Sociedade por João Pulita - Colunas do João Pulita - Sete Dias: agenda cultural, shows, exposições e mais
 
 

SOCIAL09/07/2020 | 06h10Atualizada em 09/07/2020 | 07h29

Sociedade por João Pulita

Veja a coluna social desta quinta-feira!

Sociedade por João Pulita Leandra Romani/
Mário Cézar Müller Rosler e Aline Brito Rosler comemoram durante este mês os 25 anos de união Foto: Leandra Romani

Debut

As debutantes do ano do Recreio da Juventude serão protagonistas de mais uma série atividades virtuais que integram a programação pré-debut. Hoje, o casal vice-presidente social, Marcelo e Michele Nora, e o casal presidente executivo, Paulo Henrique e Paula Marchioro, promoverão uma Caça aos Prêmios. De 15 a 18 de julho as garotas participarão de uma gincana com desafios diários. A vencedora dessa etapa será condecorada no dia 22. O Baile que estava programado para o dia 28 de novembro foi adiado devido as eleições municipais que coincidiriam com a data. A noite de gala foi transferida para o dia 5 de dezembro, nos salões da Sede Social.

Clique e confira outras edições da coluna social de João Pulita

O artista plástico Antonio Giacomin levará uma série de obras para os domínios fashionistas de Regina Bellini Foto: Felipe Soares / Divulgação

Talento

O artista plástico Antonio Giacomin levará suas aquarelas para o espaço de moda da fashionista Regina Bellini. A partir da próxima semana, as obras que revelam as diversas fases e temáticas do artista, que já contabiliza 40 anos de carreira, poderão ser conferidas na boutique. Reconhecido como um dos principais nomes na produção de aquarelas, Giacomin desenvolve workshops, oficinas criativas e palestras. Tem cinco livros publicados, o mais recente, em 2019, intitulado Ilustrações da Vida, Cores da Infância, com suas memórias.

O presidente executivo do Recreio Cruzeiro, Luis Carlos Suzin, debruçado na programação social e recreativa da agremiação seguindo recomendações e protocolos Foto: Andreia Copini / Divulgação
Carla e Luana Xavier de Lima, em tempos de pandemia, aumentam a produção de doces finos e decorados Foto: Lucas Dall Agnol / Divulgação
O designer de moda Leonardo Ziliotto será o centro das atenções das candidatas ao título de Rainha e Princesas da Festa da Uva 2022Foto: Rodrigo Lermen / Divulgação
No detalhe: o mimo que Leonardo ofertou para as aspirantes a Rainha e Princesas da Festa da Uva Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

Festuva

As candidatas ao concurso de Rainha e Princesas da Festa Nacional da Uva seguem com uma agenda intensa. As próximas palestras realizadas pelo Zoom, sempre às 19h30min, já têm data. Hoje, o mestre em História e Coordenador do Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, Mário Tomazzoni, bate um papo com as gurias sobre a História da Festa da Uva. No dia 16, a pauta será o Museu de Território de Galópolis – Um Projeto Pioneiro no Brasil, com o jornalista e escritor Charles Tonet. O designer Leonardo Ziliotto, da D’italy, discorrerá sobre o tema Era Uma Vez - A História que você sonhou, dia 23. As atividades são coordenadas pela vice-diretora da Comissão Social, Michele Censi.

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O conhecimento do feminino!

Cristine TedescoFoto: Luciana Corso Galiotto / Divulgação

Natural de Guabiju, a escritora Cristine Tedesco, 33 anos, filha de Jovino e Ines Tedesco, doutora em História pela UFRGS, com notável passagem pela Università Ca’ Foscari de Veneza, é mestra também em História pela Universidade Federal de Pelotas e licenciada em História pela UCS. Em 2010, recebeu o prêmio Jovens Pesquisadores da área de Ciências Humanas na UCS. Atualmente investiga e analisa o protagonismo feminino nas artes no período entre os séculos XV e XVII, na península italiana, em especial, a trajetória de vida, a obra da pintora Artemisia Gentileschi (1593-1654) e seu legado para a História da Arte e da Pintura, que foi transformado em livro e publicado no primeiro semestre deste ano. Passeie pelo dicionário cult desta talentosa pesquisadora radicada em Bento Gonçalves!

A de Artemisia Gentileschi (1593-1654): pintora que atuou entre as cortes mais prestigiadas da Europa do século 17, conquistou fama e reconhecimento por suas obras de efeitos cromáticos, uso de luzes e sombras, destacada habilidade em representações de figuras femininas desnudadas ou vestidas com as mais sofisticadas roupagens de sua época. 

B de Beleza: não apenas das formas visíveis, mas principalmente a das virtudes humanas como a sabedoria e a justiça. 

C de Cultura visual: imagens que nos atravessam, nos impactam positiva ou negativamente, nos oportunizam experiências que podem ir do êxtase ao repúdio. É aí que acontece a reflexão e o pensar sobre si mesmo e o outro.

D de Da Vinci: Leonardo da Vinci acreditava que o pintor deveria deixar algo para o espectador adivinhar. Isso ajuda a entender porque imagens que já foram muito estudas por historiadores e filósofos continuam exercendo fascínio sobre nós. Talvez porque há sempre a possibilidade de um novo olhar, uma nova interpretação sobre a obra de arte. 

E de Elisabetta Sirani (1638-1665): pintora de Bolonha que produziu obras de gêneros como retrato, temas da mitologia e bíblicos, encomendados por distintos públicos, inclusive para altares. Conhecida como a primeira artista a estabelecer uma Academia de Desenho para um público feminino, em pleno século 17.

F de Fede Galizia (1578-1630): pintora que atuou entre os períodos renascentista e barroco. Considerada uma das fundadoras do gênero natureza-morta. Uma de suas obras mais conhecidas é “Judite e Holofernes”, na qual a pintora se autorretratou na imponente figura feminina da tradição veterotestamentária. 

G de Genialidade: conceito que em geral os historiadores evitam usar. Buscamos explicar como artistas e intelectuais desenvolvem técnicas e ideias novas, ora em diálogo, ora em confronto com a cultura da época em que viveram.

H de História: área do conhecimento imprescindível para preservação da memória e da cultura. Gosto de lembrar da frase do Peter Burke “a função do historiador é lembrar a sociedade daquilo que ela quer esquecer”.

I de intolerância: podemos permitir que o intolerante seja tolerado?

J de Judith Leyster (1609-1660): pintora que alcançou status de mestra na guilda da cidade de Haarlem, atual Holanda. No início da década de 1630 produziu um autorretrato no ato de pintar um músico, gênero pelo qual tornou-se famosa. O músico é retratado tocando seu instrumento enquanto a pintora interrompe suas pinceladas para encarar o espectador.

K de Kauffmann, Angelica (1741-1807): pintora suíça do período neoclássico. Atuou na Itália e na Inglaterra, foi aceita como membro da Academia de São Lucas, em Roma, além de ter sido uma das fundadoras da Academia Real, em Londres. Esteve inserida entre colecionadores e intelectuais de grande relevância da época em que viveu.

L de Liberdade: que as pessoas possam usufruir da liberdade política, liberdade de pensamento, liberdade para o usos de seus corpos e de suas ideias, contribuindo para a defesa dos sistemas democráticos, tão atacados nesse início do século 21.

M de Marielle Franco: quem mandou matar a socióloga e vereadora?

N de Nike de Samotrácia: figura feminina de extasiante beleza, produzida em mármore. Está posicionada sobre um barco, nas escadarias monumentais do Museu do Louvre. A imagem alada combina coragem, caráter aventureiro e livre, representando a personificação da vitória. 

O de ouvir: vivemos um tempo em que todos estão sempre prontos para julgar. Talvez pudéssemos ouvir mais as necessidades e anseios uns dos outros.

P de Properzia de Rossi (1490-1530): escultora de Bolonha que alcançou sucesso em prestígio em vida. Tornou-se conhecida por suas esculturas em mármore e, principalmente, em superfícies muitos pequenas, como o brasão da família Grassi, ornamentado com onze esculturas em caroços de pêssego e ameixa, nos quais esculpiu apóstolos e santas.

Q de questionamento: será que a partir da pandemia COVID-19 as pessoas irão pensar mais no outro, ter empatia pelas situações que acontecem com os menos privilegiados? Ou apenas ostentarão suas máscaras com pedras preciosas incrustadas?

R de Rosalba Carriera (1675-1757): pintora veneziana reconhecida por sua grande habilidade na representação de tecidos, esfumaturas, rendas, casacos de pele, joias e penteados refinados do sofisticado período rococó.  Foi admitida na Academia de São Lucas, em Roma, e na Academia Real da França. 

S de Sofonisba Anguissola (1535-1625): pintora de Cremona que atuou na corte de Felipe II da Espanha a convite do rei, o que lhe trouxe fama internacional. Reconhecida por sua habilidade em iluminar rostos para suavizar linhas de expressão. Produziu diversos retratos da família real e autorretratos exaltando a arte, os livros, os instrumentos musicais, entre outros elementos de sua vida como estudante da cultura.

T de totalitarismo: conceito utilizado para designar sistema políticos autoritários. Busca sustentação no exercício do poder em diferentes esferas da sociedade, defende partido único e aparatos repressivos visando obediência civil e controle das ideias.

U de usurpar: observamos a usurpação do poder por parte de alguns políticos que acreditam no controle social e na perseguição à liberdade de pensamento.

V de violência contra as mulheres: a agressividade contra as mulheres, seja física, moral, sexual, psicológica, patrimonial, etc. está presente na chamada longa duração da história da humanidade, dos mitos fundadores das sociedades ocidentais aos dias atuais e se apresenta em todas as camadas sociais. Brasil é um dos países do mundo que mais mata suas mulheres.

W de Wall: muro ou parede na língua inglesa. Acredito que uma das funções mais importante do conhecimento seja oportunizar diálogos e discussões que possam derrubar os muros da ignorância e do preconceito. A pergunta que fica é: como dialogar com quem pensa muito diferente de nós? 

X de xenofobia: palavra que faz referência ao ódio, repúdio e hostilidade em relação aos estrangeiros. Também observada como preconceito em relação a grupos étnicos e culturas diferentes. Quem pratica xenofobia não percebe que somos todos estrangeiros, inclusive as obras de arte, imagens que ressurgem de outras épocas para nos assombrar, para nos lembrar de tudo o que ainda não superamos.

Y de YYZ: composição instrumental da banda Rush, grupo canadense de rock progressivo. YYZ também é o código de aviação do Aeroporto Internacional de Toronto. A base rítmica da música é fundamentada na ideia das emoções e lamentações das despedidas. 

Z de Zygmunt Bauman: sociólogo que escreveu sobre a efemeridade e a fluidez das relações, destacando a dificuldade de construir a integração entre as pessoas. Quem sabe não seria a arte uma possibilidade de diálogo? Uma oportunidade para nos enxergarmos no outro.


 
 
 
 
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