Sociedade por João Pulita - Colunas do João Pulita - Sete Dias: agenda cultural, shows, exposições e mais
 
 

SOCIAL06/08/2020 | 06h10Atualizada em 06/08/2020 | 06h10

Sociedade por João Pulita

Veja a coluna social desta quinta-feira!

Sociedade por João Pulita Sheila Wiroski / Divulgação/Divulgação
Roberta Boscato discorre hoje sobre uvas e os conceitos da produção vitivinícola, em bate-papo com as candidatas da Festuva, compondo a agenda pré-concurso Foto: Sheila Wiroski / Divulgação / Divulgação

Laboratório

A engenheira agrônoma, enóloga e sommelier internacional, Roberta Boscato, conduzirá, hoje, às 19h30min, a agenda de compromissos online das candidatas ao título de Rainha e Princesas da Festa Nacional da Uva. Roberta abordará os conceitos básicos da produção de uva e elaboração de vinho, com foco na vindima de 2020, considerada a melhor safra das últimas décadas pela qualidade da colheita. Devido a pandemia do Coronavírus, a Festa Nacional da Uva foi transferida para fevereiro de 2022. O evento de escolha das soberanas será no dia 27 de março de 2021, durante a Festa das Colheitas, que será realizada de 5 a 28 de março. Já no dia 13, no mesmo horário, as gurias conversarão com a jornalista Tríssia Ordovás Sartori, editora-chefe do Pioneiro e da Gaúcha Serra.

Clique e confira outras edições da coluna social de João Pulita

Gabriel Linhares e Caroline De Zorzi à espera da chegada do primogênito Enrico De Zorzi LinharesFoto: Melisa Boz / Divulgação

Impactos

Carla Tomaz conversa hoje, em live, às 20h, com o gestor nacional da Tenco, Luís Felipe Salles, sobre a relação dos shoppings com lojistas. Acompanhe em @carlatomazconsultoria.

Isabella Brugalli Borghetti celebrando sua conquista do diploma em Comércio Internacional Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

B’Day

Ontem foi dia de aplaudir a passagem da data querida da designer de moda Rafaela Tomazzoni.

Vicente Zanella comemora hoje seus dez anos de vida, com os afagos de sua mãe, Niti LimaFoto: Victoria Ruzzarin / Divulgação

Novos Caminhos

A edição de hoje do projeto Liderança com Valores da ADCE Caxias do Sul, em formato online, ocorre às 19h30min. O convidado é o empresário e palestrante motivacional, Genilson Faoro, que discorrerá sobre o tema Como o amor e a espiritualidade podem tornar a sua vida feliz. A mediação terá a voz da executiva do Simplás, Daniela Camargo. A conversa abordará assuntos como a transformação pela qual estamos passando. A ideia é introduzir o amor e a espiritualidade como aprendizado. Para acompanhar, acesse @adcecaxiasdosul no Instagram. 

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O espírito combativo e sensível de Karen!

Karen DannenhauerFoto: Arquivo Pessoal / Divulgação

A publicitária caxiense Karen Dannenhauer, com DNA também profissional dos pais, Juarez Jorge Dannenhauer e Ana Maria Pontalti Dannenhauer, é casada com Márcio Schiavo, e dona de uma personalidade inquieta e criativa. Formada em Publicidade e Propaganda, pela UCS, com MBA em Marketing, pela FGV e pós-graduada em Ciências do Consumo Aplicadas, pela ESPM, atua há 20 anos na área, à frente da JJD, Proequipe Propaganda, empresa familiar com mais de quatro décadas, e agora é sócia-diretora da Love Comunicação. Em seu estrelado currículo contabiliza prêmios, como o reconhecimento da Associação Brasileira de Marketing Rural e já colaborou com grandes empresas locais e multinacionais no desenvolvimento de suas estratégias de comunicação e posicionamento de marca, também integrou o júri do Festival Mundial de Publicidade. Ariana raiz, como se define, Karen fala sobre seus prazeres e afazeres. Confira!

Qual sua lembrança mais remota da infância e que sabor te remete essa época? Os fins de tarde de domingo na casa dos meus avôs maternos, Arlindo Pontalti (in memoriam) e Zaira Pontalti. Reuníamos a família entre bergamoteiras e pés de caqui. A primeira coisa que fazíamos, meu irmão e eu, era correr até o fogão e “atacar” um galeto gelado - e assim sair espalhando nossas digitais pela casa toda. Até hoje o cheiro de sálvia desperta em mim essas lembranças, traz esse aconchego, esse carinho de vó.

Se pudesse voltar à vida na pele de outra pessoa, quem seria? Frida Kahlo, pela capacidade de transformar sua própria realidade em arte e de romper com o senso comum. Particularmente gosto de tudo aquilo que me permite perceber e sentir de uma forma diferente e, desde que conheci suas obras, muito antes dela se tornar esse símbolo da cultura pop, pude perceber a intensidade e o desconforto que havia por trás daquelas telas.

Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

Qual é a sua história com a publicidade, como começou e por que decidiu seguir por esse caminho? É uma relação que vem literalmente de berço. Minha infância foi entre as mesas de desenho, os papéis coloridos, as canetas nanquim, as letras7 e por aí vai. Participei de vários comerciais. Então câmeras, luzes e aquelas sequências inesgotáveis eram parte da minha realidade. A programação do sábado era ir com o meu pai à então TV Caxias – e sempre saía de lá presenteada com um LP da Xuxa. Com menos de dez anos, nas férias de verão, ia para a agência trabalhar como telefonista e cobrir as secretárias. Sempre fui expansiva, comunicativa, de pensamento rápido. Todos os testes de aptidão também me conferiam à esse status. Então nem diria que decidi seguir este caminho: nem mesmo cheguei a sair dele.

Gostaria de ter sabido antes... que antecipar problemas não é o mesmo que antecipar soluções. Teria evitado muitas dores de cabeça, de barriga e alguns cabelos brancos. 

Quais são as suas referências na área? Dentro da comunicação, admiro o pioneirismo da gaúcha Analisa de Medeiros Brum, que criou a Happy House, primeira agência 100% especializada em endomarketing do Brasil. Acompanho bastante a Martha Gabriel, uma das referências de marketing digital que temos no país. Além disso enalteço todos da “old school” da comunicação aqui da região, dentre os quais estão os meus pais, que foram precursores e abriram espaço para a nossa atividade.

Como lidar com bloqueios e se manter criativa na atual situação mundial? Eu diria que o maior cuidado é em não atingir o esgotamento mental. A falta da troca direta, faz com que a gente acabe buscando canais para direcionar essa energia. Particularmente já vinha há muito trabalhando no mínimo 12h por dia, mas com o isolamento isso tem se tornado ainda mais intenso, virando noites. Produzindo até que o corpo e a mente entram em esgotamento. Reconhecer o nosso limite se torna fundamental.

Busca estabelecer relações no seu trabalho com outras áreas, como design, arquitetura, arte? Entendo arte como tudo aquilo que me toca e que me desperta. Tenho um desejo muito forte e crescente em  escrever. Estou lutando com a minha falta de confiança e com a minha autocrítica – tenho esse comportamento padrão de ser meu primeiro algoz. Mas me sinto cada vez mais desperta. Quem sabe a gente ainda se encontre em outras páginas e minha voz se fortaleça nessa junção de vogais, consoantes e sentimentos também depositados no papel.

Com sua experiência, que conselho daria pra quem pensa entrar nesta carreira? Todo mundo que é criativo acredita que a publicidade é o caminho. Hoje, o conceito que defendo é em prol da inteligência coletiva. Ou seja, não tem mais o cara que só cria, que só faz texto, que só faz mídia, que só faz planejamento. Houve um movimento de desconstrução desses papéis, porque entendemos que é por meio dessa sinergia, dessa pluralidade empenhada em todas as fases do processo, que alcançamos os objetivos. A criatividade tem que ser estratégica, tem que dar resultado. Ela não é mais um discurso que se sustenta sozinho. Então, se você tem inquietude pelo saber, não se acomoda em processos e rotinas, trabalha bem sob pressão, sabe lidar com as críticas e tem a capacidade de se reinventar em uma velocidade incrível, pode ser que a publicidade seja o seu caminho. Outra coisa muito importante é não se deslumbrar com este universo, com o glamour e os investimentos nele contidos. É preciso ter os pés no chão e não se envaidecer com os reconhecimentos que surgirão pelo caminho. 

O que considera que são mitos da atividade publicitária? Tudo é muito cíclico. Agências ganham status por determinado período e depois acabam não se sustentando – e morrem na praia pela vaidade ou pela falta de seriedade. Por isso é um mito acreditar que você estará sempre no pico da onda. Outro ponto: clientes vão e vem. Ganhar e perder contas (e reconquistá-las ali na frente) é algo muito natural e geralmente não tem uma ligação direta com sua competência ou com a sua capacidade de gerar resultados. Então, acreditar que a relação cliente mais agência é eterna, é outra inverdade. O que não é um mito e que requer uma revisão por parte de todos que se sustentam dela, é que a publicidade pode ser uma arte ou um artifício e o que garante a sobrevivência dela enquanto atividade é a seriedade, a ética e o respeito de todos os envolvidos.

Recentemente publicou em sua rede social, a frase de Walcyr Carrasco: “O Instagram é uma narrativa. As pessoas criam uma ficção da própria vida. Sentem-se mais interessantes. Postar virou um vício.” Discorra: as redes sociais tornaram-se um espaço de faz de conta, uma espécie de país das maravilhas. Ali todos são felizes, bonitos, intelectualizados e extremamente posicionados. São os mesmos arquétipos pulando de story em story. O problema é que, em muitas situações, isso fica tão, mas tão longe da realidade, que esgota. E essas pessoas não se saciam sem essa vaidade de likes, de comentários, não aceitam postar uma realidade crua: tudo precisa passar por filtro. Eu sempre vou ser do time “por mais vida fora da tela”. E se for para postar, que seja de verdade. 

Quais são os seus planos para o futuro? Me reconheço como um ser em construção, em evolução. Isso tem diminuído as expectativas sobre mim mesma, incluindo a própria projeção de futuro. Sou uma pessoa em busca do meu propósito no mundo e tenho trabalhado pra tornar isso claro. 

Uma qualidade:  coragem, sempre. De recomeçar, de me olhar, de me permitir, de me aceitar.

Um defeito: sem freio e sem papas na língua!

A melhor invenção da humanidade? Qualquer forma de linguagem e de expressão. Somos seres sociais e coletivos, nos abastecemos das trocas.

Um hábito que não abre mão? De ler e de cozinhar, duas paixões capazes de sossegar essa minha mente inquieta.

Reflexão de cabeceira? Se faz sentir, faz sentido. E isso vale para tudo na vida.



 
 
 
 
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