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SOCIAL25/06/2020 | 06h10Atualizada em 25/06/2020 | 06h10

Sociedade por João Pulita

Veja a coluna social desta quinta-feira!

Sociedade por João Pulita Fabio Grison / Divulgação/Divulgação
Mariana Hoesker e Silvia Regina Uhlmann, mana e mãe do aniversariante de terça-feira, cercaram de afetos o médico Thiago Hoesker Foto: Fabio Grison / Divulgação / Divulgação

Estrelado

O médico neurocirurgião caxiense, Thiago Hoesker, promoveu um hiato em suas atividades para celebrar a passagem de seus 33 anos, nesta terça-feira, 23, cercado pela família; seu pai, Carlos Afonso Hoesker; sua mana, Mariana Hoesker e pela mãe, Silvia Regina Uhlmann. O jovem profissional que  retornou à terrinha em fevereiro deste ano, depois de seis meses em Istambul, na Turquia, debruçado em uma especialização em Neurocirurgia Pediátrica, que realizou pelo Hospital da Universidade Acibadem, um dos mais modernos e tecnológicos neste segmento. Atualmente, Hoesker está com foco direcionado em projetos para trazer à Serra gaúcha o que há de mais inovador no tratamento neurocirúrgico para crianças com alguma enfermidade na especialidade dele. 

Clique e confira outras edições da coluna social de João Pulita

Rachel Vanin De Zorzi homenageou a amiga e aniversariante do dia 23, Elisa Kuver, em encontro ao ar livre Foto: Felipe Soares / Divulgação

Caranguejo

Amanhã será a vez de aplaudir os cancerianos do dia, o criativo e intrépido Igor Luchese e a bela Milaine Oliveira Guerra. No sábado, dia 27, as atenções serão todas ao redor de Odinha Peregrina e de Bruno Fantin. O domingo, será todo para a personal organizer Sueli Pagliosa celebrar a data.

O chef de cozinha Gilnei Soares faz e acontece na gastronomia, trabalhando intensamente nesta temporada de recesso socialFoto: Ana Salvi / Divulgação
Maithê Pizzolato da Cruz comemorou, domingo, seus 16 anos e foi bajulada pelo namorado, Emanoel Pires Dutra Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

Berço

Nasceu, domingo, dia 21, o primogênito de Pedro Horn Sehbe e Paula Cardoso de Azevedo, o príncipe que responde pelo nome de Arthur Azevedo Sehbe. O guri é a felicidade expressada em afetos pelos avós corujas Paulo Roberto de Azevedo e Liége Cardoso de Azevedo e Antônio Casagrande Sehbe e Maria Lucia “Tuty” Sehbe.

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As inspiradoras descobertas sobre o amor!

Ana Letícia Castellan RizzonFoto: Arquivo Pessoal / Divulgação

Ana Letícia Castellan Rizzon, filha de Alice Castellan Rizzon e Aldir Pedro Rizzon, que mesmo dispensando maiores apresentações, a coluna faz questão de reforçar sua formação. Graduada em Psicologia pela UCS, pós-graduada em Psicoterapia Sistêmica Familiar pela Unisinos e em Terapia Cognitivo-Comportamental pela UFRGS, a bonita e inteligente caxiense Ana Letícia é especialista em Terapia do Esquema pela Wainer Psicologia junto à International Society of Schema Therapy e ao New Jersey / New York Institute of Schema Therapy. Nascida sob o signo de Áries, que tem como características a maturidade e o perfil de guerreira. Veja o profundo conhecimento de Ana, que além de psicóloga clínica é também professora, supervisora e escritora!

Qual sua lembrança mais remota da infância? Sonolenta e segura no colo da minha mãe, enquanto ela caminhava na calçada da Farmácia Confiança. Acho que tinha uns três anos. 

Logo após sua adolescência, foi eleita Glamour Girl Caxias do Sul e depois, em 1995, foi coroada como Miss Itália Del Mondo. O que essas experiências representaram na época e como refletem na sua vida hoje? Na época foi uma experiência muito rica. Viajei, aprendi italiano, perdi o medo de falar em público, conheci a “empresa” por trás de um concurso de beleza através do Miss Itália. O trabalho com a Liga Feminina de Combate ao Câncer foi determinante na minha escolha profissional. E duas grandes amigas vieram dessa fase, a Niver e a Danichele. Tesouros na minha vida!

Qual a passagem mais importante da tua biografia e que título teria se fosse publicada? “O Encontro”. Janeiro de 1999, no Ibiza (obrigada Julius Rigotto!), foi o dia que conheci meu marido. Eu sou uma sortuda! Nossa relação é um tesouro para mim. O poder reparador do apego seguro, o conforto da intimidade e a percepção de que ele é casa. A sensação de não ser amada “apesar de”, mas também “por causa”. Sem falar que ele é um gato!

Se pudesse voltar à vida na pele de outra pessoa, quem seria? Essa foi a pergunta mais difícil. Pensei, pensei e pensei. Conclui que toda a vida tem seu prazer e sua dor. E diante do paradoxo de uma escolha tão ampla, eu sigo com a minha. Acolho meus vazios e celebro meus cheios. 

Gostaria de ter sabido antes... tantas coisas, mas descobri-las em seu tempo me trouxeram até aqui. O fracasso humaniza mais que o sucesso e ideias criativas brotam dos erros. 

Se tivesse vindo ao mundo com uma legenda ou bula, o que conteria nela? Indicada para conexão genuína e pautada em reciprocidade. Não cerceável. Só funciona se manejada com verdade e gentileza.

Como foi no início da sua carreira e por que decidiu pela Psicologia? Fui uma aluna mediana no colégio! Escrevo isso para que muitos pais entendam que a qualidade do desempenho escolar não é um indicativo de sucesso na vida adulta. A escola mede apenas algumas áreas de inteligência. Na psicologia encontrei minha área de talento. Eu gosto de ser quem sou quando vejo que o que aprendi ajuda o outro a florescer seu potencial e viver mais macio. É lindo! Me formei com 24 anos e o início foi difícil. Por isso auxilio colegas a terem um início mais leve. Seja nas aulas, supervisões ou no material que disponibilizo no meu site e rede social. Trabalhando bem é possível alcançar inúmeras possibilidades de sucesso profissional. 

Como se mantém atualizada na sua profissão? Cavalo que corre por gosto não cansa. Sou eu! Estudo muito. Sou encantada. Especializações, pós-graduações, congressos, workshops sou consumidora desse tipo de produto. Sou curiosa por outras áreas também. Literatura, filosofia, marketing, história. É minha versão adulta de brincar.

Que conselho daria para um relacionamento longevo? Amo as pesquisas do Gottman! Ele diz que relações com qualidade e satisfação conjugal compartilham de alta métrica de uma característica que ele nomeou de confiança. Ela diz respeito a felicidade ou infelicidade interligadas. Eu, tu e nós. Dentro desse conceito, as opções do eu impactam o nós. Logo, se eu fizer uma escolha que traga tristeza ao meu parceiro ela não será boa para mim. E por que isso é tão importante? Vamos para Sue Johnson agora: porque isso torna o apego seguro. Somos biologicamente preparados para florescer no apego. E o nosso parceiro amoroso é nossa figura adulta de mais alta valência afetiva. Por isso que a relação amorosa é tão mais complexa que uma relação de amizade. Logo, se o casal tem alta métrica de confiança o vínculo fornecerá apego seguro. E agora vamos para Young! Quando temos apego seguro teremos a possibilidade de reparar faltas emocionais que foram geradas no início da nossa vida. Faltas que geram o nosso lado menos potente e que em determinados momentos nos levam ao desequilíbrio. 

Qual sua interpretação sobre a obra “Amor Líquido” de Zygmunt Bauman? Na liquidez do amor o durável é preterido ao instantâneo. A segurança do compromisso ainda segue sendo um fator estabilizador das relações. Pressupõe a perda da liberdade e das infinitas possibilidades. Será que estando com essa pessoa perco estar com alguém melhor? Que tenha mais a ver comigo? De perto todo mundo tem Lado B, mas isso não aparece no Instagram. A liquidez não nos traz segurança e gera uma flexibilidade frágil. Precisamos de âncoras, mas com a liquidez elas passaram a ser mais leves. Sujeitas a serem arrastadas por correntes marítimas que aparentemente se desenhem como mais interessantes. 

Em que situam-se as vantagens e desvantagens dos aplicativos de relacionamento e dos casais que se formam a partir deles? Vantagens? Você tem a oportunidade de contatar pessoas no conforto do seu lar. No tempo que a sua rotina permite, sem grandes investimentos. A desvantagem pode aparecer nos primeiros passos dessa ponte. Olha que complexo: o aplicativo nos reforça pelo padrão. Sem camisa ganha mais likes? Então as fotos serão sem camisa! Essa caça aos likes se estabelece pela nossa natureza em buscar aceitação social.  A aceitação que o algoritmo mostra, ativa o circuito da recompensa e a autenticidade perde a importância.  O desejo vai sendo metrificado. Na hora do encontro real é preciso manter aquilo que foi vendido. Mas quão próximo o que você disse ser é do que você de fato é? Só você pode ser você, e essa é a sua sensacional vantagem. É exatamente isso que essa armadilha castra.

Como se manter saudável em meio ao caos? Não é possível arrumar o armário sem bagunçar o quarto. E o caos é a bagunça. O primeiro passo é buscar algum senso de segurança para acalmar cérebro adrenalizado. Meditação, rotina, atividade física, sono e alimentação de qualidade, manter vínculos saudáveis. Ficou mais calmo no meio do quarto bagunçado? Foco é onde sua emocionalidade está. Onde está a sua? O que faz ressonar o seu propósito? O que você gostaria de aprender? Pressupõe olhar para dentro e fazer escolhas baseadas no que é mais genuíno em você. 

A melhor invenção da humanidade? Sem dúvida a ética! O esforço compartilhado para encontrar a melhor maneira de viver. Usar o amor como referência: se não ama, age como se amasse. Sem o tempero da ética nenhuma tecnologia prospera na direção do bem comum. Sem ela o poder de grandes descobertas são mais deletérias do que curativas.

Reflexão de cabeceira? “Onde quer que vás, vai de todo coração.” Confúcio

Livro de cabeceira: só um!? “Essencialismo: a disciplinada busca por menos” do Greg McKeown. Escolho ele entre muitos por ter me feito repensar profundamente minhas escolhas. 

Quais músicas não saem da sua playlist? Jazz e blues me dão muito prazer. Bon Jovi me faz dançar. 

Amar é... quem sou eu para definir algo tão precioso e subjetivo? Euzinha, prefiro alicerçar a resposta em minha experiência empírica. Considero o amor o sentido da vida. É a força mais poderosa e transformadora do mundo. De tudo o que estudei até hoje, sinto que o que faz meu cliente florescer é o amor, que ele encontra na relação comigo e com os outros. A técnica é uma boa moldura, importante, mas está em segundo lugar. Essa reparação amorosa “limitada” que acontece no setting terapêutico é o grande pulo do gato na transformação. É a segurança que possibilita a liberdade.



 
 
 
 
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