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SOCIAL08/07/2020 | 06h10Atualizada em 08/07/2020 | 06h10

Sociedade por João Pulita

Veja a coluna social desta quarta-feira!

Sociedade por João Pulita Juliano Vicenzi / Divulgação/Divulgação
A presidente e o vice-presidente da Associação Sala de Arquitetos, Gabriela Meletti e André Rigoni, projetam novidade online e ações sociais com assinatura da entidade Foto: Juliano Vicenzi / Divulgação / Divulgação

Clique e confira outras edições da coluna social de João Pulita

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Com reuniões online, a presidente e o vice-presidente da Associação Sala de Arquitetos, Gabriela Meletti e André Rigoni, e o time que elenca a entidade decidiram lançar a primeira edição do Magazine Sala de Arquitetos - edição renovada da tradicional revista - no início de agosto, com 23 editorias, em um lançamento virtual. Ao mesmo tempo, o grupo realiza ações sociais e, neste momento, cuidam de um projeto para a Sala Margarida, na Delegacia da Mulher, que acolhe mulheres e filhos no momento da denúncia. Engataram também uma ação voluntária para o Recanto da Compaixão Frei Salvador, projeto para um lar de idosos que ficará sob direção da instituição Mão Amiga após o término da obra. Os arquitetos que compõem a diretoria neste ano assinarão o projeto de interiores da Recepção do Recanto. Arquitetos associados do Sala bem como arquitetos da cidade assinarão os interiores dos demais ambientes.

A personal trainer Madalena Becker, coordenadora do setor de ginástica do Clube Juvenil, é uma das mentoras da 1ª Run - Corrida Virtual, que ocorrerá dia 2 de agosto, em prol da Associação Criança Feliz Foto: Miguel dos Reis / Divulgação
Leonardo Leite, feliz da vida pela sua graduação em Administração pela UCS Foto: Daniela Radavelli / Divulgação
Lucas Thimmig Diel foi empossado presidente do Rotary Club Ana Rech Foto: Ronaldo Monteiro / Divulgação
Karoline Finger dos Santos ganhou uma carreata surpresa pela passagem de seus 15 anos, no último sábado Foto: Kléber Maurício / Divulgação

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A meia lua inteira de Antonio!

Antonio Junior Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

Nascido num lar de comerciantes e do meio politico, filho de Janete Boeira dos Santos e Antonio Alaerte Oliveira dos Santos, irmão caçula de Danúbia Boeira Verza e Débora Boeira dos Santos, Antonio Alaerte Oliveira dos Santos Junior, 26 anos, é o nosso personagem do dia. Graduado em Relações Internacionais desde 2016, pela FSG, enquanto também trabalhava na Prefeitura. Iniciou carreira profissional na fotografia de moda em solo paulista, presenciando no dia a dia todo o ciclo da indústria, o que gerou um acúmulo interessante de experiências. Por conta da pandemia, decidiu com sua companheira, Arlete Zanardi, regressar à Caxias do Sul para estarem mais próximos das famílias. Antonio pretende tocar a vida de fotógrafo por estas plagas, acumular ainda mais experiências, sempre se reinventando e escrevendo imagens por meio de sua curiosa perspectiva. Entre no foco através das lentes de Antonio que revelam sua límpida alma!

O que tem sabor de infância? O cafezinho com leite da minha mãe (só não é mais doce do que ela mesma).

Ao lado de quem gostaria de ter sentado na época da escola? Gostaria de presenciar o processo de formação de alguns gênios brasileiros. Um deles é o Caetano Veloso. Quem sabe ele me diria o que significa uma  “meia lua inteira”? (risos)

Traço marcante de sua personalidade? Cantarolar, fazer barulhos e tudo que naturalmente tem a ver com a música.

A melhor invenção da humanidade? A máquina de Turing, usada pelos britânicos para decodificar contatos entre nazistas na Segunda Guerra. O que hoje conhecemos como “computador”. Infelizmente, a genialidade de Alan Turing não se sobrepôs ao preconceito da época e ele acabou sendo condenado por causa da sua orientação sexual.

Com que mensagem encara o mundo? “É o homem entender que ele é parte do todo. Nem ser menos nem ser mais. Ser parte da natureza”, de  Lucas Silveira e Emicida.

Antonio Junior Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

Gostaria de ter sabido antes... que os erros da humanidade consistem em seguir vícios e padrões convencionais. Caminhar na contramão disso pode ser libertador.

Frase máxima? Do livro mais incrível que já li, “O cheiro do ralo”, de Lourenço Mutarelli: ”De todas as coisas que eu tive, as que mais me valeram e as que mais sinto falta são as coisas que não se pode tocar, são as coisas que não estão ao alcance das nossas mãos, são as coisas que não fazem parte do mundo da matéria.”

Um lugar inesquecível? Sem dúvidas, a Amazônia brasileira. Pelos sabores, pelo cheiro, pelo clima, pelas pessoas, pelos bichos, por tudo.

Qual a sua ideia de um dia perfeito? Aquele em que o acaso me rouba do planejado e me presenteia com um dos meus prazeres. 

Reflexão de cabeceira? Os afazeres do dia seguinte (perfeitamente enumerados, num surrado bloco de notas).

Se tivesse vindo ao mundo com uma legenda ou bula, o que conteria nela? “Corretor ortográfico ambulante”. (Os mais próximos chegam a me apelidar de Aurélio)

Um hábito que não abre mão? Cantar e tocar violão.

Que músicas não saem da sua playlist? A banda da minha vida é o Queen, porém não abro mão do contemporâneo: Frank Ocean, Muse, Djonga, Fresno e Liniker são alguns exemplos.

Um defeito: sou muito “de humanas” até para as coisas mais lógicas que você possa imaginar.

Uma qualidade: empatia. Todo dia é dia de desconstrução mental, pôr-se no lugar do outro e pensar melhor.

Na fotografia, quando o amadorismo dá lugar ao profissionalismo? Quando o olhar daquilo que era hobby começa a virar compromisso e responsabilidade diante das demandas de um cliente.

Antonio Junior Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

Quais as maiores dificuldades para um fotógrafo em início de carreira? Os altos valores dos equipamentos, a competitividade de mercado e a luta pelo reconhecimento. Buscar um diferencial pode ser uma boa saída.

Com sua experiência, que conselho daria pra quem pensa entrar nesta carreira? Pratique. Pratique exaustivamente. A teoria é importante, mas a prática é o diferencial. Com a câmera ou com os seus olhos. Além disso, permita-se ser visto, verdadeiramente visto.

Quais áreas da fotografia você considera mais promissoras atualmente? As que são voltadas para o comércio virtual. 

Quando teve o primeiro contato com a fotografia? Desde pequeno tive minha irmã, Danúbia, como uma referência. Ela era uma entusiasta da fotografia na família durante nossa infância - e ai de quem pusesse a mão na sua Kodak, com um inovador flash embutido e o rolo de 24 poses. Volta e meia, ela buscava as fotos na revelação e se surpreendia com alguns retratos aleatórios de boneca, de cachorro, de gente, e com eles, algumas distraídas selfies que comprovavam meu crime e o interesse por essa arte.

O que fazer para se manter criativo em tempos de isolamento social? Falando por mim, nesse período, dei início a um projeto em que seleciono pessoas para ensaios fotográficos por videochamada. Durante os cliques, ouço suas histórias e projetos. E como resultado, além das fotos, faço uma minuciosa edição, sempre com alguma intervenção artística. Além disso, apresento, sob minha perspectiva, um texto revelando a pessoa e aquilo que ela tem a dizer.

Onde busca referência para seus trabalhos? Na arte como um todo e em alguns fotógrafos que admiro: César Ovalle, Fernando Schlaepfler, Jvdas Berra, Justin Dingwall e Delfina Carmona.

Com a transição de uma grande capital como São Paulo pra o interior do Rio Grande do Sul, em Caxias do Sul, quais são as principais diferenças/dificuldades que encara? Em São Paulo, o mercado da moda é mais acelerado, com giro de produto maior, o que provoca uma grande necessidade de material visual. No entanto, Caxias é um grande centro de produção. Diante do cenário atual, o mercado daqui também deve se reinventar e aumentar a necessidade do trabalho fotográfico.

O que tem feito para impactar o mundo e as pessoas de maneira positiva? Acredito que daqui a alguns anos eu vou olhar pra trás e ter orgulho do quanto me desconstruí e do que me tornei. Penso muito no coletivo e creio que essa é umas das grandes virtudes que o ser humano pode ter para melhorar o mundo.

De que maneira considera que o cenário atual está afetando o mercado da fotografia, e como isso vai impactar no futuro? O segmento de fotografia para eventos sociais, ao meu ver, é o que está sendo pesadamente afetado. Os demais, vejo iguais ou em ascensão, principalmente na área virtual.

Planos para o futuro? Sou um inconformado. Quero me manter na fotografia e deixar nela a minha marca registrada. Mas como não me vejo apenas em um quadrado, planejo, também, colocar em prática um outro sonho: fazer música.

O que considera essencial para sobreviver? O desprendimento.

O que mais respeita no ser humano? A palavra.

Qual a palavra mais bonita da língua portuguesa? Nós.



 
 
 
 
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