Sociedade por João Pulita - Colunas do João Pulita - Sete Dias: agenda cultural, shows, exposições e mais
 
 

SOCIAL14/07/2020 | 06h10Atualizada em 14/07/2020 | 14h37

Sociedade por João Pulita

Veja a coluna social desta terça-feira!

Sociedade por João Pulita Karen Panizzon / Divulgação/Divulgação
Sílvio e Paula Viezzer trabalharam com dedicação extra para consolidar o sucesso de mais uma edição da Noite das Sopas, na cozinha da Ajuris, para o Mão Amiga Foto: Karen Panizzon / Divulgação / Divulgação

Termômetro

A Noite das Sopas, na sua casa, em benefício ao Mão Amiga, ocorreu na última sexta-feira e contou com o apoio da comunidade. O projeto teve até trilha com uma live musical na voz de Paola Delazzeri e o piano de Gabriel Lopes. O menu apresentou Minestra di Formaggio de la Nonna, patrocinada pelos Postos SIM; Crema di Zucca com Calabresa, pilotada pela Ajuris; Capeletti in brodo Giuseppe, preparada pelo staff do Super Andreazza e Quanta Propaganda; Crema di Aipim com Gamberetti, organizado pelo Sicredi, e; Minestrone Tradizionale, do chef Vicente Perini Filho, do Q Restaurante. O brownie do Fica Café, foi a sobremesa da ocasião. 

Clique e confira outras edições da coluna social de João Pulita

Maximiliano e Rosane Pulita, em família, sintonizados com a proposta gastronômica e filantrópica Noite das Sopas Foto: João Pulita
As amigas Karine Gomes e Gabriela Kehl conjugaram parceria para apoiar a Noite das Sopas, em benefício do Projeto Mão Amiga Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

Pauta

A jornalista e consultora de moda, Gloria Kalil protagonizará, amanhã, uma live sobre tendências e comportamento durante e pós-pandemia. O bate-papo ao vivo, que ocorrerá às 19h, inaugura o projeto Anselmi TV, no perfil da marca no Instagram @anselmi.

Melissa Bueno, Viviane Barbosa e Melissa Pizzetti também colaboraram com a Noite das Sopas em prol do Projeto Mão Amiga Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação
Os namorados Lucas Kehl de Barros e Giorgia Bortoluzzi estiveram ao sabor do projeto filantrópico Noite das Sopas Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

Conexões

Os professores dos cursos de Moda e Artes Visuais da Universidade de Caxias do Sul, Bernardete Venzon e Sergio Lopes armam uma live, amanhã, às 19h30min. O projeto da dupla lança luz sobre o tema “A Moda Dialoga com a Arte”. A proposta, que integra os acadêmicos do Campus 8, também servirá para evidenciar o encerramento do semestre. Interessados em acompanhar este encontro de talentos deverão acessar os perfis no Instagram @bethvenzon e @sergiolopesart.

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Nas trilhas do mundo, um movimento atento e forte!

Jorge Alexander Rocha Netto Foto: Alesi Ditadi / Divulgação

O jovem caxiense Jorge Alexander Rocha Netto, filho de Jorge e Tatiana Rocha Netto, formado em Relações Internacionais, atualmente é analista em uma instituição pública de pesquisas estatísticas. Com a música no DNA, legado do pai, conhecido DJ profissional, nosso personagem do dia embala a vida com um repertório intenso graças também a sua veia criativa e inquieta. Seu pensamento é pautado no interesse pelo movimento da humanidade. Conheça mais a alma original deste aquariano de espírito revolucionário!

Qual sua lembrança mais remota da infância e que sabor te remete essa época? Lembro-me de meu primeiro dia de aula, com a imagem de meus avós Mario e Enira Rocha Netto (in memoriam) me conduzindo pelo pátio do colégio até a sala de aula. Já o sabor daquela época está associado a minha avó materna, Wilma Perozzo (in memoriam), que fazia o melhor estrogonofe do mundo.

Qual a passagem mais importante da tua biografia e que título teria se fosse publicada? Minha graduação em Relações Internacionais foi um capítulo importante. Aprendi lições sobre o mundo e o lugar que ocupo nele. O título levaria isso em conta, teria que haver um jogo de palavras entre o individual e o coletivo. E ela falaria sobre um cara que se enxerga como habitante de um planeta inteiro. 

Se pudesse voltar à vida na pele de outra pessoa, quem seria? Um anônimo na cidade de Nova York dos anos 1970. Não lamento épocas que se foram, mas essa foi especial porque o auge da música disco e os primórdios das cenas punk e hip hop aconteciam ao mesmo tempo naquele ambiente. 

Gostaria de ter sabido antes... que algumas de nossas escolhas são menos racionais do que supomos. Mas isso é algo que só o tempo ensina, então não seria possível saber disso antes de ter vivido e aprendido. 

Qual é a sua história com a música? Sou da geração MTV. Meu interesse por música é indissociável das paradas de top hits dos anos 1990/2000. Mas há um lado B, das raves que frequentei durante a adolescência e das primeiras festas dedicadas à música eletrônica na cidade. Com o passar do tempo, este acabaria se tornando meu lado A. Existe também uma influência roqueira, sempre presente por conta de amigos próximos. São os três eixos principais em que transito, mas gosto de diversos gêneros e procuro me manter aberto a novas sonoridades. Hoje acordei ouvindo Elis Regina. Amanhã talvez acorde ouvindo Jay-Z.

Como define a sua relação com a música a partir do trabalho pioneiro do teu pai? Meu pai influenciou meu gosto musical como um guia, livre de imposições. Foi ele que me apresentou alguns de meus artistas e álbuns favoritos. É curioso lembrar que durante a infância eu tinha dificuldade em explicar para os meus amigos o que era um DJ e no que consistia seu trabalho. Hoje, qualquer criança sabe.

Como desenvolve sua atuação como DJ? Minha primeira discotecagem ocorreu em 2006, em uma festa à fantasia. Me caracterizei como Tony Manero (o personagem de John Travolta nos Embalos de Sábado à Noite). A playlist foi uma salada de frutas, bem despretensiosa. Passados quase quinze anos, guardo uma quantia considerável de festas e eventos na bagagem, mas minha atuação como DJ sempre foi um hobby. Embora tenha recebido incentivos para investir na atividade, ela nunca foi uma aspiração profissional de fato. Gosto de tocar música pra me divertir.

Quais são as suas referências na área da música? A lista nunca para de crescer, mas há os clássicos como Fernanda Abreu, Depeche Mode, Bowie, Madonna, Larry Levan, DJ Hell, Jamiroquai, Rita Lee, Soulwax. Esta última foi a banda/projeto que abriu minha mente sobre o quão limitante é agarrar-se a rótulos musicais. É uma lição que tento aplicar em tudo.

Como lidar com bloqueios e se manter criativo na atual situação mundial? Buscar novidades e inspirações é importante, mas um momento diário de contemplação também é. Ainda não considero saudável ou ideal o tempo que passo diante do computador e celular. Tenho tentado diminuir. Sou ligado em tecnologia, mas penso que precisamos bloquear mais as telas para processar melhor os estímulos que recebemos. 

Quais são os seus planos para o futuro? Planejo aprofundar meu envolvimento com o setor público. Retomei os estudos em minha área de formação visando esse objetivo. E também pretendo seguir curtindo e dançando pela vida afora, certamente. Essa atividade é essencial.

Como vê o Brasil de hoje, qual seria a música tema para este cenário? É um país fraturado e envergonhado de si. O clima de polarização nos adoeceu e conferiu poder a grupos que incentivam a ignorância, com uma linguagem populista de confronto e violência. Temos um quadro perigoso que impede a construção de um país mais justo e civilizado. Recorro a Vaca Profana, composição de Caetano Veloso e sucesso na voz de Gal Costa, não exatamente como música tema, mas como antídoto ao atual cenário: “Pra fora e acima da manada”.

Qual canção mais reverbera dentro de ti? Inner City – Good Life é um clássico que nunca sai da minha playlist. A batida, o grave, a letra. Tudo é simples e contagiante. Ela sintetiza um estado de espírito que tem a ver comigo e contém uma mensagem na qual acredito.

Música boa é aquela que: te transmite qualquer tipo de sensação: euforia, introspecção, raiva, ternura, dor, lascividade. Penso que é possível mensurar qualidade musical em termos objetivos e em contextos específicos, mas, no fim das contas, quem decide o que é música boa é o indivíduo que está escutando.

Uma qualidade: sou um bom ouvinte.

Um defeito: procrastino demais e deixo tarefas inacabadas.

Uma palavra chave: educação.

A melhor invenção da humanidade? Música, é claro. Ela nos aproxima como poucas outras coisas.

Reflexão de cabeceira? O que aprendi hoje?

Um hábito que não abre mão? Leitura ao ar livre.

Quem é o grande ícone da música? Qual sua grande obra e por quê? Considero ícones todos os artistas que inovaram e revolucionaram a maneira de fazer música. Suas obras não são álbuns. O que veio depois deles, seus legados, são suas grandes obras. 

A grande música de todos os tempos e por quê? Não sei se é a grande música de todos os tempos, mas tem algo muito poderoso em Tiny Dancer, do Elton John. Ao escutá-la penso em pessoas que amo e quero bem. E me sinto bem.



 
 
 
 
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