismo da mesma secretaria será o centro das atenções das 13 beldades, enquanto discorrerá sobre o tema “Roteiros Turísticos de Caxias do Sul”.

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Uma história em verso e prosa!

Luiza Horn IottiFoto: Fabio Grison / Divulgação

Dona de uma personalidade reverenciada pela inquietude, Luiza Horn Iotti, é também uma colecionadora de ideias fundamentadas em profundos estudos. Licenciada em História e especialista em História da América Latina pela UCS, mestre e doutora em História pela PUC-RS, foi professora concursada na UCS entre 1988 e 2020, onde desempenhou diversas funções administrativas e foi na sua gestão que o curso de História passou para o noturno e quadruplicou o número de alunos, permanecendo, até hoje, como uma das licenciaturas com a maior presença de acadêmicos. Intermediou, em 2001, a assinatura do convênio entre o Tribunal de Justiça do Estado e a UCS para a implantação do Centro Regional de Memória do Judiciário. Foi diretora do Instituto Memória Histórica e Cultural, Projeto Elementos Culturais das Antigas Colônias Italianas do RS, Programa de Investigação e Resgate da Imagem e do Som e Laboratório de Arqueologia. Autora de livros como; Imigração & colonização: legislação de 1747 a 1915; O olhar do poder: a imigração italiana no Rio Grande do Sul, de 1875 a 1914, através dos relatórios consulares; e, Imigração e poder: a palavra oficial sobre os imigrantes italianos no Rio Grande do Sul (1875-1914), Luiza, também foi uma das mais dedicadas diretoras da trajetória da Casa de Cultura Percy Vargas de Abreu e Lima. Confira o universo repleto de conteúdo da nossa personalidade do dia!

A de Alfazema: perfume que me leva à infância, que me acalma e ajuda a reequilibrar minhas energias.

B de Blade Runner: filme de 1982 que deixou marcas. Não só pela música e pela atuação de Rutger Hauer, como por levantar um questionamento sobre o direito à vida. Criar replicantes, androides “mais humanos que os humanos”, daria direito a matá-los?

C de Cem Anos de Solidão: com essa obra, de Gabriel Garcia Marques ingressei na literatura latino-americana. No livro tem frases lapidares, como essa: “o segredo de uma boa velhice é simplesmente um pacto honroso com a solidão”.

D de Depressão: o “demônio do meio-dia” (como Andrew Solomon designa a doença)  que me acompanhou ao longo dos anos.  E que, a partir de agora, estou começando uma nova fase, praticamente livre dele. 

E de Educação Patrimonial: como professora e historiadora (hoje, finalmente, é possível dizer isso, pois a profissão foi regulamentada) tenho um compromisso com a preservação do nosso Patrimônio Cultural. A educação patrimonial é o caminho para conscientização da necessidade de mantermos preservadas nossas raízes.

F de Família: meu porto seguro, a quem sempre recorro nos bons e nos maus momentos. Tenho um marido, Ronaldo Zirkel, carinhoso e compreensivo, que tem me aguentado há 14 anos. E, irmãos e sobrinhos que me fazem acreditar que a vida vale a pena.

G de Ginzburg: essa família é especial para mim. Carlo, historiador, reconstituiu o cotidiano e as ideias de um moleiro perseguido pela Inquisição, no livro “O queijo e os vermes”, iniciando uma nova maneira de se escrever a história. Sua mãe Natália retrata o cotidiano de uma família ítalo-judia e antifascista, em “Léxico familiar”.  Ao lê-lo, me identifiquei tanto que imaginei que ela estava contando a história da minha família.

H de História: meu sonho era cursar Arquitetura. Por ironia do destino e do vestibular, ingressei no curso de História com o propósito de ficar apenas um semestre. E ele passou a fazer parte da minha vida: primeiro como aluna, depois como professora.

I de Imigração Italiana: tema que pautou boa parte da minha vida acadêmica e sobre o qual tenho várias obras publicadas. No início fui reticente em adotá-lo como objeto de pesquisa, pois achava que já tinham publicado tudo sobre o assunto. Foi preciso tempo para reconhecer que a história permite que façamos diferentes perguntas ao passado, desvendando o rosto de novos personagens e revitalizando os estudos.

J de Juventino Dal Bó: professor responsável pelas minhas primeiras reflexões acerca da necessidade de se lutar por um mundo melhor. No início não gostava muito. Ia do Colégio Cristóvão de Mendoza até em casa chutando pedras e xingando: “o que eu quero saber se tem pobreza”, entre outros impropérios. Até hoje tenho guardados os textos que ele usava em aula. Tem minha admiração, meu carinho e meu respeito. 

K de Kafka: segundo o autor, deveríamos apenas “ler os livros que nos picam e que nos mordem. Se os livros que lemos não nos despertam como um murro no crânio, para que lê-los?” Metamorfose fez isso comigo: fui picada por ele.

L de Livros: companhia constante desde meus cinco anos, quando comecei a ler e ganhei a coleção completa do Monteiro Lobato. Sem esquecer, é claro, do Mundo da Criança, que tinha um volume só de contos, cuja leitura era um deleite.

M de Museu dos Capuchinhos do Rio Grande Do Sul: que esse ano completa 20 anos, sob a direção competente do Frei Celso Bordignon. Prestando um excelente trabalho em prol da preservação do nosso Patrimônio Cultural.

N de Núncia Santoro De Constantino (in memoriam): professora, amiga, colega, que orientou meus trabalhos no mestrado e no doutorado. Uma pessoa ímpar. Grande historiadora. Minha eterna musa inspiradora.

O de Olhar: expressão utilizada no título de dois dos meus livros. Segundo o filósofo, Nelson Brissac Peixoto “nunca a questão do olhar esteve tão no centro do debate e das sociedades contemporâneas”. Segundo o mesmo autor “um mundo onde tudo é produzido para ser visto, onde tudo se mostra ao olhar, coloca necessariamente o ver como problema”.

P de Praia: meu sonho de consumo: morar na praia; caminhar na areia; ouvir o som do mar; flanar, aproveitando um belo pôr do sol.

Q de Qualidade de Vida: esse ano foi decisivo para mim, tanto profissionalmente, quanto espiritualmente; resolvi largar um emprego de 32 anos em busca de novos desafios. 

R de Rua Alfredo Chaves: onde passei boa parte da minha infância e adolescência, convivendo, em especial, com minhas amigas Taisa Menegotto e Eveline Corsetti (in memoriam). Tenho excelentes lembranças dessa época. 

S de São Jorge: meu santo protetor, que, na minha leitura, representa a coragem e a resistência ao opressor. Qualidades que devem nos acompanhar pela vida. Tenho uma coleção de ícones que o retratam.

T de tia Maria Clari Frigeri Horn (in memoriam): responsável pela criação do Museu Municipal de Caxias do Sul, que hoje leva seu nome. Outra mulher incrível, que marcou minha história. De personalidade forte e marcante, nada permanecia igual por onde ela passava.

U de Urgente: é a necessidade nos engajarmos na luta pela preservação do nosso patrimônio, tanto o cultural, quanto o ambiental. 

V de Vila Leon: bairro de Caxias do Sul criado a partir da colônia do meu avô, Leon Iotti (in memoriam). O nome foi escolhido pelo meu pai, Silvestre Iotti (in memoriam), numa tentativa de associar o nome do Leon às vilas italianas e sua qualidade de vida. 

W de Wander Wildner: maior paixão do meu marido, que fez com que eu aprendesse a ouvi-lo e respeitá-lo. Ainda que eu já ouvisse suas músicas desde a época dos Replicantes.

X de Xadrez: nessa vida é indispensável saber jogar e mexer de forma o mais correta possível as peças do tabuleiro. 

Y de Yotti: cresci ouvindo da minha tia Cora Yotti Kunz (in memoriam) que a família tinha ascendência nobre, por isso o Y no sobrenome. Ela era feliz acreditando nisso e eu fui responsável por trazer a história à tona: era só um erro de grafia nos registros. Nosso Yotti sempre foi com I.

Z de Zoé Maria Horn Iotti (in memoriam), minha mãe, exemplo de mulher: batalhadora, inteligente, profissional exemplar, entre outras qualidades. Hoje resta a saudade dos seus conselhos, do seu abraço e do seu carinho.

 
 
 
 
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