Sociedade por João Pulita - Colunas do João Pulita - Sete Dias: agenda cultural, shows, exposições e mais
 
 

SOCIAL11/08/2020 | 06h10Atualizada em 11/08/2020 | 06h10

Sociedade por João Pulita

Veja a coluna social desta terça-feira!

Sociedade por João Pulita Bruna Fedatto / Divulgação/Divulgação
Juliane e Débora Rodrigues são as novas gestoras do Atelier do Doce, em Ana Rech Foto: Bruna Fedatto / Divulgação / Divulgação

Jardins

Carla Carlin agita o mês de agosto e resgata o projeto Colheita Tardia, em formato digital. A proposta, que se inicia nesta sexta-feira, dia 14, seguirá até o dia 18, pelo perfil no Instagram @colheita.tardia. Com um time de marcas autorais de amigos de Carla, o evento online chega em sua terceira edição com a participação do Estúdio de Beleza, de Gabriele Backendorf; Rachi Vanin, de Rachel Vanin De Zorzi; e as flores da Bothanica Etc Boutique Floral, de Clarissa Fuchs. A vitrine da Concept Store da ocasião levará assinatura de estilo pela consultora de imagem, Elisa Kuver.

Clique e confira outras edições da coluna social de João Pulita

Especialista em moda, Carolina Rigotto é uma das profissionais à frente da grife florense Rigotto de alfaiataria feminina, que comemora os 30 anos de atuação da marca Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação
Débora Tatiane da Silva Boeny homenageou seu pai, Orival Antonio da Silva (in memoriam), com sua graduação em Psicologia Clínica e Organizacional Foto: Grégory Borges / Divulgação

Texturas

Regiane Ramos De Carli, diretora criativa da grife NOIR, está as voltas com a coleção primavera/verão da marca. Desta vez, ela alinhava uma parceria com a designer de moda Paula Cardoso de Azevedo, criadora da SALL, marca autoral de vestuário em seda, algodão, lã e linho. As 40 peças ganham um glamour extra com a arte de Jane De Bhoni, que assinará os modelos com pinturas exclusivas. Regiane lança os looks neste segundo semestre assessorada pelo amigo Ricardo Machado, gerente de mercado do grupo Louis Vuiton Möet Hennessy. A exibição da coleção ocupará as Lojas Magnabosco.

Rodrigo Savichi Dalla Rosa e Luciane Camello Dalla Rosa em encontro intimista, com direito a efeitos pirotécnicos, revelaram aos familiares e amigos que esperam por Lorenzo Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação
Os cirurgiões dentistas Maurício Bisi e Celso Adami ladeiam os sócios, os protéticos Alisson Cabral e Marcelo Manetti, comemorando um ano de aniversário do laboratório de odontologia digital que eles comandam Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

Sinapses

Desde ontem, a psicóloga Joy Stedile, uma das diretoras do método Supera, de Caxias do Sul, comandado por Joselei Marcolin, realiza a Maratona do Cérebro Ativo. Todos os dias até sábado, 15, os participantes receberão atividades, desafios e conteúdos exclusivos sobre o cérebro e a ginástica cerebral. Hoje, o debate será com Joselei e um grupo de estudantes da UCS, sobre os desafios e as estratégias da aprendizagem remota. Já na quarta-feira, elas abordarão os desafios do novo normal, na quinta, Joy discorrerá sobre a ciência da felicidade e os benefícios da ginástica cerebral. Na sexta-feira, haverá uma noite dedicada a jogatina, com jogos pedagógicos e interativos. O sábado será reservado para um seminário online sobre habilidades cognitivas.

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Entre a razão que norteia o Direito e a emoção do feito à mão!

Tanara MallmannFoto: Rafael Sartor / Divulgação

A advogada Tanara Mallmann, filha de Renato Mallmann e Delma Ciotta, nascida em Caxias do Sul, sob o signo de Áries, revolucionou sua carreira e a maneira que conduz seus dias. Nos últimos anos tem experienciado um novo movimento profissional, transitando entre o Direito e expressar-se no fazer criativo como ceramista. Nesta nova função ela tem conquistado visibilidade e elogios. Conheça um pouco mais do que tem moldado o pensamento de Tanara!

O que sonhava ser profissionalmente na infância e o que se tornou? Não tenho lembrança de ter esse sonho na infância. Quando chegou o momento de escolher uma carreira procurei aliar o que gostava de fazer, estudar para uma carreira que pudesse trazer certa segurança. Escolhi o Direito. A advocacia é uma profissão muito bonita: a teoria processual é interessantíssima e o raciocínio jurídico, instigante. A prática, entretanto, é muito dura.

O que ocorreu nessa trajetória? Houve uma mudança da água para o vinho. Da razão para a emoção. Do raciocínio para a intuição. Muito estressada com a carreira jurídica e decepcionada com o dia a dia prático, procurei desenvolver habilidades manuais como forma de terapia. Encontrei a cerâmica e me apaixonei perdidamente. Desde aquele dia, nunca mais parei.

Há diferença entre o fazer da sua formação acadêmica e a atividade que escolheu para seguir? Enquanto que o Direito exige muito da razão, a cerâmica é mais emoção, e descobri nisso um equilíbrio. Assim, ainda mantenho uma restrita carta de clientes no Direito, mas a cada ano que passa me vejo dedicando mais e mais tempo ao que realmente gosto de fazer, que é “ceramicar”.

Qual é a sua história com o feito à mão? Acredito que eu tenha um dom para a habilidade manual, herdado dos meus pais: ele dentista, ou seja, trabalho minucioso com as mãos; e ela, formada em Belas Artes, foi professora de Educação Artística por uma vida inteira. Assim, cresci em um ambiente em que a arte e o trabalho manual sempre foram muito valorizados. Foi natural que tivesse interesse pelo tema, e por explorar os mais diversos materiais, exercitar a criatividade. Lembro dos meus pais, ainda casados à época, esculpindo quadros de madeira, com estecas específicas para tanto. Mesmo muito pequena, recordo de ter ficado encantada os olhando. Guardo esses quadros até hoje comigo.

Quais são as suas referências na área? Tenho duas, que são a Hideko Honma e a Kimi Nii. Ambas artistas plásticas, a Hideko é brasileira de origem japonesa, e a Kimi é japonesa radicada no Brasil. As duas produzem belíssimas peças em cerâmica e são referência para muitos que apreciam essa arte.

Busca estabelecer relações no seu trabalho com outras áreas, como design, arquitetura, arte? Sempre! O design é pensado todos os dias dentro do atelier. Na produção de uma peça cerâmica utilitária, para um restaurante, há a preocupação com a funcionalidade do objeto, para o que se destina a servir. Da mesma forma, quando a intenção é a produção de uma obra decorativa, há todo um estudo de concepção. Há também uma grande relação do meu trabalho com a arquitetura. No atelier produzimos peças que são encomendadas por arquitetos e designers de interiores. Atualmente, trabalho na concepção de uma linha de luminárias em cerâmica, juntamente com um grupo de arquitetos da Serra gaúcha.

Quais os seus trabalhos ou projetos preferidos? Amo todo e qualquer trabalho com a cerâmica, mas adoro os que me desafiam, os que exigem que eu pense diferente e crie soluções. 

Qual a importância, além da sustentabilidade, nesse fazer artístico? Toda a matéria prima é reutilizada. A argila excedente é reidratada e usada em outra, e, se já queimada, vira molde para as que serão produzidas, ou até dreno para vasos de plantas. Nada é descartado, reaproveitamos tudo.

Qual o maior desafio para quem desenvolve design autoral e em pequena escala? Acredito que seja mostrar para o público o seu trabalho. Nesse sentido, nos últimos anos temos contado com uma série de produtores culturais que buscam trazer visibilidade ao design autoral. Aqui em Caxias do Sul temos o Le Marché Chic, organizado pela incansável Luciana Alberti. Participo do projeto dela desde a primeira edição e foi um divisor de águas na minha carreira de ceramista.

Quais músicas não saem da sua playlist? Tenho um gosto musical muito eclético. Atualmente não canso de ouvir jazz. Em especial Miles Davis e Dave Brubeck. Todo o dia, toda hora!

Se pudesse voltar à vida na pele de outra pessoa, quem seria? Amyr Klink. Um exemplo de coragem, planejamento e equilíbrio perfeito entre força física e mental.

Gostaria de ter sabido antes... que as mudanças sempre vêm para melhor. Que não devemos temê-las.

Qual a passagem mais importante da tua biografia e que título teria se fosse publicada? Sem dúvida foi a mudança de profissão. “Porque fui fazer cerâmica” seria o título adequado e contaria com inúmeras críticas ao sistema, ao Poder Judiciário, Legislativo e Executivo. Tema que continua bem moderno, aliás. Infelizmente.

Reflexão de cabeceira? Dormirei com paz de espírito hoje? Se não, o que mexeu nessa paz e o que posso fazer, no dia seguinte, para readquiri-la?

Um hábito que não abre mão? Agradecer todos os dias a vida que levo e praticar algum exercício físico. A vida requer movimento, literalmente.

Qual sua dica para quem deseja se manter criativo durante a pandemia? Manter “a mente quieta, a espinha ereta, e o coração tranquilo” (Walter Franco). 

Quais são os seus planos para o futuro? Continuar com as mãos no barro!

 
 
 
 
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