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SOCIAL05/08/2020 | 06h10Atualizada em 05/08/2020 | 08h34

Sociedade por João Pulita

Veja a coluna social desta quarta-feira!

Sociedade por João Pulita Juliano Vicenzi / Divulgação/Divulgação
Mariele Alves Pulita e Luiza Colombo Dutra, em sintonia, selam parceria de talentos com novas ideias Foto: Juliano Vicenzi / Divulgação / Divulgação

Detalhes

A empresária, Luiza Colombo Dutra, e a designer, Mariele Alves Pulita, durante a temporada de isolamento social, conjugaram seus talentos, expertises e experiências em papelaria personalizada e estão superando os desafios com ideias criativas. Elas inovam na arte de criar produtos para aproximar as pessoas. Começaram com a criação de kits para presentes e festa, topos de bolos, caixas e materiais personalizados para presentear as pessoas que amam, sem sair de casa. As duas empresas, Armazém Paper e a Craft Momentos, pensaram em todas as maneiras para que seus clientes tivessem a tranquilidade de consumir com qualidade e facilitam para quem necessita dos serviços, com atendimento via plataforma online e até disponibilizam tele-entrega dos itens para celebrações.

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Aromas

Ronya Souto e Fabiana Cemin Venturin, que lançaram um espaço décor contemporâneo no início deste ano, estão entusiasmadas com a mais recente parceria. Elas acabam de selar talento com os diretores do mais famoso spa de Gramado, Luiz Carlos e Neusa Silveira, e apresentam uma inédita linha home da marca.

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B’day

Amanhã será o dia de celebrar a passagem da data querida dos leoninos sangue bom. Será a vez de transformar em centro das atenções os jovens empresários Guilherme Dambros Triches e Jordana Vergani.

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Função, forno e fogão!

Rubens Afonso PaizFoto: Marcelo Costa / Divulgação

O chef de cozinha, Rubens Afonso Paiz, filho de Álvaro Paiz e Isabel Cristina Camargo, nascido em Vacaria sob a égide do signo de Libra, faz história no segmento profissional em Caxias do Sul. Formado cozinheiro pela Escola de Hotelaria do Estoril, em Portugal, retornou à cidade onde atua, há cinco anos, na Sica Gastronomia. É casado com Flávia Machado com quem tem uma filha, Catarina, de três anos. Neste período de recesso social ele criou o projeto Rubens Paiz Comfort Food, no qual oferece uma experiência gastronômica no formato delivery. Conheça mais o que tempera os dias de Rubens!

O que tem sabor de infância? O cheiro de pão feito em casa. 

Ao lado de quem gostaria de ter sentado na época da escola? Do frei capuchinho Álvaro Morés, pela inteligência espiritual e conhecimento de vida.

Traço marcante de sua personalidade? Simplicidade e bom humor. 

Gostaria de ter sabido antes... ouça, sempre, os mais experientes!

Teve algum marco importante ou momento decisivo que influenciou a trajetória profissional? Sim, no ano de 2004 quando fui morar em Portugal. Ao retornar, ao lado da minha mãe Isabel, que também é chef de cozinha, decidi seguir os mesmo passos. 

Cozinhar é uma ciência? Sim, porém com emoção! 

Qual sua receita autoral mais famosa? Preparo um gratin de bacalhau com arroz negro e farofa de sálvia, que todos elogiam. 

Qual sua receita de sucesso? Bacalhau às natas. 

Um tempero de família: os que levam sálvia, cebola, louro e alho. 

Seu prato predileto: aqui entra a minha simplicidade: arroz, feijão e um bife acebolado. 

O Brasil na gastronomia é: diversidade e futuro.   

A comida do futuro será: tenho percebido um aumento da preocupação com a procedência de cada alimento. Então será um futuro de comida consciente.

Quem são os mestres na sua área? Henrique Fogaça, com quem  tive a oportunidade de trabalhar em uma de suas passagens por Caxias do Sul, em 2017, Gordon Ramsay e Alex Atala.

Ingrediente favorito: pimenta moída na hora.

O que é harmônico no sabor? Um exemplo de harmonização seria carne vermelha com vinho tinto, porém a harmonia pode ser muito pessoal. 

O que é antagônico no sabor? O antagonismo, pelo fato de estarmos em um mundo globalizado, não existe.

Um hábito que não abre mão? Cozinhar para família e amigos, com direito a mesa cheia, que me alegra.

O que significa ser um chef estrelado? Ter domínio do conhecimento, técnica e ousadia. 

Você tem fome de quê? Igualdade social e justiça.  

O que a gastronomia significa e como isso reflete na sua vida pessoal? A gastronomia é minha vida, meu cotidiano. Vivo disso. Durmo pensando no próximo cardápio e acordo com a lista de compras. Eventos, festas, comemorações em família e adivinhem quem cozinha? (risos) Isso me traz muita satisfação.       

Um talento que ninguém conhece: minha porção comediante (risos).

Com a situação atual do mundo, acredita que, como chef, estará mais preparado para desenvolver trabalhos voltados à coletividade? Não tenho dúvidas de que sim. Mesmo antes da pandemia, sempre trabalhei em prol da coletividade. No meu retorno a Caxias do Sul tive a oportunidade de atuar ao lado de pessoas que sempre me incentivaram ao trabalho voluntário. Um grande exemplo é o meu próprio gestor, Euclides Sirena, muito engajado com projetos sociais na cidade. Tive o privilégio de me tornar um membro da Associação dos Dirigentes Cristãos de Empresas de Caxias do Sul e colaborar com propostas filantrópicas. Acredito que a pandemia só trouxe à tona a importância da coletividade.

Um conselho para quem deseja ingressar na profissão: é saber que as coisas acontecem gradativamente com muito trabalho, estudo, entrega, prática e dedicação. Dica: ter amor e orgulho pelo que realiza.

O que fazer para se manter criativo em tempos de isolamento social? Manter a comunicação com as pessoas, não interromper leituras, pesquisas, tentar sempre olhar para frente e perceber novas perspectivas. A pandemia, por exemplo, me trouxe a oportunidade de criar o “Rubens Paiz Comfort Food”, meu projeto desenvolvido em meio aos desafios desse novo cotidiano.

O que tem feito para impactar o mundo e as pessoas de maneira positiva? Não compactuar com inverdades que contaminam e atrapalham o dia a dia das pessoas. Sou positivo, proativo e gentil. Acredito que isso já é de grande impacto.

De que maneira considera que o cenário atual está afetando o mercado da gastronomia? Percebo instabilidade com protocolos inconstantes. O setor gastronômico foi um dos primeiros a ser atingido. Com a quantidade de eventos cancelados e restaurantes fechados, fomos obrigados a nos ajustar aos tempos. Reinventar-se é o caminho.

Qual ou quais perspectivas vislumbra para os futuros profissionais da área? “Sangue na veia”, pré-disposição para enfrentar os desafios. Nessa profissão a exigência primordial é a superação e o foco.  

O que nunca alguém lhe perguntou e gostaria de ter respondido? Nunca fui questionado sobre a importância de ser pai, sobre a responsabilidade que nasce junto com a paternidade. Muitas vezes achamos que estamos ensinando os filhos, mas, na verdade, os nossos professores são eles. Ser pai é a maior realização da vida!

Filme para assistir inúmeras vezes: O Milagre da Cela 7, do diretor Mehmet Ada Öztekin. 

Quais músicas não saem da sua playlist? Na minha playlist toca de Edith Piaf à Cazuza. Escuto muita música clássica também, principalmente quando estou cozinhando. 

Uma mensagem aos leitores: tenham fome de empatia, de solidariedade, de fazer o bem e o prato estará completo!

 
 
 
 
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