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SOCIAL15/07/2020 | 06h10Atualizada em 15/07/2020 | 06h10

Sociedade por João Pulita

Veja a coluna social desta quarta-feira!

Sociedade por João Pulita Vanderlei José Borges / Divulgação/Divulgação
O fotógrafo Cristiano de Oliveira festeja nova fase e agora divide os dias com sua graduação em Psicologia Foto: Vanderlei José Borges / Divulgação / Divulgação

Divã

Conhecido fotógrafo da cena clubber caxiense Cristiano de Oliveira alça novos voos em sua carreira. Na última semana ele celebrou outra sonhada conquista com direito a confraternização intimista e familiar, tudo para comemorar o diploma de sua graduação em Psicologia com ênfase em clínica, organizacional e docência pela UCS. O encontro ocupou o Café de La Musique, do empresário Saulo Zanotto. A reunião contou com a presença do pai, Jaures Pereira, que foi ao jantar com Rosa Dacanal Pereira; a mãe, Noeli Carvalho de Oliveira; os manos, Daiane Vergani e Guilherme de Oliveira, e; os amigos da família, Renata Bettiol e Vanderlei Borges.

Clique e confira outras edições da coluna social de João Pulita

Doutoranda em Enfermagem, professora na UCS e coordenadora da pesquisa sobre Covid-19, Daiane Vergani e o caçula Guilherme de Oliveira, manos de Cristiano de Oliveira, nos festejos Foto: Vanderlei José Borges / Divulgação
A mãe de Cristiano de Oliveira, Noeli Carvalho de Oliveira, encheu de afagos o filho pelo feito acadêmico Foto: Vanderlei José Borges / Divulgação

Borbulhas

A Confraria do Champanhe da Serra Gaúcha brinda nesta quarta-feira seus 22 anos de fundação. Para celebrar a data a presidente e a vice-presidente do grupo, Neiva Nora e Tatiana Biffi, realizam um encontro virtual que promete a emoção de um afetuoso abraço. Para a comemoração as confreiras já receberam em seus endereços um kit composto de taças de cristal lapidadas personalizadas; um bolo de aniversário, além do espumante 130 Blanc de Blanc Casa Valduga, premiado este ano como melhor espumante do mundo do Vinalies Internationales, em Paris. A proposta é que cada confreira elabore seu jantar particular e durante a noite, por meio da mídia específica, celebre com todo o grupo composto por 70 integrantes. Muitos tins tins as esperam.

O pai de Cristiano de Oliveira, Jaures Pereira foi a recepção ao redor do filho na companhia de Rosa Dacanal Pereira Foto: Vanderlei José Borges / Divulgação

Do Bem

Tainey Schmitt Damas, gestora da UniCesumar, tem aproveitado o período de recesso social para mostrar que a solidariedade é disciplina obrigatória. Ela colocou o polo da cidade à disposição do projeto Corrente do Bem, promovido por Maurício Estorti, e está comercializando, até o início de agosto, 300 máscaras a R$ 10,00 cada. O valor arrecadado será revertido em alimentos que serão doados para famílias carentes do bairro Reolon. Além disso, Tainey aderiu à iniciativa da instituição voltada para a inclusão social. Trata-se da disponibilização, online e gratuita, do curso de português para imigrantes e refugiados. A capacitação facilitará a interação entre pessoas e grupos em diversos contextos e necessidades. 

Vanderlei José Borges, amigo da família, também foi abraçar o novo psicólogo caxiense Foto: Cristiano de Oliveira / Divulgação

Mercado

A jornalista caxiense, Cássia Carvalho, ao mesmo tempo em que está debruçada em um Mestrado em Marketing pela Universidade de Aveiro, em Portugal, discorrerá, nesta sexta-feira, dia 17, sobre sua área de estudo e pesquisa. O bate-papo, que ocorrerá às 19h30min, contará com a participação da administradora porto-alegrense Silvana Filippini. Juntas, falarão sobre estratégias de marketing que auxiliam no crescimento de oportunidades. A live intitulada “Como o Marketing se Relaciona com o Comercial” poderá ser conferida, na data e horário mencionados acima, no perfil no Instagram @cassialiandra.

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A força é a expressão na arte de Tere Finger!

Tere Finger Foto: Luizinho Bebber / Divulgação

Terezinha Finger Fiorio, conhecida pela assinatura criativa e autoral de Tere Finger, a filha de Ary Finger e Luiza Mambrini Finger (in memoriam) é um talento imensurável nas artes plásticas do Rio Grande do Sul. Suas obras estão espalhadas pelo mundo e tem em seu fã clube a atriz Cássia Kiss Magro, que em sua recente passagem pela região levou diversas obras de Tere para casa. Nascida em Flores da Cunha, Tere é casada com Paulo Fiorio, com quem tem um filho, César Finger Fiorio. Formada em Artes Visuais, nossa personagem de hoje é movida pelo talento e gratidão. Para quem desejar conhecer um pouco mais, ela estará, em breve, com suas pinturas viscerais, no projeto @reuse.rs, uma plataforma ainda inédita que comercializará obras de arte e peças piloto de design! 

Que conexão lúdica faz com a infância? Toda criança precisa brincar, eu adorava brincar nas árvores e jogar futebol, amarelinha, andar de carrinho de lomba, de boneca, de casinha. Cresci em Flores da Cunha, onde as ruas eram espaços de encontros e brincávamos livremente. O campo de relações que tinha era por toda a cidade e eu, muito moleque, conhecia todas as ruas, foi assim que me conectei com o mundo exterior e comecei a entender o meu interior. Minha mãe dizia que eu brinquei de boneca até os 14 anos. À noite buscava por vagalumes e meus irmãos precisavam ir atrás de mim quando escurecia. Procuro não esquecer da minha criança interior.

Ao lado de quem gostaria de ter sentado na época da escola? Nos meus primeiros anos de escola não gostava muito de frequentar, chorava na hora de ir, o que era um problema para meus pais. Preferia que um dos meus irmãos fosse comigo. Com o tempo fui me acostumando e ia sozinha, me sentia segura com a presença dos meus colegas. Hoje escolheria qualquer um deles que fizeram a diferença em minha vida escolar.

A melhor invenção da humanidade? São duas: a penicilina e o GPS.

Com que mensagem encara o mundo? Que gentileza gera gentileza.

Gostaria de ter sabido antes... que para não sentir medo, temos que nos apropriar dele. 

Frase máxima: “Tudo o que amamos profundamente se converte em parte de nós mesmos.” Helen Keller

O que mais respeita no ser humano? As diferenças.

Qual palavra mais bonita da língua portuguesa? Gratidão.

Qual a passagem mais importante da tua biografia e que título teria se fosse uma obra? Muitas passagens importantes fazem parte da minha biografia. Mas, essa em especial fez com que, sem medo, recomeçasse meu processo criativo. No dia em que minha cunhada partiu, decidi que nunca mais deixaria de fazer o que eu mais gosto. O nome da obra seria “Presença ausente”.

Livro de cabeceira? A Bíblia e “Quando Nietzsche Chorou”, do escritor Irvin D. Yalom.

Se tivesse vindo ao mundo com uma bula ou uma legenda, o que conteria nela? Não fale sem pensar, ouça mais, perdoe mais e coma menos doces.

Um hábito que não abre mão? Rezar antes de dormir.

O que fazer para se manter criativa em tempos de isolamento social? Penso que não existe uma receita. Mas escolhi sair da rotina, buscar fazer o que gosto, novas possibilidades, ouvir mais a natureza, assistir boas lives sobre assuntos diversos, meditar e ler. Resolvi participar de um grupo de desenho em tempos de confinamento com as artistas visuais Márcia Pastori e Adalgisa Costa. Recomendo!

Quem são suas influências em relação as artes visuais e como você começou a criar? As referências já começaram na infância, eu lembro do Gênios da Pintura que meus pais colecionavam. Eram livros vendidos em bancas de jornais. Não tinha preferência, mas gostava de Van Gogh. Comecei a criar aos sete anos quando minha mãe me colocou em um curso com a professora Tânia Oliboni Mascarello, na Escola São José. Lembro do meu primeiro desenho, um coelho azul com os olhos estrábicos. Todos riram e quando cheguei em casa minha mãe elogiou, fiquei tranquila e jamais esquecerei.

O que considera essencial para quem pretende estudar e se especializar em arte? Primeiro ser apaixonado pela arte de criar, ter espírito de curiosidade e investigativo, ter paciência, força de vontade e trabalhar muito.

Quais são seus projetos para o futuro? Está trabalhando em algo? Sim, trabalho todo dia. Primeiro para preencher e satisfazer o meu presente, o dia de hoje. Para o futuro, penso que a medida que se concretiza o presente ele vai acontecendo, sempre em busca de novas possibilidades e novas histórias que venham a tona. Estou trabalhando em uma pesquisa aplicando o vinho em estado de fermentação sobre diversos materiais e como age o mofo em diversos suportes. Isso serve para o agora e o futuro.

Com a situação atual do mundo, acredita que, como artista, estará preparada para desenvolver trabalhos voltados à coletividade? Acho que nunca estamos totalmente preparados para as novas realidades, mas, com certeza com essa estamos aprendendo que o que importa é a vida. Não somos nada sem a presença do outro. Precisamos sim, desenvolver trabalhos voltados ao coletivo, pois necessitamos um do outro para formar uma sociedade saudável. A coletividade é a essência da sociedade, ela permite promover dignidade. E é isso que acredito.

O que tem feito para impactar o mundo e as pessoas de maneira positiva? Estou tentando passar uma mensagem de amor e solidariedade por meio de tudo que realizo. Falar de coisas que realmente promovam a diferença, que sejam importantes e expressem minha preocupação. Nos meus trabalhos tento repassar o que sinto para que o espectador também possa se sensibilizar. Nunca fui muito boa para escrever, por isso, a pintura é como me expresso.

Como interpreta a função da arte na sua vida e de seus admiradores? Ela me completa. Ajuda a sentir-me viva. É capaz de compreender meu eu interior. Ou seja, o que sempre falo: ela limpa o meu container. Quanto aos que admiram meu trabalho, penso que minha arte os questiona pelo fato de ser um trabalho que emociona. Gosto de dialogar com o observador, de fazer ele participar da obra, de ficar incomodado para buscar respostas dentro de si.

Como enxerga a cena de arte contemporânea no Brasil? Vejo a arte contemporânea brasileira buscando cada vez mais sua própria linguagem e espaço, procurando se encaixar nas afinidades globais.

O que a arte significa e como reflete na sua vida pessoal? Hoje a arte me completa. É alimento para mim. Preciso dela todos os dias. Sou movida por novos projetos, novas possibilidades, novos questionamentos. A arte reflete na nossa vida em todos os sentidos, principalmente o emocional. Me sinto plena quando estou criando. Com certeza a minha vida pessoal se tornou melhor. Quando se faz o que se gosta tudo fica bem. 



 
 
 
 
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